Couço

Couço
Coruche



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Couço é uma das cinco maiores freguesias portuguesas pertencendo ao concelho de Coruche, com 346,30 km² de área e 3.180 habitantes (2001). Densidade: 9,2 hab/km².

Na freguesia do Couço nasce o Rio Sorraia, que se forma na junção da Ribeira de Sor com a Ribeira de Raia, dando o nome ao Rio a junção dos nomes das duas ribeiras: "Sor" e "Raia"—"Sorraia".

A freguesia confina com os concelhos de Mora, Montemor-o-Novo e Ponte de Sôr, estabelecendo a transição entre o Ribatejo e o Alentejo.

Localiza-se numa planície arenosa, ocupando solos de diferentes composições: terras de várzea (as melhores da região), montados e arneiros. Dos 32.000 hectares da freguesia, a grande propriedade latifundiária absorve 83% da superfície total, a propriedade média ocupa 14,4% e a pequena propriedade (courela) limita-se a 2,5% dos terrenos.

Localidades

Além da vilado Couço, fazem parte da freguesia as seguintes localidades:

História

Não se conhece a data exacta da criação da freguesia do Couço mas o mais antigo documento a referir um topónimo da freguesia data de 1222 e dá-nos conta da venda da herdade de Águas Belinhas. A freguesia não consta do Cadastro da população do Reino de 1527 sendo que, pertencendo à comenda de Coruche, estaria subordinada à Ordem de Avis e não se teria constituído freguesia antes da segunda metade do século XVI.

Em 1758 o pároco da freguesia ao responder, aos inquéritos ordenados por Marquês de Pombal no âmbito do projecto coordenado pelo Pe. Luís Cardoso, Dicionário Geográfico de Portugal, escreveu sobre a paróquia do Couço:

"Esta igreja de S. António do Couço he parochia está na Provincia do Alentejo e no Arcebispado de Evora na Comarca de Aviz termo de vila de Coruche; He DelRei; Tem 193 fogos e pessoas 656; Está cituada em planice. So dela se ve a freguezia de Sanata Justa termo da vila nova da Erra; (Couço) não tem lugares e só a aldea junto a igreja."

Ficamos ainda a saber que nessa altura a freguesia já tinha juiz e escrivão das vintenas, servindo-se do correio de Avis. Nos seus terrenos cultivava-se trigo, centeio, cevada e "em alguns a maior abundancia he de milho". Comparando as respostas do pároco de Couço com as do de Erra, verifica-se que esta última, apesar de vila e cabeça de concelho, já em decadência, apresentava uma menor população, constituída por 598 habitantes residentes em 205 fogos. Deste total do concelho de Erra, à freguesia apenas pertenciam 109 habitações e 436 pessoas, do que se infere ser o Couço um aglomerado populacional mais importante.

Final do Século XIX

Segundo Diniz Caiado (1923) ouvira contar ao "velhinho Dimas Monteiro" a freguesia do Couço, até praticamente ao final do século XIX, resumia-se a um pequeno aglomerado de casas em torno de uma pequena e pobre igreja. Nessa altura toda a região estava envolta por matagais e, segundo o autor supracitado, acobertava ladrões. Conclui ainda, Diniz Caiado, que o Couço "apareceu com a cortiça", ou seja com o início da extracção de cortiça enquanto actividade económica predominante nos meses quentes, e com ela o dinheiro e as pessoas que povoaram a zona.

Os proprietários locais, existentes no final do século XIX na freguesia, descendiam de antigos rendeiros que se tornaram donos de terras em consequência, segundo P. Godinho, do "decreto de Mouzinho da Silveira, de 13 de Agosto de 1832" que permitiu a alienação da propriedade em hasta pública ou expropriação. Os proprietários locais iniciais seriam, segundo descrição de A. Garcia, "os Aleixos do Gato, os Falcões da Amoreira, os Ribeiros do Sol Posto, os Durões dos Lagoíços, e os Garcias do Engal".

Em 1867 foi criada a Escola Primária e o primeiro professor foi F. M. Banha que leccionou de 1870 a 1883.

Século XX

A importância desta localidade ia-se paulatinamente consolidando, fazendo com que a freguesia de Couço atravessasse incólume o difícil período de 1836 a 1936, que provocou grandes alterações administrativas no concelho, reduzindo-o a apenas duas freguesias: Coruche e Couço. O facto de esta se manter inalterável é o indicador do progresso verificado a partir de meados do século XIX, devido, em primeiro lugar, a uma considerável valorização dos cereais, e, posteriormente, à sua cortiça, considerada das melhores do mundo.

Igualmente relevante é a actividade industrial que levou à criação de uma zona industrial própria, tendo em vista o ordenamento da povoação e possibilitar aos empresários o pleno desenvolvimento da sua actividade, beneficiando de óptimas condições rodoviárias para escoamento dos produtos. Com tudo isto as potencialidades comerciais da freguesia foram exploradas, tendo esta actividade crescido rapidamente, desempenhando hoje um papel importante.

Património

Os atractivos desta freguesia são vários, desde os naturais aos monumentos megalíticos (antas, antelas, cistas), passando pelas igrejas. A actual igreja existente no Couço foi construída em 1947 e inaugurada em 1948. Foi mandada construir pelo padre Manuel Fernandes Póvoas com verbas da paróquia e o apoio do estado. A igreja foi construída, em parte, num terreno doado pela família Barreiras. É um edifício de grandes proporções e de construção recente.

A Igreja de Santa Justa é, por sua vez, um templo de tipo rural alentejano, com um baptistério atinente de cobertura cupulada. Nave e capela-mor de tectos de madeira, altar-mor e dois laterais.

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