Grândola

Grândola
Sub-região Alentejo Litoral

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Grândola é uma vila portuguesa no Distrito de Setúbal, região Alentejo e sub-região Alentejo Litoral, com cerca de 10.400 habitantes.

É sede de um município com 805,00 km² de área e 14.214 habitantes (2006), subdividido em 5 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Alcácer do Sal, a leste por Ferreira do Alentejo, a sul por Santiago do Cacém, a oeste tem um longo litoral no oceano Atlântico e a noroeste o Estuário do Sado separa-o do município de Setúbal.

Freguesias

Caracterização

Se, do ponto de vista climático, o concelho é definido por duas grandes zonas, litoral e interior, quanto às características geológicas e uso do solo são identificáveis três grandes zonas – a Bacia do Sado, a serra de Grândola e a faixa litoral. Diferenciam-se, antes de mais, pelo ambiente físico e paisagístico criado pelo relevo, o clima e a flora próprios a cada uma delas, mas as suas especificidades locais estendem-se às potencialidades e formas de exploração agrícola e à dinâmica de ocupação urbana.

Com grandes áreas completamente despovoadas, o concelho tem vindo a desenvolver-se lentamente junto de Melides e Carvalhal devido à crescente procura turística. As praias são parte da beleza deste concelho: Tróia, Comporta, Carvalhal, Galé, Alberta Nova e Melides compõem 45 km de areal e combinam a beleza do oceano com a paisagem refrescante da serra da Arrábida. Centro geográfico do concelho, Grândola tem vindo a demonstrar uma grande capacidade de atracção relativamente aos restantes centros urbanos, em especial os do interior.

História

A presença humana no território data de tempos remotos. Ao todo, são cerca de quarenta as estações arqueológicas identificadas no concelho de Grândola, abarcando quase todos os períodos da História, desde o Neolítico ao período romano. Destacam-se as ruínas romanas da Península de Tróia e as da herdade do Pinheiro.

As primeiras escavações nas ruínas romanas de Tróia realizaram-se no século XVIII, por iniciativa da futura rainha D. Maria I. Foi contudo no século XIX que o arqueólogo Inácio Marques da Costa realizou grandes trabalhos no terreno, descobrindo as estruturas fabris e religiosas. O complexo industrial em Tróia começou a funcionar na época da dinastia dos Júlios-Cláudios e foi abandonado aquando do fim do império e do declínio das rotas comerciais e dos mercados consumidores. São ainda hoje visíveis os vários núcleos de fábricas que eram formadas por tanques (cetarias) de diferentes dimensões. Vêem-se também os poços para o fornecimento de água doce e as caldeiras distribuídas ao longo do complexo. Dos edifícios públicos, está identificado o conjunto termal.

Nacionalidade

Integrada na Ordem Militar de Santiago, Grândola foi uma comenda normalmente organizada, com uma população distribuída por vários núcleos, ocupando quase toda a extensão territorial. Embora ainda não haja muitos dados sobre a população no que se refere à época medieval, sabe-se que, em 1492, a aldeia teria cerca de 135 pessoas e a comenda, no seu conjunto, 810 habitantes, distribuídos por cerca de 180 fogos.

O mais antigo selo de Grândola conhecido apresenta como elemento principal uma cruz de Cristo, o que prova a importância que os cavaleiros professos naquela ordem detinham no senado municipal. A sua dependência em relação a Alcácer do Sal levou a que os moradores pedissem a D. João III a carta de foral de vila, que lhes foi concedida a 22 de Outubro de 1544. Com esta alteração de estatuto, e em virtude de uma delimitação geográfica aquando da criação da comenda, o novo concelho passou a representar uma área territorial que abrangia, além da freguesia de Grândola, as freguesias de Azinheira dos Barros e São Mamede do Sádão e Santa Margarida da Serra. No que se refere à sua organização político-administrativa, Grândola dependia da comarca de Setúbal. Economicamente, a população dedicava-se à agricultura e à pecuária, sendo actividades importantes a moagem, a produção do vinho, a olaria, a tecelagem e a caça.

