Cão de Castro Laboreiro

Cão de Castro Laboreiro
Castro Laboreiro

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O Cão de Castro Laboreiro é uma raça de cão portuguesa de grande tamanho. Originário da freguesia de Castro Laboreiro, Melgaço, é um cão lupóide de tipo amastinado, sendo mais ligeiro que as restantes raças de cães de gado.

Origem da raça

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A origem do Cão de Castro Laboreiro ninguém a conhece, tudo o que se escreve sobre a sua proveniência é pura ficção, sem qualquer rigor científico ou histórico. Este animal lupóide amastinado, até prova em contrário, nada tem de semelhante, parente muito próximo, com os outros cães existentes na península ibérica (raças conhecidas e outras que venham a ser reconhecidas), para funções parecidas. Como provas de momento apresentamos: Aspecto, comportamento e o único estudo cientifico de genética (MtDNA diversity among four Portuguese autochthonous dog breeds: a fine-scale characterisation), realizado em Portugal, pelo IPATIMUP, onde a singularidade da raça, aliás a única destacada, é bem expressa pelos investigadores. Deixamos aqui alguns subsídios históricos.

Referências históricas

Século XIX

No século XIX, o notável escritor Camilo Castelo Branco, profundo conhecedor do Minho e das suas gentes, no seu livro Brasileira dos Prazins (referindo-se a factos ocorridos por volta de 1845), conhece a raça, e eterniza-a, enaltecendo as suas qualidades de guarda e de fidelidade aos donos.

“…As coronhadas e as intimações ameaçadoras repetiam-se. Uma algazarra de Inferno. Vozes roucas pediam machados e ferros do monte. A Senhorinha, muito esganiçada, expectorava agudos ais na cozinha; não acertava a enfiar o saiote pelo direito. Os cães de Castro Laboreiro, muito ferozes, arremetiam às portas com a dentuça refilada. Porcos grunhiam dando bufidos espavoridos. A moça dos recados chamava a sua Mãe Santíssima e a alma da tia Jacinta do Reimundles, que estava inteira na igreja…”

Nesta altura ainda não existe Canicultura em Portugal,mas os vários registos escritos, já referem claramente o Cão de Castro Laboreiro como raça.

No século XIX, o Cão de Castro Laboreiro devido à sua singularidade e grande homogeneidade, era já referida como raça velha, apesar do conceito de raça, tal como o hoje o conhecemos, ser bastante recente. A maior parte das raças de guarda e pastoreio não apresentam registos anteriores a 1900. Muitas foram mesmo criadas pela canicultura, no final do século dezanove (pioneiros: Alemanha e Inglaterra) e já durante o século vinte, normalmente oriundas de populações de cães de trabalho existentes em determinada regiões. Não existem registos documentais conhecidos sobre a raça Cão de Castro Laboreiro, anteriores a 1800.

Século XX

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Pela sua nobreza e função, vários testemunhos orais e escritos, referem que os Castrejos, vendiam e ofereciam cães com estimado valor, como companhia e guarda para muitas quintas do Minho, ao longo do século dezanove e vinte. Em 1914 realiza-se o 1º Concurso Tradicional1 ou “Prémio” da raça no lugar da vila de Castro Laboreiro. Tal “prémio” continua a realizar-se todos os anos, no dia 15 de Agosto às 14:30, sendo um dos concursos caninos mais antigos, historiados em Portugal. O padre Aníbal Rodrigues, nascido em Castro, defensor acérrimo e apaixonado da raça, patrocinou o concurso tradicional da raça, desde 1954, até ao ano da sua morte (10 de Março de 2003). O cão fora do seu Solar foi quase sempre animal de trabalho e estimação de gente rica.

Em 1920, o jornal de Castro Laboreiro, "A Neve", publicita anúncios de interessados em comprar cães de Castro Laboreiro, “da verdadeira raça”, como referem. Em 1935 o veterinário Manuel Marques, pioneiro da canicultura em Portugal, acompanhando as modas da Europa, desloca-se de Lisboa a Castro Laboreiro, elabora e publica o 1º Estalão da raça, provavelmente o documento produzido mais importante para a raça até aos dias de hoje.

Raça ameaçada de extinção

A raça encontra-se desde o seu reconhecimento oficial em 1935, pelo Clube dos Caçadores Portugueses, posteriormente Clube Português de Canicultura (CPC), ou em estado crítico ou ameaçada de extinção segundo os parâmetros internacionais da FAO.
A realidade de extinção desta nobre e antiga raça Portuguesa não é de agora, pois sempre foi uma raça pouco conhecida e pouco divulgada no nosso país e no estrangeiro.

Os efectivos do Cão de Castro Laboreiro sofreram um agravamento vertiginoso em termos quantitativos e qualitativos, no solar (fonte única e que parecia inesgotável) a partir da segunda metade da década de setenta, em virtude das transformações sociais, brutais, operadas na freguesia, Castro Laboreiro. A desertificação da região e o abandono da pastorícia tradicional, levou ao quase desaparecimento desta raça autóctone.

O Cão de Castro Laboreiro é conhecido pela sua Rusticidade, Carácter e Nobreza, desde tempos idos.

Ligações externas

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