Arcos de Valdevez

Arcos de Valdevez
Sub-região Minho Lima



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Foto de Vítor Oliveira

Lista de Municípios Portugueses

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Arcos de Valdevez é uma vila portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e sub-região Minho-Lima, com cerca de 2.200 habitantes.

É sede de um município com 445,89 km² de área e 24.466 habitantes (2006), subdividido em 51 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Monção, a nordeste por Melgaço, a leste pela Espanha, a sul por Ponte da Barca, a sudoeste e a oeste por Ponte de Lima e a oeste por Paredes de Coura.

O ponto mais alto do concelho situa-se na Pedrada, com a altitude de 1.416 metros, na Serra da Peneda.

Freguesias

As 51 freguesias do concelho de Arcos de Valdevez são as seguintes:

Aboim das Choças Aguiã Alvora Ázere
Cabana Maior Cabreiro Carralcova Cendufe
Couto Eiras Ermelo Extremo
Gavieira Giela Gondoriz Grade
Guilhadeses Loureda Madalena de Jolda Mei
Miranda Monte Redondo Oliveira Paçô
Padroso Parada Portela Prozelo
Rio Cabrão Rio de Moinhos Rio Frio
Sabadim Salvador Salvador de Padreiro Santa Cristina de Padreiro
Santa Maria de Távora Santar São Cosme e São Damião São Jorge
São Paio São Paio de Jolda São Vicente de Távora Senharei
Sistelo Soajo Souto Tabaçô
Vale Vila Fonche Vilela

História

A relação histórica entre a ocupação humana dos espaços e a organização natural dos mesmos assume no caso do vale do Rio Vez um papel de primordial importância. As múltiplas áreas de regadio e de terrenos férteis proporcionados pelo rio e seus afluentes e a existência de amplos anfiteatros naturais, opondo zonas de serra e de planície, favoreceu desde muito cedo o estabelecimento de comunidades humanas neste espaço.

As primeiras fixações, ocorridas entre os finais do Vº e inícios do IIIº milénio antes de Cristo, são verificadas arqueologicamente nas dezenas de monumentos funerários (mamoas e antas) existentes no aro do concelho, observáveis, por exemplo, no Núcleo Megalítico do Mezio, bem como nas manifestações de arte rupestre, notavelmente representada na estação arqueológica do Gião. O período proto-histórico e de ocupação romana revela vestígios diversos, não só na toponímia local, mas, sobretudo, na quantidade significativa de recintos defensivos e habitacionais, os "castros", existentes por todo o concelho, e onde os casos de Ázere, Álvora e Cendufe serão, provavelmente, os mais conhecidos.

A Idade Média trás consigo uma organização do território e do espaço que será também ela um reflexo das condicionantes naturais e da geografia. A distribuição das paróquias medievais e dos primeiros mosteiros aproveita os recursos das áreas planálticas e de monte, como os casos exemplares dos mosteiros de Ermelo (cisterciense) e Santa Maria de Miranda (de base beneditina). As áreas de serrania facilitaram a fixação das populações baseadas essencialmente numa tradição de pastorícia e de uso sazonal, recuperada pelas actuais "brandas" e "inverneiras". A montanha favoreceu o desenvolvimento de recursos naturais abundantes, sobretudo de caça diversa, que juntamente com a sua posição estratégica de fronteira, cedo impeliram os primeiros monarcas nacionais a visitar e a incentivar a fixação de populações nessas zonas. Espelho da importância como via de comunicação natural entre o Norte do pais e a vizinha Galiza, é o número significativo de pontes de origem medieval, representadas, entre outras, em exemplares únicos como os de Vilela e Cabreiro.
A sua posição estratégica natural destacou as terras de Valdevez como lugar primordial de organização militar e social, atestada já em documentação dos séculos X e XI. Apesar de abandonado em meados do século XIII, o castelo de Santa Cruz, em Vila Fonche, sobranceiro à actual vila, foi um dos primeiros elementos de suporte à fixação humana nesta zona precisa, solidificada pela fácil comunicação das diferentes vias que confluíam na ponte medieval do Rio Vez, e favorecendo, deste modo, o desenvolvimento de um pólo urbano dinâmico e fundamental, que já em 1258 controlava uma mancha geográfica próxima da do actual concelho de Arcos de Valdevez. A importância de toda esta área como vector de evidente desenvolvimento leva D. Manuel I a conceder foral à vila em 1515.
A reforma liberal oitocentista viria a traçar os limites definitivos do actual concelho, com a introdução das áreas de Soajo, Ermelo e Gavieira.

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