Cortes do Meio

Cortes do Meio
Covilhã



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Cortes do Meio é uma freguesia portuguesa do concelho da Covilhã, com 0.1 km² de área e 969 habitantes (2001). Densidade: 20,1 hab/km². A freguesia é composta pelos lugares de Penhas da Saúde, Bouça, Cortes de Baixo e Ourondinho.

A freguesia de Cortes do Meio estende-se desde o planalto das Penhas da Saúde até à planície do Ourondinho, com uma superfície de 48,19 Km. Situada entre as freguesias de Unhais da Serra, Paul, Peso, Tortosendo e Vila do Carvalho, a freguesia de Cortes do Meio é também confinante com o concelho de Manteigas e com algumas das freguesias urbanas da Covilhã. A 15 km da sede de concelho, Cortes do Meio está situada sobre o rio Paúl. Aqui nasce uma ribeira que a atravessa, passando pelo Paúl e que vai desaguar no rio Zêzere. Tem cerca de 15 km de curso.

Toponímia

A origem da toponímia Cortes advém, obviamente, do facto de ali existirem muitas cortes para o gado caprino e ovino, ou seja, currais onde se abrigam os rebanhos durante a noite. Uma vez que, a pastorícia sempre foi uma das principais actividades da população, aliás própria de uma zona de montanha. Esta actividade é efectuada sobretudo nos baldios que as Cortes possuem na encosta da Serra da Estrela em modelo colectivo, a fazer lembrar os pastos comuns que existiam nesta zona.

Economia

Cortes do Meio é uma freguesia essencialmente rural, deste modo, a agricultura, em especial o centeio e o milho, e a pastorícia desempenham um papel fundamental na economia. Nesta actividade, sobressaem claramente os caprinos da Serra da Estrela, que têm em Cortes um dos seus maiores núcleos, e que geralmente pastam nos baldios que a freguesia dispõe na Serra da Estrela. Em declínio durante a década de 60 do nosso século, devido à política florestal do Estado Novo e à onda migratória que assolou o País, esta actividade encontra-se hoje em renovação.

A indústria tem-se também desenvolvido nos últimos anos. São algumas pequenas empresas, de ramos diversos, que vão dinamizando da forma que podem a economia local. Em termos de artesanato, vão sobrevivendo algumas actividades que já pertencem à história da freguesia, como os trabalhos em madeira ou os bordados. Existem na sua área três minas de volfrâmio: Alto dos Caminhos Livres, Caramulo e Peixeiro. Foram exploradas com grande intensidade na época da II Guerra Mundial, mas não actualmente.
Cortes do Meio era um curato de apresentação do abade do Tortosendo, tendo sido sempre do termo da Covilhã. A sua instituição paroquial é muito recente, datando sensivelmente de há duzentos anos. A sede de freguesia foi desmembrada da paróquia do Tortosendo, Cortes de Baixo, Paúl, Penhas da Saúde e Bouça de Santa Maria da Covilhã.

História

A freguesia pertenceu até final de 1837 ao Tortosendo e depois a Unhais da Serra. Em 25 de Outubro de 1845, é requerido pelo administrador do concelho o regresso à situação anterior, que era da preferência da população. A 4 de Dezembro daquele ano, era o regresso ao Tortosendo. A freguesia só conseguiu a sua independência administrativa definitiva a partir de 27 de Janeiro de 1859.
Cortes teve ensino primário oficial masculino aprovado pela Câmara Municipal da Covilhã desde 15 de Fevereiro de 1882. Quando a freguesia contava com 248 fogos e 1116 habitantes. No que se refere ao ensino primário oficial feminino, também por decisão da Câmara, foi criado mais tarde, em seis de Maio de 1891.

Património

Além do património arquitectónico, outros elementos naturais de interesse existem em Cortes do Meio. A ribeira de Cortes, como os seus tradicionais moinhos e a paisagem envolvente, é mesmo um ponto de atracção turística na freguesia. O mesmo se dirá de algumas das suas ruas, com casas tradicionais e muito antigas. É o caso da rua do Cabecinho e daquelas que envolvem o largo do terreiro, em Cortes do Meio, e ainda quase todo o lugar de Cortes de Baixo e parte do lugar da Bouça.

Não poderiam deixar de figurar, neste pequeno roteiro pelos pontos de interesse da freguesia, as Penhas da Saúde. Celebrizadas pelas belezas naturais e pelas condições de que dispõe para a prática de desportos de Inverno, reúne as mais eficientes condições para o turismo. É desta forma que a hotelaria ganha destaque na freguesia, bem como o turismo de habitação. A este propósito, relembre-se a elucidativa descrição de António Esteves Lopes, no "Guia de Portugal" da Fundação Gulbenkian, sobre esta região, a mais conhecida da freguesia de Cortes:

"Esta é a região ideal para o desporto de Inverno. Tem todas as condições de terreno, na extensão e na configuração; é mais bela na grandiosidade dos seus monólitos e fragões colossais, lagoas geladas, pistas de muitos quilómetros e variadas inclinações. O ambiente totalmente puro, a maior facilidade de movimentos provocada pela leveza do ar, o isolamento completo entre a vastidão do deserto branco e a profundidade azul do céu, algumas vezes emoldurado pelo mar de nuvens que circunda a serra abaixo daquelas altitudes, tornam a região um verdadeiro paraíso."

Da etnografia de Cortes, fica entretanto o abastecimento dos mais diversos produtos à cidade da Covilhã. Os pobres vendedores ambulantes, carregados de leite, cabritos, carvão e carqueja, deslocavam-se a pé até à sede do concelho. Para que essa etnografia, nesse aspecto e em muitos outros da cultura cortense, existem actualmente a funcionar nesta freguesia diversas colectividades de carácter cultural, recreativo e desportivo. Uma prova do dinamismo da povoação, e que terá porventura o seu expoente na Filarmónica Recreativa Cortense, que continua em plena actividade e a apresentar os mais belos trechos de música regional. Destacam-se igualmente dois Ranchos Folclóricos e Etnográficos: o de Cortes e o da Bouça.

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