Freixo

Freixo
Almeida



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Freixo é uma freguesia portuguesa do concelho de Almeida, com 17,30 km² de área e 217 habitantes (2001). Densidade: 12,5 hab/km².

Freixo localiza-se a sudoeste de Almeida, sede de concelho, e a nordeste da Guarda, sede de distrito. O IP5 passa perto, a não mais de 5 quilómetros. Mais distante fica o Rio Côa, servindo habitualmente esta e outras povoações como praia fluvial. Em termos hidrográficos, a aldeia é também servida pela Ribeira das Cabras, que passa cerca de 3 quilómetros a poente. O ponto mais alto da aldeia situa-se a 759 metros de altitude e a ribeira passa a 647 metros.

Localidades

A freguesia do Freixo, que, para além da aldeia, compreende ainda o Alto do Freixo, bem como muitos hectares de propriedades de gente da aldeia, tem à sua volta outras povoações, como Peva, Aldeia Bela, Leomil, Castelo Mendo, Atalaia, entre outras.

História

Aparentemente, Freixo é uma povoação não muito antiga, quer pelas datas que ali encontramos, quer pelo tipo de construção de habitações que ali existem ou quaisquer outros vestígios relevantes (muito raros) que, porventura, nos possam falar, com certeza, do tempo passado.

Para além das sepulturas antropomórficas (Mouras) e de dois lagares cavados na laje rentes ao solo, que existem, nas Lameirinhas em propriedade do Sr. José Jerónimo Vicente e nas carrasqueiras da Vila onde se encontra uma pedra com o número 1713 inscrito, não temos grandes vestígios antigos que nos falem desta terra. Esta pedra, com a data de 1713, está assente na parede com a data invertida. Dá-nos assim a certeza de que a data não foi colocada ali. A pedra veio de outro lado para lá. Donde terá vindo? Não sabemos. Sabemos sim e registamos como elemento referencial de eras, que é o mais importante, por ser a mais antiga, ou das mais antigas que podemos ver. Pela sua configuração e escrita, esta data, revela bem a aproximação ou a proveniência dos números da civilização Árabe. Os algarismos são escritos de uma forma diferente da que hoje usamos. O seu feitio aproxima à escrita árabe.

Outras datas encontramos por um lado e por outro, em casas, nas alminhas, campas, igrejas, etc que são como que degraus, do tempo que outras pessoas viveram. Nessas datas encontramos algarismos de estilo Romano. O n° l assim expresso (I) e os outros a aproximarem-se mais da configuração que hoje têm. Embora as datas locais nos digam já que existia o quê e quando, temos de admitir a existência de pessoas e casas, para além, mesmo muito para além, destas datas.

As referências mais remotas ao Freixo são do século XVI, mais precisamente de 1527, e encontram-se no "Cadastro de 1527", por altura do reinado de D. João III. Referenciava-se então o Freixo como uma das mais populosas aldeias, com 80 habitantes, da região de Castelo Mendo. Registos posteriores, nomeadamente inquéritos feitos a párocos da região no século XVIII, falavam também no Freixo. Em 1758 havia quase 400 pessoas na aldeia, como atestam as palavras de Padre Cura Manoel Marques de Andrade, em 12 de Maio de 1758 (arquivos encontrados na Torre do Tombo):

"[…] Tem este Lugar e freguezia de Freixo cento e onze vezinhos, e pessoas de Sacramentos duzentas e setenta e sette. […]".

Os testemunhos desse mesmo padre davam já conta de pormenores relativos à igreja da aldeia (a igreja velha), ainda hoje existente, mas sem actividade religiosa, transferida para a Igreja Nova. Em 1527 o Freixo pertencia ao concelho de Castelo Mendo, mas em 1855 passou para o concelho do Sabugal, já que o de Castelo Mendo havia sido extinto. 15 anos mais tarde, em 1870, a aldeia passou a pertencer ao concelho de Almeida, ao qual ainda hoje está filiada.

A história do Freixo mostra-nos, portanto, uma aldeia com raízes profundas, mas em fase de decréscimo demográfico. Das várias centenas de habitantes que já teve noutros tempos, passou, na entrada para o século XXI, para escassas centenas, com uma população maioritariamente idosa e sem grande capacidade regenerativa. Em 1960 a aldeia tinha 476 habitantes, número que desceu para 212 em 1991. Actualmente, segundo os Censos de 2001, o Freixo (freguesia) tem 230 residentes e conta com 218 eleitores recenseados. As estatísticas mais recentes apontam para uma população activa que constitui 30% da população do Freixo. Idosos representam 60% e jovens até aos 15 anos apenas 10%. Hoje, a Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico nº1 do Freixo tem cinco alunos e um professor.

A história do Freixo atesta também, nos relatos dos habitantes, muitos deles já falecidos, a passagem das Invasões Francesas do século XIX pela região. Penetrando em Portugal pelo seu interior, os franceses tiveram de atravessar, necessariamente, a região da Beira Alta. Em 1810, a terceira invasão do país é comandada por Massena e passa por Almeida. O Freixo, bem como muitas outras povoações da zona, foi vítima das pilhagens levadas a cabo pelos soldados franceses nessa altura.

Daí até então poucos acontecimentos históricos de relevo passaram pelo Freixo, aldeia (e freguesia) que hoje vive pacatamente, sem os mediatismos que outras aldeias do país merecem, a poucos quilómetros do movimentado IP5 e tão perto da fronteira de Vilar Formoso que parece ser mais um dos muitos lugares desconhecidos pelos milhões de portugueses. Actualmente, a aldeia vive durante largos meses na contingência das imposições da vida rural, apenas interrompidos por ocasião das festas (Natal, Páscoa e Nossa Senhora da Natividade), quando é invadida por familiares dos idosos locais e por dezenas de emigrantes.

Tradições

Associativismo

Bibliografia

  • LOURENÇO, Leopoldo, Freixo da Raia - suas memórias, 1999

Ligações externas

Fotografias

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