História da Lourinhã

História da Lourinhã
Lourinhã

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Muitos povos passaram pelas terras da Lourinhã ao longo dos séculos, entre eles: os Iberos, os Fenícios, os Gregos, os Túrdulos, os Cartagineses e, por volta do ano 220 a.c., os Romanos. Estes últimos, segundo algumas versões, estão directamente ligados ao surgimento do nome Lourinhã, pois uma vila romana estaria na sua origem. Existem, porém, outras posições e teorias sobre a génese e o surgimento do nome do concelho. Uma dessas teorias aponta para a origem francesa do primeiro donatário da Lourinhã, D. Jordan, natural de uma região banhada pelo rio Loir.

Início da Nacionalidade

D. Afonso Henriques concedeu terras a D. Jordan, como recompensa pelos serviços prestados na conquista de Lisboa aos mouros, no local onde hoje se instala a Lourinhã, e autorizou-o a conceder foral aos seus habitantes, em 1160. A concessão do foral, posteriormente confirmada por D. Sancho I em Santarém, no ano de 1218 e por D. Afonso III, em 1251, foi um marco na história da Lourinhã, e um factor que instituiu a paróquia e o próprio concelho. Note-se que a paróquia de Santa Maria da Lourinhã, que passou posteriormente a ser designada Nossa Senhora da Anunciação, foi uma das mais ricas da Diocese de Lisboa e do próprio território nacional. Exemplo desse facto é a monumentalidade da Igreja de Santa Maria do Castelo, de estilo gótico, datada da segunda metade do século XIV, e que apresenta duas fases de construção, sendo a 1ª atribuída a D. Jordan, e a segunda a D. Lourenço Vicente, Arcebispo de Braga, natural da Lourinhã.

Outros edifícios como o Convento de Santo António (pertencente à Ordem Franciscana e datado de 1598) e a Igreja da Misericórdia (fundada por alvará de D. Filipe II, do ano de 1598, e detentora de rico espólio museológico) são testemunhos de toda a religiosidade da população. O Forte Paimogo (elemento integrante da Linha Defensiva da Costa Portuguesa, construído em 1674, no reinado de D. Afonso VI) e o Monumento Comemorativo do Centenário da Batalha do Vimeiro ( testemunho da batalha travada, em 21 de Agosto de 1808, entre as tropas anglo-lusas e as tropas francesas comandadas por Junot) ilustram bem a importância estratégica do concelho.

Século XIX à actualidade

A autonomia do concelho da Lourinhã manteve-se praticamente intocável ao longo dos anos. Apesar da sua extinção ter sido decretada em 1867, o concelho foi reinstaurado passado cerca de um mês, factor motivado pela revolta do povo que se insurgiu contra a perda de autonomia.

A consciencialização dos Lourinhanenses acerca da importância da preservação do concelho, terá originado vários factores potenciadores do seu crescimento, como foi o caso da fundação de uma Comissão responsável pelo desenvolvimento da Lourinhã, estabelecida por pessoas influentes na sociedade da época. Fechado sobre si próprio, o concelho detinha, em finais do século XIX, uma população que se dedicava essencialmente à agricultura.

O isolamento começou a quebrar-se com a construção e reconstrução de estradas e com a reforma de pavimentos de ruas e largos. Construiu-se a primeira rede de esgotos, e outras obras foram realizadas no sentido de melhorar as condições de vida das populações.

Os passos dados no sentido da alfabetização conduziram à construção de Escolas Primárias e, em 1875, existiam equipamentos escolares na Lourinhã, Moita dos Ferreiros, Moledo, Reguengo Grande e Miragaia. O progresso começou a tomar conta da vida dos lourinhanenses, e o final do século XIX ficou marcado com a concretização de uma velha aspiração - a criação de uma comarca na Lourinhã.

No século XX, rasgaram-se estradas, aproveitaram-se as potencialidades da Praia da Areia Branca, distribuiu-se domiciliariamente água, estabeleceu-se a rede de iluminação pública, entre muitos outros acontecimentos, que tornaram a Lourinhã um concelho com os equipamentos necessários para proporcionar aos que nele habitam qualidade de vida e bem-estar social.

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