Em 1679 fundou-se em Grândola um celeiro comum para fazer empréstimos de trigo a lavradores pobres, passando a celeiro municipal aquando da implantação da República.

Do século XIX à actualidade

O século XIX foi de progresso para o concelho. Em 1890 beneficiou da elevação a comarca. Em finais do século XX, em virtude de uma nova reorganização administrativa territorial, passou a integrar a freguesia de Melides, que abrangia os territórios de Melides, Carvalhal e Tróia.

Entre 1864 e 1950, a evolução económica e demográfica concelhia pautou-se por um crescimento, ainda que diferenciado. Até ao início do século XX o crescimento foi residual, baseando-se essencialmente na proliferação de pequenas indústrias de transformação da cortiça, situadas na sua maioria na vila de Grândola. Paralelamente, outras zonas do concelho registaram um desenvolvimento económico significativo; tal foi o caso do surgimento da exploração mineira em Canal Caveira (1863) e Lousal (1900). O início do século XX ficou ainda marcado pelo desenvolvimento das vias de comunicação, destacando-se o aparecimento do comboio em 1926. Na década de 30, Grândola apresentou um novo impulso de crescimento demográfico e económico, correspondente à campanha do trigo integrada na política ruralista e agrícola do Estado Novo. Foi neste contexto que surgiu a expressão "Celeiro de Portugal" para classificar o Alentejo, enquanto terreno apto para a produção de cereais. Em conjunto, surgiu uma nova cultura, a do arroz, que se desenvolveu sobretudo na zona do Carvalhal. Esta nova fase originou, na região alentejana, uma fixação populacional de pessoas oriundas de várias partes do País. Até ao final da década de 40, a população de Grândola aumentou, atingindo nessa altura o valor mais alto até hoje registado (21.375 habitantes, em 1950).

A partir de 1950 iniciou-se um processo de êxodo rural, sobretudo em direcção à Península de Setúbal e a Lisboa, devido à profunda estagnação económica resultante da depressão na agricultura e da ausência de industrialização. Apenas nos anos 70 registou-se um restabelecimento do nível de vida e, com ele, o desenvolvimento do sector terciário. Com o surgimento do Poder Local Democrático, Grândola proveu-se, ao longo dos anos 80 e 90, das infra-estruturas básicas e equipamentos. No final do século XX, o concelho possuía praticamente todos os instrumentos de planeamento e ordenamento que o projectariam para um futuro de progresso e desenvolvimento sustentado.

Heráldica

Armas

De prata,com um javali passante de negro dentado do metal do campo e acompanhado por dois carvalhos de verde landados de ouro, com troncos e arrancados de negro. Em chefe, uma cruz de ordem de Santiago, carregada no cruzamento por um pelicano de ouro ferido de vermelho, alimentando três filhos no ninho, tudo de ouro realçado de negro, acompanhada por duas tôrres de negro abertas e iluminadas do campo. Em contrachefe uma faixa ondada de azul. Coroa mural de prata de quatro tôrres. Listel branco com os dizeres "Vila de Grândola", de negro.

Bandeira

Esquartelada de amarelo e de negro. Cordões e borlas de ouro e de negro. haste e lança douradas.

Selo

Circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres "Câmara Municipal de Grândola".

Património

Património Arqueológico

  • Barragem Romana
  • Pata do Cavalo
  • Pedra Branca
  • Monumento Megalítico do Lousal
  • Museu Mineiro do Lousal
  • Necrópole das Casas Velhas
  • Ruínas Romanas do Cerrado do Castelo
  • Ruínas Romanas de Tróia

Grândola, Vila Morena

Grândola ficou imortalizada no poema e música de Zeca Afonso:

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Letra e Música de José Afonso

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