Ilha do Faial

Ilha do Faial
Região Autónoma dos Açores

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A Ilha do Faial situa-se no extremo ocidental do Grupo Central do arquipélago dos Açores, separada da ilha do Pico por um estreito braço de mar com de 8,3 km (ou 4,5 milhas náuticas) de largura, conhecido por canal do Faial. A ilha tem a forma aproximada de um pentágono irregular, com 21 km de comprimento no sentido leste-oeste e uma largura máxima de 14 km, a que corresponde uma área de 172,43 km². A população residente é de 15.063 habitantes (2001), a maioria dos quais na Horta, cidade onde se localiza o parlamento açoriano e sede do único concelho da ilha.

O clima é temperado oceânico, com temperaturas médias anuais do ar que oscilam entre os 13º C no Inverno e os 22º C no Verão, com frequentes vendavais e uma humidade relativa do ar em média acima dos 79%.

A ilha é servida pelo Aeroporto da Horta, com ligações aéreas regulares para as restantes ilhas e para o exterior do arquipélago. O Porto da Horta foi um importante entreposto nas ligações marítimas e aéreas (hidroaviões) e por cabo submarino no Atlântico Norte, mantendo uma actividade relevante como porto comercial e local de escala de iates nas travessias entre o continente americano e a Europa. A ilha é localmente conhecida por ilha Azul, designação que foi popularizada a partir da descrição de Raul Brandão em Ilhas Desconhecidas.

Geomorfologia e geologia

Com uma forma quase pentagonal, a ilha emergiu de uma fractura tectónica de orientação ONO-ESE – a mesma que deu origem à Ilha do Pico –, denominada Fractura Faial Pico, uma estrutura do tipo falha transformante leaky que se desenvolve ao longo de 350 km, desde a Crista Média do Atlântico (CMA) até uma área de fundos aplanados sita a sul da Fossa Hirondelle.

Constituída integralmente por materiais vulcânicos, a ilha do Faial estrutura-se em torno de um grande vulcão central, em cujo centro se situa uma profunda caldeira, com relevos muito jovens, pouco trabalhados pela erosão e pelo tectonismo. A presença dessa grande formação central, denominada Maciço da Caldeira (ou Serra da Feteira, nome em geral aplicado apenas ao seu bordo sul) faz com que as elevações da ilha convirjam, de um modo geral, para o centro da ilha, culminando no Cabeço Gordo, uma elevação sita no bordo sul da Caldeira com 1.043 metros de altitude acima do nível médio do mar, a altura máxima na ilha.

No topo do Maciço da Caldeira, abre-se uma grande cratera de abatimento – a Caldeira – quase perfeitamente circular e com cerca de 2.000 metros de diâmetro no seu bordo interior. No fundo da Caldeira, a cerca de 570 metros acima do nível médio do mar e mais de 400 m abaixo da cumeeira, existe uma zona plana, quase perfeitamente circular, albergando no seu centro um pequeno cone rodeado por pequenos lagos e zonas pantanosas. Todo o interior da Caldeira, com as suas paredes quase verticais, é revestido por vegetação luxuriante, avultando diversas espécies da flora da Macaronésia, algumas das quais endémicas nos Açores.

As faldas do Maciço da Caldeira são assimétricas, consequência das diferenças em idade das formações, da existência de vulcanismo secundário e da superimposição no relevo de estruturas tectónicas resultantes das tensões associadas à presença da Fractura Faial Pico, a formação que comanda a geomorfologia de toda esta região do arquipélago. Neste contexto, podem ser individualizadas três formações distintas:

  1. O Relevo Falhado da Costa Este, uma região profundamente trabalhada pela tectónica que ocupa todo o sector es-nordeste e norte da ilha, desde a Espalamaca até aos Cedros. Esta formação caracteriza-se pela presença de uma complexa estrutura tectónica, dominada por falhas sensivelmente paralelas, de direcção ONO-ESSE, manifestação local da Fractura Faial-Pico. Algumas destas falhas apresentam grandes rejeitos, com levantamentos em horst (localmente chamados Lombas) e afundamentos em graben, ladeados por grandes falésias de blocos rochosos expostos. Em resultado dessa actividade tectónica surgiram vários cones periféricos com derrames lávicos associados, instalados ao longo das linhas de fractura. Esta é a região mais antiga da ilha (com formações que excedem os 800 000 anos de idade), e aquela em que têm sido mais frequentes os sismos destrutivos. O graben da Praia do Almoxarife é uma formação imponente, mergulhando no mar sob a pequena praia que deu nome ao lugar, ladeado por falhas que continuam a libertar grandes quantidades de gases, com destaque para o dióxido de carbono.
  2. Plataforma da Horta
  3. Complexo vulcânico do Capelo

