João Machado Ferreira Brandão

João Machado Ferreira Brandão
Sernande

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O Dr. João Machado Ferreira Brandão nasceu em 1866, em Sernande, freguesia do concelho de Felgueiras.

Entre os nomes das ruas da sede do concelho, desde há muitíssimos anos, figura na toponímia da cidade de Felgueiras correspondente atribuição ao Dr. João Brandão. Personagem com um percurso saliente que, contudo, não será de extenso domínio público, pelo menos. Entre vários vultos do passado histórico da região, o Dr. João Brandão emerge, com efeito, na memória colectiva local e do concelho de Felgueiras, devendo ser orgulho para a sua terra haver tido em si tão insigne figura, a merecer condizente reconhecimento à posteridade.

Convirá afiançar que não se trata, nem coisa que se pareça, do popular João Brandão das cantigas tradicionais, um tal Beirão que tocava em seu violão, como por vezes se ouve por aí. Tal nome, neste caso em apreço, embora também de exímio tocador de viola tradicional, reporta-se sim a um antigo político concelhio, nascido em Sernande, que foi Deputado nacional e chegou a ser Presidente da Câmara de Felgueiras.

Biografia

O Dr. João Machado Ferreira Brandão nasceu no ano de 1866, oriundo de famílias nobres, sendo descendente pelo lado materno da casa do Fijô, de Idães, e de vínculo paterno da casa de Cimo de Vila, de Sernande. Homem culto e interessado nos assuntos sociais, dedicou-se à causa pública, a ponto de nunca se ter casado, contrariamente aos irmãos (Dr. António e D. Maria Glória, casada esta com o Dr. Vicente da Terra Seca). Tendo recebido a casa de Cimo de Vila por herança, nela viveu Brandão sempre solteiro até ao fim da sua vida, falecendo com 56 anos em 1922.

Republicano convicto, João Brandão notabilizou-se na política pelos seus ideais democráticos. Enquanto transparecia ser também muito comunicativo e de convivência, gostando de tocar instrumentos de corda e de representar em autos cénicos de cariz popular. Tendo exercido o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, após a implantação da República, bem como desempenhou funções de Deputado Nacional na 1ª República. Então, graças a sua influência, foi ele o responsável pela construção da estrada, então ainda em terra batida, desde o Montebelo de Rande até à Terra Seca de Sernande, nos princípios do século XX. Para se ter noção desse empreendimento, basta recordar que a continuação da mesma estrada apenas teve seguimento, para Barrosas-Idães, já na década de sessenta do mesmo século passado.

Antes disso tudo, noutra das suas facetas, João Brandão dera largas ao seu cunho literário, tendo fundado em 1909 o jornal “Povo de Felgueiras”, no qual os seus amigos e correlegionários expandiam ideias e doutrinas republicanas, em época de pré-ocaso da Monarquia e alvores da República.

O Dr. João Brandão, nos finais dos tempos da Monarquia, efectivamente «era o maioral dos republicanos de Felgueiras e arredores», como se lhe refere João Sarmento Pimentel nas suas “Memórias do Capitão” (livro editado no Brasil em 1962, com 2ª edição de 1974 em Portugal). Acrescentando aquele seu correligionário, ter sido João Brandão depois, como responsável dos Paços do Concelho, conhecido por «O Catão de Cimo de Vila», além de «romântico retardatário da Patuleia que nas suas Constituintes representou com brilho o concelho de Felgueiras», e, como recordava o Dr. Luís Gonzaga Moreira, era «homem muito culto e inteligente, jornalista, poeta, músico e actor.»

Catão, refere-se a nome do censor Marco Pórcio Catão, político legislador romano, autor de leis e iniciativas estatais tendentes a resolver problemas financeiros. Sendo a associação derivada duma curiosidade marcante do seu mandato como Presidente do Município de Felgueiras: Para resolver, a nível local, problema nacional de então escassearem moedas de trocos (devido a desequilíbrio político-financeiro que originou forte inflação monetária), e tal qual pelo país houve necessidade de alternativas particulares mediante emissão de cédulas, em vales de papel de circulação oficiosamente restrita, João Brandão conseguiu estabelecer localmente, por esse processo, o chamado dinheiro em papel, que só circulava no concelho, em cédulas de 2, 5 e 10 centavos – contendo no anverso gravura do ex-libris Monte de Santa Quitéria e nome da autoridade emissora, J. Brandão, e no reverso o respectivo valor, sob legenda da entidade municipal e do símbolo da nação.

Bibliografia

  • Adaptação de texto de Armando Pinto, in Semanário de Felgueiras e livro futuro Remembranças Felgueirenses

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