Izeda

Izeda
Bragança



{"module":"wiki\/image\/FlickrGalleryModule","params":{"size":"small","userName":"Portuguese_eyes","tags":"izeda","order":"interestingness-desc","perPage":"1","limitPages":"1"}}
anuncio100x60.png


Izeda é uma freguesia portuguesa do concelho de Bragança, com 33,77 km² de área e 915 habitantes (2001). Densidade: 27,1 hab/km².

Ocupando a extremidade meridional do território concelhio, a freguesia de Izeda abarca uma considerável superfície, confrontante, respectivamente a sul e nascente, com os vizinhos municípios de Macedo de Cavaleiros e Vimioso. Distando uns quarenta quilómetros para sul da capital concelhia, Izeda tem na E.N. 217 o seu principal eixo de ligação viária com aquele núcleo urbano.

Toponímia

Pinho Leal, sempre inventivo, reclamava o topónimo Izeda como suposta corrupção de “Yazeda”, que em português antigo significaria estância ou enseada. Leite de Vasconcelos apontava o latim “iliceta” (azinhal), interrogando por sua vez o Abade de Baçal se não proviria do arábico nome próprio “Yezid” (embora acrescentando que em um documento do século XI surge igualmente o nome arcaico português “Oseda”): As míticas origens da localidade desde cedo se alimentaram igualmente da imaginação e criatividade quer de eruditos, quer da tradição oral popular.

História

Foi vila e sede de um concelho de breve existência, criado em 1836 e suprimido em 1855. Tinha, de acordo com o censo de 1849, 5.656 habitantes e 447 km². Era constituído por 14 freguesias: Calvelhe, Coelhoso, Izeda, Salsas, Serapicos, Bagueixe e Macedo do Mato, Lagoa, Morais, Podence e Edroso, Salselas, Talhas, Talhinhas, Vinhas e Edrosa e Meilhe.

Tendo encabeçado um concelho de efémera duração, a Vila de Izeda conheceu já algum protagonismo administrativo, paralelamente a uma certa pujança demográfica e económica. Atravessando um longo período de apagamento e mesmo certo declínio logo a partir dos finais do século passado, a freguesia acabaria por dar indícios de recuperação na segunda metade desta centúria, culminando em 1990 na respectiva elevação à categoria de Vila. Abarcando uma parcela da bacia orográfica do Sabor, à margem direita daquele curso de água, Izeda estende-se a ocidente por área planáltica de mediana altitude (entre os 500 e os 750 metros), pouco acidentada em termos topográficos.

Economia

Adquirem aqui alguma expressão as actividades industriais (sobretudo ligadas ao sector da construção civil) e terciárias, sendo porém na agro-pecuária que temos de procurar ainda o principal esteio da economia local (assumindo a olivicultura certo protagonismo especifico). Contra os 1.216 residentes noticiados em meados do século, a freguesia registará hoje um pouco menos de um milhar (942).

Património

O pároco redactor das “Memórias Paroquiais de 1758 aludia à Ermida de Santa Eulália (actualmente em ruínas), uma meia légua distante do lugar de Izeda, e implantada em local onde a tradição referia ser o do assento de “hua cidade chamada Medea, de que ainda parecem vestígios”. O informe, precioso do ponto de vista arqueológico, não terá sido ainda convenientemente explorado no terreno. Bastará a significativa abundância de estações castrejas em freguesia limítrofes (nada menos que três em Calvelhe e uma outra em Paradinha Nova) para aferir das probabilidades de um recuado povoamento proto-histórico no aro da actual Izeda.

Embora comummente referida como “romana”, a Ponte de Izeda, alçada sobre o rio Sabor entre esta freguesia e a vizinha Santulhão (esta já pertencente a Vimioso), é um magnífico exemplar de arquitectura pontística, com seus múltiplos arcos e perfil “em cavalete”. Dotada de quatro talhamares (que sobem até à altura do fecho dos arcos, mostrando um perfil arredondado a montante e agudo nos voltados e jusantes), a estrutura de alvenaria, em rocha xistosa da região apresenta um amplo arco central bastante aberto e mais quatro outros arquetes (dois de cada lado), estes já levemente apontados e de tamanhos desiguais. Sendo uma construção de fábrica inequivocamente baixo-medieval, esta ponte mostra-se estreita e dotada de guardas, sob a forma de muretes de topo abaulado).

