Cós

Cós
Alcobaça



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Cós (ou Coz) é uma freguesia portuguesa do concelho de Alcobaça, com 14,82 km² de área e 2.043 habitantes (2001). Densidade: 137,9 hab/km².

Localidades

  • Póvoa
  • Castanheira
  • Casal da Areia
  • Casalinho
  • Alqueidão
  • Alto Varatojo
  • Casal do Resoneiro
  • Moinho da Mata
  • Pomarinho
  • Cale do Amieiro
  • Varatojo

Toponímia

Uma das questões mais interessantes sobre a freguesia tem a ver com o grafismo do seu nome. Actualmente coexistem duas variantes, “Cós” e “Coz”, parecendo haver alguma confusão quanto à forma correcta da designação.

Desde logo que o nome evoluiu ao longo do tempo e que a sua origem é incerta. Historiadores como Pedro Barbosa e Maria da Luz Moreira não excluem a hipótese de o nome ter uma origem árabe, podendo derivar de “al-qos”, que significaria “célula de eremita”, de onde teria derivado também o topónimo “Alcouce”. Outros autores, como José Pedro Machado, referem uma possível origem grega do nome: Kôs, pelo latim Cos (ao lado de Coos e Cous).

Para percebermos a evolução do nome ao longo do tempo é importante que passemos brevemente em revista a história da ortografia da língua portuguesa. Nela é possível reconhecer três períodos distintos:

  1. o período fonético, que prevaleceu até ao século XVI, e durante o qual se procurava representar foneticamente os sons da fala. São desta fase as designações que aparecem na documentação alcobacense latino-medieval “Quod”, “Cod”, “Côod”, “Quos” e “Coz”, tal como referem os historiadores Cristina Sousa e Saul Gomes. É também deste período a carta de doação de 1153 feita por D. Afonso Henriques à Ordem de Cister, na qual aparece a designação “Coz”: “quomodo partit cum ipso Andano et ferit in ipsam aquam de Coz”;
  2. o segundo período da história da ortografia da língua portuguesa é designado por autores como Manuel Mendes de Carvalho por período pseudo-etimológico, e estende-se desde o século XVI até 1911. Ele caracterizou-se pela influência crescente do Latim na escrita, resultado da tendência, muito patente no Renascimento, de admiração pelos tempos clássicos e, em particular, pelo Latim. Daqui resultou o aparecimento de inúmeras consoantes duplas, o aparecimento dos grupos ph, ch, th, rh, que antes praticamente ninguém usava (o grafismo do topónimo “Nazareth” remonta a este período). Durante este período o topónimo escrevia-se “Coz” mas também já “Cós”, como aparece por exemplo em alguns documentos históricos conventuais datados de 1823;
  3. o terceiro período corresponde ao período moderno, e vai grosseiramente desde 1911 até à actualidade. A proliferação das grafias complicadas e a anarquia ortográfica, cujo apogeu acontece nos finais do século XIX, levam em 1911 o Governo a nomear uma comissão para estabelecer a ortografia a usar nas publicações oficiais. Desta comissão fazia parte o insigne foneticista Gonçalves Viana, tendo a nova ortografia sido oficializada por portaria de 1 de Setembro de 1911. Esta reforma (republicana) da ortografia, a primeira oficial em Portugal, foi profunda e modificou completamente o aspecto da língua escrita. Teve, como seria inevitável, muitas reacções adversas na sociedade. É deste período o grafismo oficial de “Cós”, que até hoje se mantém.

Curioso foi o facto recente, de há talvez menos de duas décadas, de algumas instituições terem feito renascer o antigo topónimo “Coz”, talvez em virtude da sua maior simplicidade gráfica. O facto é que hoje os dois grafismos coexistem, algo erradamente portanto. Porém a nível oficial a designação correcta deverá ser “Cós” e não “Coz”. A utilização hodierna do topónimo “Coz” parece todavia desculpável no contexto, se assim quisermos designá-lo, da “sociedade civil”. Isto se levarmos em conta por um lado a irrazoabilidade de se alterarem por decreto os nomes próprios de lugares (o que veio a acontecer também durante o Estado Novo), e por outro o facto de o topónimo “Coz”, além de ter uma reconhecida fundamentação histórica, ter sido poupado às “modas” latinizantes do período pseudo-etimológico.

História

Reza alguma História que sete séculos antes de Cristo, terão fundado os fenícios, próximo de Alcobaça, uma colónia a que deram o nome de Cós, em memória da ilha com o nome de Kos, de que então eram senhores, pertencente ao arquipélago de Esporádes, nas proximidades das costas da Ásia Menor. Cós era um dos coutos de Alcobaça, tal como resulta do foral da vila de 1514, recebido do Rei D. Manuel I. Como toda a região de Alcobaça, esteve durante muito tempo sob a influência dos monges cistercienses, baseados no Mosteiro de Alcobaça. Foi sede de concelho até ao início do século XIX. O antigo município era constituído apenas pela freguesia da vila e tinha, em 1801, 753 habitantes.

Património

A padroeira da freguesia é Santa Eufémia, sendo a Igreja de Santa Eufémia, que fica situada no centro da localidade, também conhecida por Igreja da Misericórdia.

  • Mosteiro de Santa Maria de Cós
  • Capela de Nossa Senhora da Luz

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