A história geológica da ilha do Faial compreende três grandes períodos:

Período Pré-Caldeira

Pertence ao período pré-Caldeira, o complexo vulcânico da Ribeirinha, datado em 800 mil anos antes do presente, a parte mais antiga da ilha, sita na sua região nordeste. Imediatamente para noroeste daquele, surge o complexo vulcânico dos Cedros, com cerca de 580 mil anos de idade. Para oeste e sudoeste desta região, seguindo a tendência comum nas ilhas sitas a leste da Crista Média do Atlântico de crescer para oeste, entre cerca de 400 mil anos atrás e até há cerca de 10 mil anos, foi-se desenvolvendo um gigantesco cone vulcânico de tipo escudiforme, essencialmente constituído por derrames lávicos resultantes de uma actividade eruptiva predominantemente efusiva. Em resultado dessa massa e da presença da Fractura Faial-Pico, há cerca 50 mil anos instalou-se no flanco leste da ilha uma importante actividade tectónica e vulcânica fissural, que deu origem ao denominado Relevo Falhado da Costa Este. Esta formação constitui um relevo falhado, com levantamento (horst) e afundamento (graben) de grandes blocos separados por falésias quase verticais, pontuado por cones secundários instalados sobre as zonas de fractura.

Formação da Caldeira

Há 10 mil anos, deu-se uma mudança de estilo eruptivo do vulcão central, entrando numa fase quase exclusivamente explosiva, a qual foi responsável pelos vastos depósitos de pedra-pomes e outros materiais piroclásticos que cobrem quase toda a ilha. Durante esta fase ocorreu o colapso da parte mais alta do vulcão, com afundamento do topo da câmara magmática, originando a formação da actual Caldeira. O colapso parecer ter ocorrido em dois episódios distintos: o primeiro ocorreu no topo da montanha, desenvolvendo-se para o seu interior; o segundo foi originado por um violenta erupção do tipo pliniano, com libertação de uma nuvem ardente. O abatimento da caldeira terá ocorrido ao mesmo tempo ou imediatamente depois dessa erupção, a qual recobriu mais de 40% da superfície da ilha com uma espessa camada de materiais piroclásticos, mais pujante para norte e leste do centro eruptivo. A maior parte da cobertura vegetal, se não a sua totalidade, foi destruída. A erupção foi acompanhada por poderosas enxurradas, que resultaram da precipitação intensa induzida pela condensação em torno das poeiras vulcânicas presentes na atmosfera, sobre um relevo íngreme caracterizado pela inconsistência do solo. Nas falésias da Praia do Norte encontram-se vestígios desses movimentos de massa.

Período Pós-Caldeira

Do período anterior resultou a Caldeira, constituída pela acumulação de materiais de projecção – pedra pomes e cinzas – que atingem notável espessura nas proximidades do bordo da cratera, diminuindo gradualmente à medida que se afastam da caldeira. A formação, talvez devido à sua juventude, tem mostrado relativa estabilidade, embora as suas encostas leste e norte apresentem claros sinais de múltiplos deslizamentos de terras, alguns dos quais (como o que resultou do sismo de 9 de Julho de 1998) já ocorridos depois do povoamento da ilha. O interior da caldeira mantém vulcanismo activo, como o testemunha a erupção, com derrame lávico no seu interior, ocorrida há cerca de mil anos, e a actividade freato-vulcânica patente durante a erupção do vulcão dos Capelinhos, em 1957-1958. Embora se desconheça a idade do pequeno cone no seu interior, e se estará relacionado com o complexo vulcânico do Capelo, segundo a descrição Gaspar Frutuoso (1570-1580)[3], a Caldeira manteve-se praticamente idêntica até à erupção dos Capelinhos, quando, no decurso da crise sísmica de Maio de 1958, se abriram fendas no seu interior que romperam a impermeabilização do fundo da Caldeira. Este facto levou ao escoamento da água dos pequenos lagos ali existentes para interior do cone central, desencadeando violentas explosões freáticas e a ocorrência de actividade fumarólica temporária. Em resultado do sismo de 9 de Julho de 1998, deram-se derrocadas nas paredes quase verticais da cratera. Também pertence a este período a formação do complexo vulcânico do Capelo, datado de há cerca de 5 000 anos atrás, resultado de uma importante actividade vulcânica fissural ao longo de uma linha de factura que produziu um alinhamento de cones. Naquela região, para oeste da Caldeira, registaram-se duas erupções históricas que destruíram as freguesias do Capelo e da Praia do Norte:

  • A erupção do Cabeço do Fogo, em 1672-1673.
  • A erupção na Ponta dos Capelinhos, em 1957-1958, esta acompanhada pelo aparecimento de fumarolas no fundo da Caldeira, em Maio de 1958.

