Colmeal

Colmeal
Góis



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Colmeal é uma freguesia portuguesa do concelho de Góis, com 36,61 km² de área e 229 habitantes (2001). Densidade: 6,3 hab/km². Situada nos limites com terras de Arganil, dista treze quilómetros da vila de Góis.

Localidades

Além do Colmeal, a freguesia compreende os lugares de:

  • Quinta de Bolide
  • Malhada
  • Carrimá
  • Foz da Cova
  • Souto
  • Aldeia Velha
  • Carvalhal
  • Salgado
  • Saião
  • Sobral
  • Adela
  • Açor
  • Vale de Asna
  • Roçaio
  • Loural
  • Coiço
  • Ribeiro de Além
  • Quinta das Águias


Panorama de Colmeal
Panorama de Colmeal


História

Pela etimologia do termo que deu nome à freguesia, pela toponímia, por uma série de vestígios encontrados na região e, até, dando crédito moderado a inúmeras lendas que circulam ainda nas bocas do povo, vários autores quiseram já situar o seu aparecimento em data determinada. Como consequência, as hipóteses são muitas, mas resulta uma certeza apenas, a povoação do território de Colmeal é muito antiga, possivelmente anterior a D. Afonso Henriques e à fundação do reino de Portugal, mas não é possível determinar com exactidão as suas origens.

Pertenceu durante muitos anos à comarca de Coimbra. Em 1560 esta pequena povoação da margem direita do Ceira deverá ter atingido um certo valor, pois mereceu do então bispo de Coimbra, D. João Soares, a promoção a sede de freguesia, por documento que concedia idêntica regalia à vizinha aldeia do Cadafaz. Por via disso, a pequena capela que ao tempo existia, dedicada a São Sebastião (São Sebastião do Colmeal), foi aumentada e transformou-se em igreja matriz. Os lugares que, nessa fase inicial, passam a fazer parte da nova freguesia são, além do Colmeal, Carvalhal, Souto, Aldeia Velha, Sobral e Adela.

A cura era da apresentação do vigário de Góis e seus beneficiários. Tinha destes, 4.000 réis, e dos seus paroquianos mais 4.000 réis, 40 alqueires de trigo e ainda o pé-de-altar. Com os habitantes da também nóvel freguesia de Cadafaz, também os de Colmeal eram obrigados a irem três vezes no ano à Igreja Matriz de Góis (pela festa da Nossa Senhora da Assunção, na do Espírito Santo e na do Corpo de Deus). O não cumprimento desta imposição era igualmente punido "com um arrátel de cera para a matriz de Góis por pessoa e por cada falta…". Do mesmo modo eram pertença dos prelados do bispado, pagando pela respectiva visitação, "meia colheita das colheitas gerais, ao preço de 250 réis, à custa de dízimos e rendas da matriz e anexas". E, ainda como Cadafaz, também as capelas desta freguesia teriam que possuir obrigatoriamente "Caixa dos Santos Óleos, com suas mulas, Pia Baptismal, Campanários com sinos ou campas e todas as demais insígnias…".

São curiosas as anotações, a que haverá que dar o desconto do tempo passado, registadas sobre a freguesia do Colmeal em "O Concelho de Góis":

"A vida dos habitantes da freguesia tem sido difícil. Os terrenos são muitos pobres, inacessíveis à maioria das culturas."

Como recurso surgia a caça, que era muito "abundante e variada, quer grossa quer miúda", segundo Pinhel Leal, e as pequenas indústrias caseiras, tipo artesanal, sem significado digno de realce. Mais tarde, surgiu um outro de melhor resultado mas que exigia grandes sacrifícios: as migrações periódicas para sítios onde as culturas exigiam muitos trabalhadores em determinadas épocas do ano. A apanha de azeitona no Ribatejo ou Beira Baixa, as ceifas no Alentejo ou Espanha, as mondas nos arrozais, etc.

"Para isso saíam de casa por períodos de semanas ou meses e regressavam com um pequeno pecúlio que lhes permitia ou garantia a subsistência até chegar nova época em que eram requisitados para outros trabalhos. Hoje, ainda a emigração é particularmente sentida nessa zona, existindo só em Lisboa uma colónia numerosíssima."

Aqui havia uma tradição interessantíssima, assim relatada na "Grande Enciclopédia Portuguesa Brasileira":

"Nesta Freguesia distribui-se anualmente um bodo de remota origem, a que sucessivas gerações têm dado cumprimento, e que corresponde a uma promessa feita a São Sebastião para que intercedesse a favor das gentes da freguesia dizimadas por uma epidemia."

Sendo ainda São Sebastião, a quem a primitiva capela era dedicada, o padroeiro da freguesia, no entanto é de maior devoção popular o Senhor da Amargura, em cuja honra se celebra a festa anual do terceiro Domingo de Agosto.

Economia

  • Exploração florestal, agricultura e pequeno comércio

Festas e Romarias

  • Nosso Senhor da Amargura (3º Domingo de Agosto)

Património

  • Igreja Paroquial dedicada ao culto de São Sebastião
  • Capela de Nosso Senhor da Amargura
  • Espaço Museológico do Soito
  • Praia fluvial da Ponte

Ligações externas

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