Alvito

Alvito
Sub-região Baixo Alentejo



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Foto de Vítor Oliveira

Lista de Municípios Portugueses

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Alvito é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Beja, região Alentejo e sub-região Baixo Alentejo, com cerca de 1.400 habitantes.

É sede de um município com 260,93 km² de área e 2.723 habitantes (2006), subdividido em dois freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Viana do Alentejo, a leste por Cuba, a sul e oeste por Ferreira do Alentejo e a oeste por Alcácer do Sal.

A sua situação geográfica permite-lhe fácil acesso quer por rede rodoviária, quer por rede ferroviária. A linha ferroviária que serve o concelho disponibiliza os serviços de comboios Intercidades e regional, que fazem a ligação entre Lisboa e Beja. Neste dois pontos cruzam-se outras linhas da rede ferroviária vindas de diversos pontos do País. Em Beja faz-se a ligação à linha do Algarve estabelecendo assim uma ponte de ligação a esta região do País.

Quanto às vias rodoviárias é de referir que a vila de Alvito se encontra localizada a 173 Km de Lisboa, a 37 Km de Beja, a 43 Km de Évora, a 198 Km de Faro, a 147 Km de Badajoz (Espanha). O melhor percurso rodoviário, vindo de Lisboa é pela A2 (Ponte 25 de Abril) ou pela A12 (Ponte Vasco da Gama), seguindo para a A6 em direcção a Évora. Depois, deverá seguir pela EN254 até Viana do Alentejo, para depois finalizar com a passagem pela EN257 até Alvito.

Freguesias

Topónimo

Conta a lenda que o nome da povoação vem de um facto sucedido durante uma festividade. Havia nesse dia uma corrida de touros e quando os homens tratavam de os meter nos curros, um deles escapou. Desatou a correr pela povoação fora e atrás dele algumas pessoas. O animal corria furiosamente, quem sabe e para escapar à morte que adivinhava esperá-lo. Como estava um dia muito quente, pouco a pouco os perseguidores do touro foram desistindo, até que só ficaram dois, mais resistentes e corajosos, que acabaram por capturar o bicho. Levaram-no de volta à povoação, depois de terem descansado os três sob um chaparro. Quando entraram na vila com o touro preso por uma corda, levaram-no até ao meio da praça, gritando: "Alvitre, alvitre!", que quer dizer alvíssaras. Daqui, explica o povo, nasceu o nome de Alvito.

História

Os testemunhos mais antigos que se conhecem da presença humana no concelho remontam ao neolítico, existindo vários vestígios que nos asseguram a presença do Homem durante a idade do cobre, a idade do bronze e a idade do ferro. A ocupação intensa levada a cabo pelos romanos fez-se sentir logo no início do século I, subsistindo ainda vários testemunhos desta presença, de que são exemplos as villae de São Romão, de São Francisco e Malk Abraão. Também visigodos e muçulmanos ocuparam estas antigas villae, dando continuidade à ocupação romana.

Conquistada pelos Portugueses em 1234, em 1251 a povoação é doada a D. Estêvão Anes, chanceler-mor do reino, por D. Afonso III e pelos Pestanas de Évora. A partir desta data, sobretudo através da acção do Chanceler, procede-se ao seu repovoamento, passando Alvito a ser uma povoação com dimensões consideráveis para a época.

Em 1279 morre D. Estêvão Anes, ficando a vila em testamento para a Ordem da Santíssima Trindade, a qual lhe concede carta de foral, idêntica ao de Santarém, a 1 de Agosto de 1280. Tal foral viria a ser confirmado por D. Dinis em 1283. Em 1387, D. João I doa Alvito a D. Diogo Lobo, em troca dos bons serviços prestados na batalha de Aljubarrota (1385) e na conquista de Évora aos espanhóis (1387), ficando a vila ligada à história desta família ao longo de todo o período que durou o regime monárquico.

A 24 de Abril de 1475, D. Afonso V concede ao Dr. João Fernandes da Silveira, esposo de D. Maria de Sousa Lobo, o título de Barão, passando Alvito a ser a «cabeça» da primeira baronia instituída em Portugal. Nesta época já a povoação desfrutava de um crescimento acentuado, fruto da conjuntura favorável em que o reino se encontrava e que permitiu um forte crescimento populacional em todo o país. Tal crescimento teve fortes repercussões na economia da vila, dado que Alvito passa a ser um dos principais centros político-económicos de todo o Alentejo, durante o período moderno, tendo quase 1.700 habitantes e 364 fogos, segundo as estatísticas do senso de 1527. Este facto justifica o esplendor que se pode observar em muitos monumentos: Castelo, Igreja Matriz, Igreja da Misericórdia, Igreja de Nossa Senhora das Candeias, bem como na representatividade da arte manuelina de Alvito.

Na época de transição do século XVIII para o século XIX, o crescimento e prosperidade de Alvito estagnam, começando o seu declínio a partir de meados do século XX, sobretudo durante as décadas de 60 e 80. Apesar disso, esta localidade patenteia ainda a riqueza de outrora, revelada através da beleza dos seus monumentos e da grandiosidade da sua história. Alvito é pois, um concelho onde ruralidade e monumentalidade se encontram para desenhar os caminhos do futuro.

Património

  • Igreja de Nossa Senhora da Assunção ou Igreja Matriz de Alvito
  • Castelo de Alvito
  • Igreja Matriz de Vila Nova da Baronia ou Igreja de Nossa Senhora da Assunção
  • Ermida de Santa Ágata ou Ermida de Santa Águeda ou Ermida de São Neutel
  • Convento de São Francisco ou Convento de Nossa Senhora dos Mártires
  • Igreja de Santo António
  • Igreja da Misericórdia de Vila Nova da Baronia
  • Pelourinho de Alvito
  • Pelourinho de Vila Nova da Baronia
  • Capela de Nossa Senhora da Conceição
  • Igreja da Misericórdia e Capela de Nossa Senhora das Candeias
  • Capela de São Bartolomeu
  • Pelourinho de Água de Peixes
  • Capela de Santa Luzia ou Herdade de Santa Luzia e Cágado
  • Casa de António Pedro de Góis ou Portal na Rua Conselheiro Machado
  • Ermida de São Sebastião
  • Solar de Água de Peixes ou Palácio de Água de Peixes

Ligações externas

Fotografias

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