Ilha de São Miguel

Ilha de São Miguel
Região Autónoma dos Açores

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São Miguel é a maior das ilhas do arquipélago dos Açores. Com uma superfície de 746,82 km², mede 64,7 quilómetros de comprimento e de 8-15 km de largura e conta com uma população de 131.609 habitantes (2001), mais 4,5% que uma década antes. É composta pelos concelhos de Lagoa, Nordeste, Ponta Delgada, Povoação, Ribeira Grande e Vila Franca do Campo.

Ao natural ou habitante da ilha denomina-se micaelense.

História

O século XV

Acredita-se que a ilha tenha sido descoberta entre 1426 e 1439 já se encontrando assinalada em portulanos de meados do século XIV como "Ilha Verde". O seu povoamento iniciou-se em 1439, quando o Infante D. Henrique, por Carta-Régia, autorizou a instalação de colonos oriundos principalmente da Estremadura, do Alto Alentejo, do Algarve e da Madeira. Alguns estrangeiros também se instalaram, nomeadamente Franceses, e minorias culturais como judeus e mouros. A posição geográfica e a fertilidade dos solos permitiram um rápido desenvolvimento económico, baseado no setor primário, voltado para o abastecimento das guarnições militares portuguesas no Norte d'África e na produção de açúcar e de urzela, um corante exportado para a Flandres.

O século XVI

A primeira capital da ilha foi Vila Franca do Campo, arrasada por um grande terramoto em 1522. Após a tragédia, o desenvolvimento da povoação de Ponta Delgada ganhou impulso, de tal modo que veio a tornar-se capital já em 1546. No contexto da crise de sucessão de 1580, registrou-se a vitória micaelense na batalha Naval de Vila Franca, sobre uma esquadra francesa que apoiava as pretensões de D. António, prior do Crato.

O século XVII

Com a Restauração da Independência Portuguesa (1640), a ilha recuperou a sua posição como centro comercial, estreitando contatos com o Brasil, para onde enviou muitos colonos.

O século XVIII

Datam deste período muitos dos edifícios históricos da ilha, nomeadamente mansões e igrejas, exibindo elaboradas cantarias, delicados azulejos e ricas talhas que podem ser apreciados até aos nossos dias. Essa expansão arquitetónica é justificada pelos lucros obtidos com a produção de laranjas para exportação, cujo principal mercado era a Grã-Bretanha.

O século XIX

A partir de 1831, após o desembarque de tropas Liberais no Pesqueiro da Achadinha (Nordeste), sob o comando do futuro duque da Terceira, organizou-se a resistência ao regime Absolutista na ilha. Em 1832, o Exército, que imediatamente após o cerco do Porto proclamou a Constituição, reconhecendo como soberana Maria II de Portugal, deixou Ponta Delgada. Após o conturbado período das Guerras Liberais, a anterior expansão económica foi retomada, o porto de Ponta Delgada foi construído e novas culturas como a do chá, do ananás e do tabaco foram introduzidas.

O século XX

O desenvolvimento da indústria da pesca e do beneficiamento de produtos agrícolas ajudou a incrementar a economia até aos nossos dias. Atualmente, a ilha é um dos centros político-administrativos mais dinâmicos do arquipélago e sede do Governo Regional dos Açores.

Economia

O sector primário constitui a principal actividade económica da ilha, destacando-se a produção de cereais, chá, fruta e vinho, além da pecuária bovina.

Turismo

A Lagoa das Sete Cidades, com as suas duas lagoas - azul e verde - limitadas por uma caldeira, o ilhéu de Vila Franca, reserva natural, assim como o vale das Furnas, com as suas fumarolas, de águas e lamas quentes e medicinais, são apenas alguns exemplos dos inúmeros pontos atractivos que São Miguel apresenta.

Outro dos pontos de interesse da ilha é a Lagoa do Fogo, que se situa na Serra de Água de Pau, bem como a Lagoa do Congro, localizada a poucos quilômetros da Vila Franca do Campo.

Na zona Este da ilha, fica o Pico da Vara - a maior elevação da ilha - com 1103 metros de altitude. Na zona central, a serra de Água de Pau com 940 metros de altura e na zona Oeste situa-se a Caldeira das Sete Cidades com 850 metros de altitude.

A cidade de Ponta Delgada mantêm ainda as suas igrejas e palácios dos séculos XVI ao XIX. Aqui tem lugar a maior festa religiosa do arquipélago, aonde acorrem milhares de pessoas anualmente: as festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, no quinto Domingo depois da Páscoa. Outra manifestação religiosa desta ilha são os Romeiros. Por altura da Semana Santa, grupos de algumas dezenas de homens percorrem a ilha a pé, durante oito dias, rezando e cantando em todas as Igrejas e Ermidas que se deparam pelo caminho.

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