Açores

Açores
Celorico da Beira



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Açores é uma freguesia portuguesa do concelho de Celorico da Beira, com 9,57 km² de área e 369 habitantes (2001). Densidade: 38,6 hab/km².

Foi vila e sede de concelho entre 1512 e o início do século XIX. Era constituído apenas pela freguesia da sede e tinha, em 1801, 505 habitantes.

História

Antiga vila, Açores conserva ainda traços da sua longevidade. Situada a Nordeste de Celorico da Beira, confronta com freguesias do Baraçal, Velosa, Ratoeira e Lajeosa do Mondego no concelho de Celorico da Beira e Vila Cortês do Mondego e Sobral da Serra no concelho da Guarda. Outrora designada por Freixial, a actual designação deriva da ave com o mesmo nome, associada aos mitos em torno da Senhora do Açor. A freguesia é constituída pelos aglomerados de Aldeia Rica e Açores.

Açores terá sido uma importante fortificação antiga, tendo sido identificado o castro de Açores, tendo a actual aldeia sido edificada a partir do castro existente ou expandindo-se em seu redor. Pode assim inferir-se com alguma segurança que constituiu um importante santuário dos visigodos, um dos povos “godos” (chamados bárbaros) que dominaram grande parte da Península nos séculos VI e VII d.C.. Encontra-se sepultada na Igreja uma princesa visigoda – Suintiliuba –, datada de 666 d.C. (704 era de César). Na medievalidade, dividia-se em duas partes: a vila que se governa conforme a sua jurisdição e a lameira à qual pertenciam os lugares da Aldeia Rica e Massa. Em 1758 tinha 10 fogos com uma população de 10 homens e 13 mulheres.

A aldeia desenvolveu-se a partir de um amplo e muito agradável espaço verde – o Largo de Açores. Situado à entrada da aldeia (no sentido da Lajeosa), o largo recebe o visitante através de “corredores” delimitados por belas árvores de copa imponente que desembocam no Largo do Pelourinho e Solar dos Cabrais. Assume também este largo o papel de palco principal das festas e eventos que preenchem o calendário local. Serve ainda de pano de fundo à realização do mercado mensal no qual se transacciona grande variedade de produtos.

Em suma, a terra de Açores que outrora foi uma relevante vila é hoje aldeia importante pelo seu importante largo, património histórico-cultural que nos faz a todo o momento recuar no tempo.

Economia

A freguesia de Açores tem vindo a perder população, fruto da emigração para países como os Estados Unidos da América, Suíça e França, principalmente. Os que ficaram retiram principalmente à construção civil e ao comércio de produtos agrícolas, o sustento do dia a dia.

A produção da batata e a pecuária, com o seu expoente máximo no famoso queijo de ovelha, constituem a base da actividade agrícola. O presunto também tem grande importância na freguesia, sendo o lugar de Aldeia Rica o principal responsável pela produção de queijo e presunto na freguesia.

Festividades

  • Festa da Senhora do Açor (2ª feira de Pentecostes)
  • Romaria à Senhora do Açor (10 dias após o Pentecostes)
  • Festa da Senhora Assunção (15 de Agosto)
  • Festa de Santo António (13 de Junho)

Feiras e Mercados

  • Anual - Feira de Gado (5ª feira da Ascenção)
  • Mensal - terceiro sábado

Lendas

O Açor e o Pagem

Um rei cristão que veio de longe em peregrinação à senhora do Açor fazia-se acompanhar por um pagem que em determinada altura, segurava um açor destinado à caça de altanaria . Porém, o pagem descuidou-se e a ave fugiu das suas mãos pelo que irritou grandemente o monarca, que de pronto sentenciou que lhe fosse cortado um braço . O seu criado vendo-se aflito, pediu auxilio à Senhora que atendeu o pedido do pagem fazendo com que o açor viesse de novo pousar milagrosamente no braço do criado, safando-se este da mutilação .

A lenda do aparecimento da Senhora ao Rústico da Vaca

Havia um pastor que ia a passar com uma vaca num largo, que antigamente existia, junto ao edifício escolar; pelo que a vaca se assustou, desviando-se do trilho de pedra, que permitia a travessia, indo cair no largo, pelo que o pastor na impossibilidade de salvar a vaca, invocou a Senhora, que fez com que as águas se separassem e eles pudessem sair do lago .

A lenda da Batalha da Penhadeira

Em 1187, um poderoso exército castelhano, entrou em Portugal, invadindo e apoderando-se de vários castelos beirões. Quando estavam já em retirada foram surpreendidos por um pequeno exército, chefiado pelos alcaides de Trancoso e Celorico da Beira, que com ajuda da virgem venceram os castelhanos, nessa noite em que a Lua e as Estrelas deram mais brilho. Desta lenda surgiu a romaria à Senhora do Açor.

“A tradição das carrascas"
O culto fálico tinha até a algumas décadas uma certa “vitalidade”, porque no sítio das carrascas existe uma pedra grande (laje) para “escorregar”, onde as raparigas desciam sentadas numa giesta e segundo a posição em que ficavam, assim supostamente descortinariam o seu futuro.

Património

  • Pelourinho de Açores
  • Solar dos Baptistas
  • Solar dos Cabrais
  • Solar dos Cardeais
  • Forca
  • Cadeia
  • Senhora da Agonia
  • Fonte de Mergulho
  • Pedra dos Mouros
  • Igreja Senhora do Açor

Colectividades

  • Associação Cultura, Desporto e Melhoramento de Açores
  • Associação de Melhoramentos de Aldeia Rica
  • Campo de Futebol de Aldeia Rica
  • Sala de Espectáculos dos Açores
  • Centro de Dia de Açores

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