Barco

Barco
Covilhã



{"module":"wiki\/image\/FlickrGalleryModule","params":{"size":"small","userName":"Portuguese_eyes","tags":"barco-covilha","order":"interestingness-desc","perPage":"1","limitPages":"1"}}
anuncio100x60.png


Barco é uma freguesia portuguesa do concelho da Covilhã, com 15,18 km² de área e 576 habitantes (2001). Densidade populacional: 37,9 hab./km².

A freguesia do Barco situa-se a 20 quilómetros da sede do concelho, encaixada entre a Serra da Estrela e a Serra da Gardunha, junto ao rio Zêzere, no extremo sudeste de Castelo Branco e no seu limite com o concelho de Fundão.

Toponímia

Quanto ao topónimo principal da freguesia, Barco, deve estar relacionado com a passagem por aqui de uma embarcação, em tempos recuados, e que ligava as duas margens do Zêzere. Mais importante esta barca se tornava quando é certo que a maioria dos terrenos aráveis da povoação se localizavam na margem contrária. É a única freguesia do centro e sul do país com este nome. No norte, existem seis "barcos", uma freguesia (em Guimarães) e cinco lugares (nos concelhos de Barcelos, Penafiel, Peso da Régua, Ponte de Lima e Resende).

História

Aqui existe vida humana desde, pelo menos, a época romana. No cabeço da Argemela, separado da povoação pelo rio Zêzere, encontram-se restos de três muros, que terão pertencido a um acampamento romano. Segundo a tradição, este acampamento teria sido construído por um procônsul romano para defesa contra o Viriato. Aqui foi explorado volfrâmio e estanho, até há alguns anos atrás, mas a sua extracção está, agora, paralisada. Além da riqueza mineral deste subsolo, é de acrescentar a riqueza em recursos hídricos (já que por aqui passa o Zêzere), o que facilitava sobremaneira a vida das populações.

As Inquirições de 1288 não mencionam a freguesia, embora se saiba que nessa altura ela já existia, integralmente foreira do rei. Em termos administrativos, pertenceu sempre ao termo da Covilhã. O seu território, que é hoje de 1316 hectares, mereceu até aos finais do século passado algumas dúvidas. Apenas em 4 de Outubro de 1894 aquelas foram dissipadas, com um decreto real a estabelecer os limites entre esta freguesia e a de Peso. Entre 1872 e 1984, teve anexo o lugar de Coutada, que nesta data se constituiu em freguesia (também deste concelho).

Paroquialmente, Barco foi erecta apenas por volta do século XV, e ao que parece desmembrada do priorado de São Silvestre da Covilhã. Este prior apresentava o cura de Barco. Este tinha de rendimento anual quinze mil réis e o pé-de-altar. Passou posteriormente a vigararia. No entanto, ainda antes da instituição da freguesia, já existia aqui uma pequena ermida, dedicada a São Simão, e que a partir daí se tornou a matriz de uma paróquia que adoptou também São Simão como seu padroeiro. Aliás, até ao século XIX a freguesia foi conhecida como São Simão, passando a ser Barco o nome mais conhecido a partir daí. São Simão, o padroeiro no qual confiam milhares de pessoas ao longo de gerações, é festejado no calendário litúrgico da Igreja Católica a 28 de Outubro. Apóstolo, é geralmente associado a São Judas Tadeu. Terá sido martirizado, depois de uma vida dedicada ao apostolado, da mesma forma que o profeta Isaías: serrado ao meio. Daí o facto de o seu atributo ser uma serra.

Demografia

É de notar um crescimento populacional notável a partir de meados do século XIX. O crescimento durou praticamente um século, de 1860 a 1950. Nesta última data, iniciou-se o processo inverso, com o fenómeno migratório que levou milhares e milhares de pessoas para o estrangeiro. O mesmo aconteceu com Barco, que até hoje não se recompôs. Em 1950, viviam aqui cerca de 1.800 pessoas. Actualmente, esse número não ultrapassa o milhar.

Economia

A agricultura é uma das principais actividades da população de Barco. Os terrenos da freguesia são férteis e produzem essencialmente milho, feijão, azeite e centeio. A indústria, o comércio e a construção civil estão também em crescimento, servindo com agrado as necessidades básicas da população.

Orago

São Simão

Feiras, Festas e Romarias

  • Feira mensal (último Sábado de cada mês)
  • São Simão (28 de Outubro)
  • São Sebastião (4º Domingo de Agosto)
  • São João (23 de Junho)
  • Nossa Senhora de Fátima (30 de Maio)
  • Festival de Ranchos Folclóricos

Património

  • Igreja matriz
  • Fonte romana
  • Alminhas
  • Centro social
  • Praia fluvial no rio Zêzere, zona de lazer com piscina
  • Ruínas de um acampamento romano (Minas da Argemela)
  • Lagar de azeite
  • Paisagem natural do Rio Zêzere

Gastronomia

Borelhões, enchidos, peixe do rio e javali

Artesanato

Pinturas e mantas de Orelos

Associativismo

  • ARPAZ - Associação Regional de Solidariedade e Progresso do Alto Zêzere
  • Sport Clube do Barco
  • Sociedade de Recreio e Folclore de São Sebastião
  • Clube de Caça e Pesca do rio Zêzere
  • Associação Cultural e Recreativa do Barco
  • Rancho Folclórico do Barco

Ligações externas

Fotografias

Galeria dos nossos visitantes
As fotografias desta secção, em todos os artigos, são colocadas pelos nossos leitores. Os créditos poderão ser observados por clicar no rodapé em files e depois em info. As imagens poderão possuir direitos reservados. Mais informações aqui.

Sorry, no images found attached to this page.

Galeria Portuguese Eyes
As fotografias apresentadas abaixo são da autoria de Vítor Oliveira.

{"module":"wiki\/image\/FlickrGalleryModule","params":{"size":"thumbnail","userName":"Portuguese_eyes","tags":"Barco","order":"dateAddedDesc"}}

Mapa

Artigos relacionados

Artigos subordinados a este (caso existam):

Adicione abaixo os seus comentários a este artigo

Comentários

Unless otherwise stated, the content of this page is licensed under GNU Free Documentation License.