Durante o século XX, a ilha registou fortes sismos em 31 de Agosto de 1926, em 13 de Maio de 1958 (associado à erupção dos Capelinhos), em 23 de Novembro de 1973 e a 9 de Julho de 1998.

Informações recolhidas por pescadores apontam para a ocorrência de uma erupção vulcânica submarina a 22 de Julho de 2007, num segmento próximo da Crista Média-Atlântica, a cerca de 180 km a sudoeste da Ponta da Capelinhos, na ilha do Faial. O evento foi detectado a partir do equipamento de sonar de uma embarcação, tendo na ocasião sido recolhidos alguns cabos com vestígios de terem sido expostos a altas temperaturas.

O Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos dos Açores, conjuntamente com o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, informou que esta ocorrência não foi acompanhada por qualquer actividade sísmica registada nas estações do arquipélago, resultado da baixa magnitude dos eventos que normalmente se encontram associados a estes fenómenos e à distância de terra a que o episódio se desenvolve.

História

Deve o seu actual nome a abundância de árvores de pequeno porte chamadas de faia-das-ilhas (lat. Myrica faya) aquando do seu povoamento. Em 1460, a designação henriquina era "Ilha de São Luís [de França]". Na cartografia do século XIV, a ilha aparece pela primeira vez individualizada no Atlas Catalão de 1375-1377, como "Ilha da Ventura". Gonçalo Velho Cabral, em 1432, terá achado as ilhas do Grupo Central. Diogo de Teive passa ao largo da Ilha do Faial na sua primeira viagem de exploração para ocidente dos Açores, em 1451.

O único relato coevo conhecido da primeira expedição à ilha do Faial pertence a Valentim Fernandes da Morávia. Ele nos diz que o confessor da Rainha de Portugal, Frei Pedro, indo à Flandres, como embaixador junto da Duquesa de Borgonha, Infanta D. Isabel de Portugal, relacionou-se com um nobre flamengo chamado Joss van Hurtere, ao qual contou como se acharam as ilhas em tal rota e que havia nelas muita prata e estanho (porque para ele, as ilhas dos Açores eram as supostas ilhas Cassitérides). Hurtere convenceu 15 homens de bem, trabalhadores, dando a mesmo a entender, de como lhes faria ricos se lhe o acompanharem.

Por volta de 1465, Hurtere desembarca pela primeira vez na ilha, juntamente com mais 15 flamengos, com o fim de achar os ditos metais preciosos. Os primeiros povoadores terão desembarcado primeiramente no areal da enseada da Praia do Almoxarife. Permaneceram na ilha durante um ano, na Lomba dos Frades, até que se esgotam os mantimentos que tinham trazido. Revoltados por não encontrarem nada do que lhes fora prometido, os seus companheiros andaram para o matar, que com esperteza escapou da ilha, voltando para a Flandres comparecendo novamente perante a Duquesa da Borgonha.1

Por volta de 1467, Hurtere regressa numa expedição organizada, sob o patrocínio da Duquesa da Borgonha. Ela mandou homens e mulheres de todas as condições, e bem assim como padres, e tudo quanto convém ao culto religioso, e além de navios carregados de móveis e de utensílios necessários à cultura das terras e à construção de casas, e lhes deu, durante dois anos, tudo aquilo de que careciam para subsistir, segundo legenda feita pelo geógrafo alemão Martin Behaim no Globo de Nuremberga. Valentim Fernandes acrescenta um pormenor, por rogo da dita Senhora, os homens que mereciam morte civil mandou que fossem degredados para esta ilha.

Ainda não satisfeito com o local, Hurtere decide contornar a Ponta da Espalamaca. Próximo do local de desembarque mandou erguer a Ermida de Santa Cruz (no local onde hoje existe a Igreja de Nossa Senhora das Angústias). Hurtere regressa a Lisboa e casa-se com D. Beatriz de Macedo, criada da Casa do Duque de Viseu. O Infante D. Fernando, Duque de Viseu e Mestre da Ordem de Cristo, fez-lhe doação da Capitania do Faial, em 21 de Março de 1468. Por volta de 1470, desembarca Willelm van der Hagen, que aportuguesou o seu nome para Guilherme da Silveira, liderando uma segunda vaga de povoadores. O rápido crescimento económico da ilha ficou a dever-se à cultura de trigo e do pastel.

