Castelo Bom

Castelo Bom
Almeida



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Castelo Bom é uma freguesia portuguesa, pertencente ao concelho de Almeida, e consequentemente ao distrito e diocese da Guarda. Situa-se na zona raiana da Beira Interior, mais concretamente na sub-região Beira Interior Norte. Foi vila e sede de concelho durante mais de 500 anos.

Actualmente, a freguesia tem 25,28 km² de área e contabiliza 181 habitantes (2001). A sua densidade populacional é de 7,2 hab/km². O actual presidente da Junta de Freguesia é Manuel dos Santos Gonçalves. O actual presidente da Câmara Municipal de Almeida, Dr. António Baptista Ribeiro, é natural da freguesia, e foi, no passado, presidente da Junta. O pároco da paróquia de Castelo Bom é o Pe. Francisco Vilar.

História

Geografia

A povoação situa-se num cabeço saliente no vale do rio Côa, cuja altitude máxima é de 725 metros, na zona do Castelo. O relevo é, contudo, bastante variável dentro dos limites da freguesia, visto tratar-se de uma zona de transição entre o vale do rio Côa e o vasto planalto da Meseta Ibérica. A altitude mínima da freguesia (cerca de 550 metros) atinge-se assim junto ao rio, enquanto que os pontos mais elevados (cerca de 770 metros acima do nível do mar) se situam no limite com a freguesia da Freineda. As elevações que mais se destacam são o Cabeço do Vale de Nogueira, o Alto dos Chapéus e a Ermida de Santa Bárbara, para além da colina onde se situa Castelo Bom.

A freguesia é constituída por dois núcleos populacionais, a aldeia de Castelo Bom e uma anexa, a Aldeia de São Sebastião. Parte da zona de Freineda-Gare, na qual se inclui a antiga estação ferroviária, localiza-se também dentro dos limites da freguesia, mas é geralmente associada à freguesia da Freineda.

O rio Côa constitui o limite ocidental da freguesia com as suas vizinhas Mido, Castelo Mendo e Senouras. Castelo Bom confronta ainda com Vilar Formoso e São Pedro de Rio Seco a leste, Freineda a sul, e Naves, a norte.

Clima

Castelo Bom, tal como todas as regiões do interior de Portugal, é caracterizada por um clima temperado mediterrâneo com feição continental. Deste modo, ao longo do ano, registam-se variações de temperaturas consideráveis. Os Verões são bastante quentes e secos, com temperaturas diurnas frequentemente acima dos 30ºC, registando-se por vezes arrefecimentos nocturnos consideráveis. O sol é intenso nesta estação, com elevados índices de radiação ultravioleta, pelo que são convenientes alguns cuidados com a pele. Registam-se também repentinas e curtas trovoadas estivais. Por sua vez, os Invernos são frios, sendo que as temperaturas descem em Castelo Bom, por vezes abaixo dos 0ºC. Os nevões, porém, não são tão frequentes como outrora: os mais idosos relatam verdadeiras e frequentes tempestades de neve na aldeia, sendo que, actualmente, não chega a nevar em alguns invernos. Durante todo o ano, registam-se ventos intensos, próprios das zonas de maior altitude. Os níveis de poluição atmosférica são bastante baixos.

Flora e Fauna

A região de Riba-Côa, onde Castelo Bom se insere, é caracterizada pela sua beleza natural e paisagística, e também pela sua biodiversidade, já que constitui um habitat privilegiado para muitas espécies. Ao nível da flora, destacam-se o carvalho, a oliveira, a amendoeira, a figueira, e um grande número de espécies espontâneas, entre as quais se encontram plantas medicinais. Em termos faunísticos, destacam-se a lebre, o ouriço-cacheiro, e algumas raposas.

Geologia: Barrocos e suas lendas

A rocha predominante na freguesia é o chamado granito amarelo, que serviu de matéria-prima para a maior parte das construções do povoado, incluindo o próprio castelo e as cinturas de muralhas. Castelo Bom caracteriza-se ainda pela existência de curiosas formações geológicas, destacando-se o Barroco da Picota, que se assemelha a um pássaro, o Barroco Sineiro, onde ocorrem curiosos fenómenos de refracção sonora, e o Barroco das Lages que, apesar de parecer em queda eminente, se aguenta firme há milhares de anos, tendo gerado várias lendas à sua volta. Segundo uns, o interior do penedo contém libas guardadas por São Tiago; segundo outros, no seu interior habita uma moura encantada, que só de lá sairá quando o Mundo acabar.

Acessibilidades

A freguesia de Castelo Bom encontra-se estrategicamente localizada na parte central de um triângulo formado pelas cidades de Lisboa, Porto e Madrid, estando a distâncias semelhantes de qualquer uma destas.

No centro da povoação passam as seguintes estradas:

  • EN 16- estrada Aveiro-Vilar Formoso: permite ligações a Vilar Formoso (5 km) em 3 minutos, a Fuentes de Oñoro (7 km) em 5 minutos, a Castelo Mendo (8 km) em 7 minutos e à cidade da Guarda (34 km) em 35 minutos;
  • Estrada Municipal Naves-Vilar Maior: permite ligações às aldeias vizinhas da Freineda (5 km) em 5 minutos; Malhada Sorda (11 km) em 10 minutos; e São Pedro de Rio Seco (7 km) em 7 minutos, e à vila de Almeida (14 km) em 13 minutos.

