Cano

Cano
Sousel



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O Cano é uma freguesia portuguesa do concelho de Sousel, com 49,41 km² de área e 1.537 habitantes (2001). Densidade: 31,1 hab/km².

Foi vila e sede de concelho entre 1512 e 26 de Dezembro de 1826. Era constituído pela freguesia da sede e tinha, em 1801, 785 habitantes.

Caracterização

A povoação de Cano situa-se na margem esquerda da Ribeira do Alcórrego e dista de Sousel cerca de oito quilómetros. A estrutura urbana de Cano é, ainda hoje, determinada pelo núcleo setecentista onde estavam representados os poderes mais significativos e simbólicos da sociedade de então. Este núcleo mantém uma grande coerência como lugar central: é composto, entre outros equipamentos e serviços, pela sede da Junta de Freguesia e pelo Mercado, o lugar dos táxis, a Igreja da Misericórdia, diversas lojas e cafés, donde se destacava o «Café Central», símbolo de uma certa estruturação da centralidade urbana emergente nos núcleos que expressavam dinâmica nos anos 30-50, do século XX. A paisagem urbana é estabilizada, dominada numa primeira impressão pelo imenso Rossio. A paisagem envolvente é enquadrada por uma primeira linha de hortas urbanas e uma segunda linha dominada pela cultura do olival. A principal actividade económica mantém-se a agricultura, assente na olivicultura e na exploração da cortiça e das plantações de tomate.

História

Cano é a mais antiga povoação do concelho de Sousel. No Sítio da Represa foram encontrados vestígios de um antigo povoado, tais como alicerces, blocos de granito facetado e o resto de uma antiga barragem, vulgarmente denominada Ponte de Mouros. Em relação ao curioso topónimo da freguesia, vários autores concordam com a explicação de que «foi da civilização romana que Cano herdou o seu nome, do latim Cannum, local de passagem de águas abundantes, foi a imagem natural e espontânea que borbulhou no espírito de quem queria baptizar a terra onde se fixava e que lhe oferecia essas características».1
Na verdade, essa característica aparece ainda descrita durante o século XX: «tal é a abundância de águas dentro da povoação que é dado aos seus habitantes o grande benefício de terem a fonte em sua casa».2

Cano pertenceu à Ordem e Comarca de Avis e foi sede de Concelho durante cerca de três séculos, com foral concedido por D. Manuel, em Santarém, no dia 1 de Novembro de 1512. Teve câmara e cadeia. Em 1527, segundo o Cadastro da População do Reino, o concelho contava apenas com a freguesia de Cano, com 114 moradores na vila e 10 casais no seu termo. A actual Misericórdia, fundada pelo povo no século XVI, derivou da albergaria que o Rei D. Manuel I fundou na vila. O concelho de Cano foi extinto a 23 de Dezembro de 1826, passando a integrar o vizinho concelho de Sousel desde essa data. Tinha, na altura, 236 fogos e 871 habitantes, e compunha-se das freguesias de Cano e de Casa Branca.

Nos anos 30 do século XX, a população da freguesia de Cano ocupava-se da faina agrícola e pecuária. A freguesia produzia e exportava, em abundância, cereais, legumes, cortiça, carvão e gado suíno de engorda. No entanto, a sua maior riqueza eram os extensos olivais que lhe permitiam a exportação de azeite, havendo na altura dez lagares apropriados para o fabrico do mesmo.

Património

  • Igreja Matriz de Sousel ou Igreja de Nossa Senhora da Graça
  • Povoado de São Bartolomeu
  • Torre de Camões (mais conhecida por Torre do Álamo)
  • Pelourinho de Cano
  • Casa Nobre
  • Capela de Santo António
  • Capela de São Sebastião
  • Moinho de Vento na Serra de São Bartolomeu

Feiras

  • Feira de Agosto: penúltimo fim-de-semana do mês de Agosto, Largo da Feira
  • Feira Nova: dias 24 e 25 de Outubro, Largo da Feira
  • Mercados: último Domingo de cada mês

Festas

  • Dia da Freguesia: último fim-de-semana de Junho
  • Festa em Honra de Nossa Senhora da Graça: festa religiosa, último fim-de-semana de Julho

Turismo

A mais antigas e uma das maiores reservas de caça do país, com sede em Sousel, Alto Alentejo. A empresa que explora comercialmente a coutada, é a Enasel, cujo capital social é detido conjuntamente pela Câmara Municipal de Sousel e pela Enatur-Pousadas de Portugal.

Heráldica

Brasão

Armas - Escudo de ouro, cano de vermelho posto em faixa e jorrando gotas de água de azul e prata, nas extremidades; em chefe, flor-de-lis de azul e, em ponta, uma gavela de trigo, sobreiro e oliveira, tudo de verde, esta última frutada de negro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: "CANO - SOUSEL".

Bandeira

Esquartelada de verde e amarelo, cordões e borlas de ouro e verde. Haste e lança de ouro.

Selo

Nos termos da lei, com a legenda: "Junta de Freguesia de Cano - Sousel".

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