  • Ver artigo principal: Horta

É o historiador padre Gaspar Frutuoso que diz que o primeiro povoador teria sido um eremita vindo do Reino. Este vivia só apenas com algum gado miúdo que nela deitaram os primeiros povoadores (em 1432?), e mais tarde, os moradores da Ilha da Terceira. Somente no Verão iam pessoas da Terceira a suas fazendas e visitar seus gados e comunicavam com este ermitão. Ele acabaria por desaparecer ao fazer a travessia do Canal do Faial para ir até à ilha do Pico, numa pequena embarcação revestida de couro.

Tradições, Festas e Curiosidades

  • Festa do Sr. Santo Cristo da Paia do Almoxarife (1 de Fevereiro)
  • Festa de São João Baptista, padroeiro da nobreza da ilha (24 de Junho)
  • Festas do Culto do Divino Espírito Santo
  • Festa de Nossa Senhora das Angústias, Semana do Mar
  • Festa de Nossa Senhora da Graça, na Praia do Almoxarife
  • Festa de N. Sra. de Lurdes, na Feteira, Festa de Santa Cecília, na Matriz, padroeira dos músicos (25 de Novembro)
  • Festa de Santa Catarina de Alexandria de Castelo Branco
  • Festa de N. Sra. da Conceição (8 de Dezembro)

A nível de artesanato destacam-se as miniaturas em miolo de figueira que retratam cenas do dia-a-dia, edifícios, flores, animais e pequenos navios, sendo Euclides Silveira da Rosa, o mestre mais conhecido desta arte. A arte popular também engloba esculturas em osso de cachalote, objectos em vime, os bordados de crivo, bordados em ponto de cruz, bordados a palha de trigo sobre tule; as flores de escama de peixe, as toalhas de papel recortado e chapéus e bolsas de palha. Não deixe de conhecer no Capelo, a Escola de Artesanato, pelo trabalho desenvolvido na divulgação do artesanato local e regional, bem como na formação de novos artesãos.

Personalidades de destaque

Dentre as personalidades ligadas à ilha que mais se distinguiram destaca-se:

  • Martin Behaim, cosmógrafo e humanista;
  • António José de Ávila, duque de Ávila e Bolama;
  • António Ferreira de Serpa, genelogista e historiador;
  • Manuel de Arriaga, político e 1.º Presidente da República Portuguesa;
  • João José da Graça, jornalista;
  • Florêncio Terra, escritor;
  • D. frei Alexandre da Sagrada Família, poeta e bispo de Angra;
  • Marcelino Lima, historiador;
  • António José de Ávila, 2.º Marquês de Ávila, militar e geodesista;
  • José de Arriaga, historiador.

Economia

A ilha do Faial tem um sector primário forte na área da agro-pecuária e em que a área agrícola ocupa 28% da área total da ilha. O cultivo é praticado em pequenas explorações, destacando-se as culturas forrageiras, a horta familiar, as culturas de citrinos, bananas, trigo e milho. Na pecuária, destaca-se a criação de gado suíno e bovino. A actividade piscatória, nomeadamente a pesca do atum, é outro pilar importante na sua subsistência. Outrora, a indústria baleeira (caça à Baleia) foi outra fonte da sua subsistência.

Apresenta uma baixa densidade florestal, de 14,1%, que corresponde a uma área florestal de 645 ha, salientando-se a faia-das-ilhas, para além de cedros-do-mato, zimbros e fetos. Quanto ao sector secundário, é de referir uma moderna indústria – de lacticínios, de carnes de muita boa qualidade e de panificação. No sector terciário, o Turismo é a actividade económica de maior importância na ilha, que resulta fundamentalmente do movimento gerado pela passagem dos veleiros e cruzeiros que atravessam o Atlântico Norte e do turismo sazonal às ilhas. Dispõe de várias e excelentes instalações hoteleiras com pessoal qualificado, e regista-se o grande interesse no desenvolvimento do turismo rural e do eco-turismo.

As principais actividades e atracções turísticas que se podem encontrar no concelho consiste no hipismo, desportos náuticos, excursões de observação de cetáceos (baleias, cachalotes e golfinhos), mergulho e fotografia subaquática, bem como passeios pedestres e marítimos.

Está prevista a construção de um campo de golfe em terrenos já adquiridos nos arredores da cidade, bem como um edifício e de raiz para Gare Marítima e respectivo cais.

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