A A 25 atravessa terrenos da freguesia, mas, apesar da insistência das populações, ainda não foi construído nenhum nó de ligação a Castelo Bom. Assim, as entradas mais próximas na auto-estrada são os nós números 33 (Vilar Formoso), 7 km para Este, mais útil para quem vem de Espanha, e 32 (Alto de Leomil), 13 kms para oeste, e mais útil para quem se desloque a partir de qualquer cidade portuguesa. A A 25 deixa Castelo Bom mais próximo dos principais centros urbanos portugueses e espanhóis:

  • 33 kms desde Ciudad Rodrigo (N-620 até à fronteira de Vilar Formoso, na rotunda tomar a saída para o centro de Vilar Formoso, e cerca de 1200 m depois virar à esquerda para a N 16, na direcção Castelo Bom/Castelo Mendo);
  • 35 kms desde a Guarda ( A 25 até ao nó com a N 324 (Almeida/Pinhel/Sabugal), tomar a direcção do Sabugal e depois a N 16 até Castelo Bom);
  • 117 kms desde Salamanca (A-62 e N-620 até à fronteira de Vilar Formoso, na rotunda tomar a saída para o centro de Vilar Formoso, e cerca de 1200 m depois virar à esquerda para a N 16, na direcção Castelo Bom/Castelo Mendo);
  • 181 kms desde Coimbra (IP3 até Viseu, A 25 até ao nó com a N 324 (Almeida/Pinhel/Sabugal), tomar a direcção do Sabugal e depois a N 16 até Castelo Bom);
  • 232 kms desde o Porto ( A 1 ou A 29 até Aveiro, A 25 até ao nó com a N 324 (Almeida/Pinhel/Sabugal), tomar a direcção do Sabugal e depois a N 16 até Castelo Bom);
  • 330 kms desde Madrid (AP-6 e AP-51 até Ávila, N-501 até Salamanca e A-62 e N-620 até à fronteira de Vilar Formoso, na rotunda tomar a saída para o centro de Vilar Formoso, e cerca de 1200 m depois virar à esquerda para a N 16, na direcção Castelo Bom/Castelo Mendo);
  • 341 kms desde Lisboa ( A 1 até Torres Novas, A 23 até à Guarda e A 25 até ao nó com a EN 324 (Almeida/Pinhel/Sabugal), tomar a direcção do Sabugal e depois a N 16 até Castelo Bom).

A linha da Beira Alta atravessa a freguesia de Castelo Bom, mas não passa no seu centro. Os apeadeiros da Freineda e da Aldeia localizam-se dentro da freguesia de Castelo Bom, mas a melhor opção para chegar à aldeia de comboio é utilizar a estação de Vilar Formoso, e tomar um táxi até à aldeia.

Economia

Tal como a esmagadora maioria das aldeias do Interior de Portugal, Castelo Bom é afectada por um dramático envelhecimento da população, e pela fuga dos mais jovens para outras paragens. A pouca população activa da freguesia trabalha no comércio e nos serviços, nos centros urbanos mais próximos, Almeida, Guarda e Vilar Formoso.

Apesar de o número de agricultores ter diminuído drasticamente ao longo das últimas décadas, muito por culpa da forte emigração, esta continua a desempenhar um papel de relevo na vida da aldeia. A população agrícola existente é envelhecida, sendo que a agricultura é cada vez mais um complemento à reforma das gentes de Castelo Bom, deixando de parte o papel de sustento familiar que outrora possuía. Este mesmo envelhecimento levou a um abandono gradual dos terrenos circundantes à aldeia, já que os mais idosos cultivam apenas os campos mais próximos da aldeia. Em Castelo Bom, os cultivos mais significativos são a vinha, a amendoeira, a oliveira, e várias árvores de fruto, nomeadamente a macieira. Ainda se produz vinho e azeite de grande qualidade.

Alguns dos extensos lameiros de Castelo Bom servem de pasto para animais, nomeadamente o gado caprino, o gado bovino e o gado suíno. A criação do burro, animal tradicionalmente utilizado nesta região para auxiliar os trabalhos agrícolas, ainda é comum. A pecuária é uma actividade lucrativa nesta região, sendo no entanto a maioria dos criadores de fora da freguesia.

Gastronomia

A mesa farta é uma das características da Beira Interior. Castelo Bom, como aldeia onde a hospitalidade é uma imagem de marca, não é excepção, presenteando-nos com uma excelente e variada gastronomia, onde os produtos da terra e do rio têm o papel principal. Assim, destacam-se os excelentes e únicos enchidos, uma herança dos tempos em que a matança do porco era um dia de festa, o cabrito assado, os peixinhos do rio, e o doce de abóbora recheado de amêndoa, no campo da doçaria.

Festas e Romarias

A freguesia tem por orago a Imaculada Conceição.

As principais festas de Castelo Bom realizam-se no mês de Agosto, em anos intercalados. Assim, a festa de Nossa Senhora dos Remédios, a festa grande, realiza-se nos anos pares, e a festa de Santo António nos anos ímpares. Estas duas festas são o ponto principal de convívio de toda a “família” de Castelo Bom, que se encontra espalhada por vários pontos de Portugal e do Mundo.

A realização da festa de Nossa Senhora dos Remédios deve-se a uma promessa: em Castelo Bom morria todos os anos um jovem rapaz solteiro. O povo, preocupado com tal maleita, prometeu uma festa em honra desta santa, para tentar quebrar a malapata. Na verdade, a partir do momento em que a festa começou a realizar-se, a “maldição” quebrou-se, e nunca mais nenhum jovem rapaz faleceu na aldeia. São também comemorados o São Martinho (11 de Novembro), a Nossa Senhora de Fátima (13 de Maio), e é organizada uma fogueira de Natal, na noite de 24 de Dezembro. Santa Bárbara é invocada numa procissão de velas, durante a Festa de Nossa Senhora dos Remédios, em que a imagem percorre as ruas da aldeia, até à capela da Ermida de Santa Bárbara, nos arrabaldes.

Associativismo

Fotografias

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