Em 1987 foi erguida, a escassas centenas de metros, uma segunda ponte, em betão armado e tabuleiro recto assente sobre múltiplos pilares (cerca de 250 metros de comprimento e 40 de altura).

No domínio da arquitectura religiosa, contam nesta freguesia, para além da Igreja Matriz (de amplas proporções e fábrica setecentista), uma mão cheia de templetes, a saber: a Capela de Santa Catarina (construída em 1982, no lugar da antiga, em ruínas, do século XVI; actual data de 1982), a Capela de Santo Apolinário (possivelmente já deste século, embora o par de colunas “toscanas” do pequeno alpendre pareça denotar certa antiguidade) e já aludida Capela de Santa Eulália (em ruínas). Existiram ainda templetes invocados a Nossa Senhora da Conceição (particular e datado de 1860) e a dita Capela dos Frades, no Bairro da Veiga. Muito curiosa é a atribulada história de uma casa conventual, instalada pelos meados da primeira década deste século em Izeda e constituída por Missionários do Imaculado Coração de Maria. A dita comunidade esperava edificar um colégio e Igreja, tendo-se inclusivamente iniciados a sua construção, que ficaria interrompida e abandonada, com a ida dos missionários para Espanha. Outro ambicioso projecto que não passaria dos limbos foi o da erecção de um sumptuoso Santuário do Coração de Maria, assinado por arquitecto madrileno e patrocinado por duas abastadas irmãs de Izeda – Maria Rosa e Maria Clara Martins. O magnificente templo, de estrutura neogótica, viu a sua primeira pedra benzida em 1909, atingindo as paredes no ano seguinte, uma altura de dois metros. Ficar-se-ia o arrojado projecto por ali, com o entaipamento de portas e janelas. Na entrada principal do edifício da antiga colónia correccional, pode ainda observar-se um exímio trabalho de cantaria interrompido. Subsistirá em Izeda, no Bairro do Pereiro, a memória toponímica do local de assento da antiga Igreja Paroquial (em uma casa particular da Rua da Fonte do Mouro há uma pedra com data de 1622).

O actual templo foi edificado em 1757, ostentando uma traça bastante austera. A estrutura é demarcada por uma planta rectilínea e uma volumetria simples, onde sobressaem os corpos da torre sineira – em posição central e avançada em relação a parede fronteira – e uma espécie de “Zimbório”, central de planta quadrangular, provido de lanternim e levemente sobrelevado. No vasto, ajardinado e bem cuidado adro, pode apreciar-se uma pia de água benta bem em granito, alegadamente proveniente da arruinada Capela de Santa Eulália. Vasta mole arquitectónica, alvejando entre o acastanhado da paisagem circundante, é o Estabelecimento Prisional Central de Izeda, primitivamente Escola Profissional de Santo António. O actual Complexo data de 1960, integrando um vasto corpo rectangular de três pisos (o térreo aberto em arcaria de volta perfeita), adossado ao qual se observa, a um dos flancos, uma ala lateral rematada por sóbrio templete.

Tradições

Antigamente, nos tempos livres, os homens de Izeda distraíam-se a jogar ao fito, à relha, ao ferro e ao calhau, enquanto que as mulheres passavam os seus tempos livres a fazer lindas rendas (panos de enfeitar, colchas, toalhas, etc.). Estes jogos tradicionais, actualmente, estão praticamente extintos, mas ainda existem mulheres que fazem diversas rendas.

Fotografias

Galeria dos nossos visitantes
As fotografias desta secção, em todos os artigos, são colocadas pelos nossos leitores. Os créditos poderão ser observados por clicar no rodapé em files e depois em info. As imagens poderão possuir direitos reservados. Mais informações aqui.

Sorry, we couldn't find any images attached to this page.

Galeria Portuguese Eyes
As fotografias apresentadas abaixo são da autoria de Vítor Oliveira.

{"module":"wiki\/image\/FlickrGalleryModule","params":{"size":"thumbnail","userName":"Portuguese_eyes","tags":"Izeda","order":"dateAddedDesc"}}

Mapa

Artigos relacionados

Artigos com a mesma raiz:

Artigos subordinados a este (caso existam):

Adicione abaixo os seus comentários a este artigo

Comentários

Adicionar um Novo Comentário
Unless otherwise stated, the content of this page is licensed under GNU Free Documentation License.