Almalaguês

Almalaguês
Coimbra



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Almalaguês é uma freguesia portuguesa do concelho de Coimbra, com 22,68 km² de área e 3.440 habitantes (2001). Densidade: 151,7 hab/km².

A freguesia é bastante conhecida pelas tecedeiras que fazem tapetes bastante apreciados em toda a região centro. Tem por orago a São Tiago.

Situada a doze km a sul de Coimbra, Almalaguês é a freguesia com maior área do concelho (22 km²), englobando cerca de 1.500 fogos que albergam aproximadamente 3.500 habitantes. Tem como limites Ceira e Castelo Viegas a norte, Assafarge a noroeste e a oeste, o concelho de Condeixa-a-Nova a sudoeste, e o concelho de Miranda do Corvo a sul e a este.

Localidades

É uma freguesia constituída por 26 lugares, distribuídos de forma diversificada. Se, por uma lado se apresentam vários aglomerados de lugares contíguos onde é difícil a distinção entre o final de um e início do seguinte, por outro encontram-se alguns lugares isolados. Almalaguês, a maior povoação e sede de freguesia fica situada aproximadamente no centro de um losango, distribuindo-se os restantes lugares em volta. Assim temos a Noroeste da sede de freguesia o conjunto das povoações de Cestas, Bera, Quinta do Sebal, Portela do Gato, Torre de Bera e Outeiro de Bera, formando um aglomerado quase contínuo.

Próximo mas mais para Oeste, fica Monte de Bera e Volta do Monte. A Norte de Almalaguês fica Anagueis, e ainda mais a Norte o conjunto formado por Carpinteiros, Cartaxos, Casal dos Matos, Quinta do Colaço e Vale de Cabras. A Nordeste fica a Abelheira, e o conjunto formado por Braçais, Portela do Casal Novo e Casal Novo. Na parte Sul da freguesia, menos povoada, encontram-se as povoações de Tremoa e o conjunto de Flor da Rosa, Ribeira e Chainça (a Sudeste) e Rio de Galinhas, Monforte e Senhora da Alegria a Sul).

Relativamente ao relevo e paisagem humanizada, estes dividem-se em duas grandes áreas: ao Norte, coberto de florestas (onde predomina o pinheiro e o eucalipto) denominada "zona do barro vermelho"; ao Sul, zona agrícola por excelência onde as culturas mais frequentes são a vinha e a oliveira. Toda a zona é bastante acidentada com cotas que variam entre os 28 metros (zonas ribeirinhas junto a Cartaxos) e 320 metros próximo de Rio de Galinhas.

História

Almalaguês remonta a sua existência ao ano de 1088 e o seu nome adveio-lhe possivelmente de Zoleiman Almalaki, um nobre muçulmano que possuía estas terras e Vila Tendiga no ano de 1088. Deve remontar portanto aos inícios da reconquista e repovoamento a sul do Mondego. Contudo, só aparece documentado a partir do séc. XV juntamente com Cernache, pelo infante regente D. Pedro a Guilherme Arnault. Outros defendem que a origem do topónimo reside no facto da aldeia, como sendo de origem árabe, provém da palavra "Al", artigo árabe que significa "os", e "malaguês", que significa "colonos de Málaga".

À semelhança das aldeias Árabes, apresenta uma rua principal, mais ao menos a meio do povoado, e uma outra lateral, que partindo desta a vai encontrar noutro ponto a que chamam corredoura. Ainda hoje se mantém esta denominação.

Apesar da sua origem árabe, sabe-se que por ali passaram e habitaram outros povos - Celtas e Romanos - verificadas estas influências e vestígios, no castelo de Torre de Bera, séc. XII, que é uma fortificação celta, e ainda na denominação de Castro da Senhora da Alegria, na povoação com o mesmo nome, onde se sabe ter existido um castro romano, hoje já desaparecido.

Existem em Almalaguês, três zonas historicamente distintas com características e costumes bem diferenciados, que correspondem à passagem por ali de colonos Celtas, Árabes e Romanos. Assim, uma zona tipicamente Celta, que se denomina região de Bera, na parte Nordeste; uma região central árabe abrangendo a sede de freguesia - Almalaguês; e outra que se estende de Este a Sul, com características Romanas.

Gastronomia

Na freguesia de Almalaguês podemos salientar três pratos, que pelo modo como são confeccionados e reservados para determinadas festividades e cerimónias sociais ou religiosas, constituem um aspecto preponderante da sua gastronomia: a sopa à lavrador, a chanfana e o arroz doce.

A sopa à lavrador, também conhecida por sopa da tranca da barriga, é assim denominada por todos os ingredientes principais serem fruto da lavra do agricultor e a sua composição ser de alto teor nutritivo. Em tempos, e por motivos de escassez económica, era o prato principal senão o único, de todas as refeições.

A chanfana é também um prato tradicional da região, e normalmente faz sempre parte das ementas em dias de festa e casamentos, motivo pelo qual também é conhecida por carne de casamento.

O arroz doce é uma iguaria de tradição secular, também associada a ocasiões festivas entre as quais o casamento. Reza a tradição, na véspera de casamento, os noivos oferecerem o arroz doce aos seus convidados, na expectativa de que estes depois de o saborear, devolverem o prato com uma prendinha.

Os vinhos produzidos nesta freguesia são reconhecidos pela qualidade superior das suas castas, amadurecidas em soalheiras encostas, sendo comercializados pela Adega Cooperativa de Souselas com o rótulo “Almalaguez”. Em época de vindimas, pelas ruas da freguesia, sente-se o aroma do vinho a ferver na adega do agricultor.

Património

Economia

  • Agricultura e Avicultura

Artesanato

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