Labruja

Labruja
Ponte de Lima



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Labruja é uma freguesia portuguesa do concelho de Ponte de Lima, com 16,73 km² de área e 482 habitantes (2001). Densidade: 28,8 hab/km².

A freguesia de Labruja, situada na serra com o mesmo nome, dista nove quilómetros da sede do município e é uma das maiores do concelho. Tem por freguesias vizinhas, a norte Cunha e Romarigães do concelho de Paredes de Coura, a sul Arcozelo, a nascente Rendufe, Bárrio e Cepões, a poente Cabração.

Localidades

É composta pelos seguintes lugares:
Antas, Arco, Bacelos, Balada, Bandeira, Bargo, Bouça, Camboa, Carvalho, Casa Branca, Codeçal, Devesa, Espinheiro, Fijô, Gávia, Igreja, Mota, Outeiro, Pessegueiros, Pedrelo, Pinheiro, Pombinha, Ponte Nova, Quinta, Revolta, Rua, Santana, Soutinho, Torre, Valinhos, Vinhó de Baixo e Vinhó de Cima.

História

É povoação muito antiga, e se não existia já no tempo dos Romanos, existia com toda a certeza no tempo dos Godos. A tradição faz remontar os seus primórdios ao século IX, afirmando ter tido origem num mosteiro beneditino, fundado por D. Hermóigio, bispo de Tui. O mosteiro veio a ser extinto em 1460. Foi uma vigairaria de renúncia da apresentação do arcediago de Labruja, da Sé de Braga, e anteriormente do arcediago do mesmo título da Sé de Tui. Aproveitou do foral de São Martinho, dado por D. Manuel a 2 de Junho de 1515.

No Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo pede ler-se textualmente:

"O mosteiro beneditino de São Cristóvão de Labruja deve a sua fundação ao bispo de Tui, D. Hermoígio, que o mandou construir numa herdade, localizada no lugar de Labruja, pertencente ao monarca Ordonho II. Este monarca, a quem D. Hermoígio cedera o convento, veio a doá-lo à Sé de Lugo, em 915. Em 1125, D. Teresa fez doação do mosteiro e seu couto à Sé de Tui. Na divisão das igrejas e arcediagados desta diocese, em 1 de Dezembro de 1156, foram anexadas ao mosteiro as igrejas de Cepões, Rendufe e metade da de Romarigães. Em 1242, informa ainda o Padre Avelino J. da Costa, o bispo de Tui D. Lucas criou o arcediagado de Labruja, que ficou a ter cadeira na Sé de Tiu e o mosteiro por cabeça. Nas Inquirições de 1258 figura como sendo do padroado real. O mosteiro acabou por ser extinto em 1460, Cerca de 1520, no Censual de D. Diogo de Sousa, refere-se que o mosteiro fora reduzido a igreja paroquial. Era, então, cabeça do arcediagado de Labruja. Em 1546, sendo arcebispo D. Manuel de Sousa, Labruja foi avaliada com a sua anexa Cepões em 70 mil réis. O Censual de D. Frei Baltasar Limpo, na cópia de 1580, considera Labruja como paróquia, anexa perpétua ao arcediagado de Labruja e tendo anexa a metade sem cura de São Tiago de Romarigães. Segundo Américo Costa, São Cristóvão de Labruja era vigairaria de renúncia da apresentação do arcediago de Labruja da Sé de Braga e, em tempos mais remotos do arcediago do mesmo título da Sé de Tui."

Economia

Metade da população activa ainda se dedica à agricultura mas, na sua maioria, esta é praticada a nível de auto consumo. Os outros sectores com capacidade para gerar emprego não têm relevância, devido às limitações impostas pelo PDM à área disponível para construção, a falta de uma área industrial e os difíceis acessos a Labruja são os principais responsáveis por esta situação. A freguesia é servida por um I.P. próximo e a por duas E.N. com carreiras de transportes públicos e por uma praça de táxis.

Cultura

Quanto à dinamização cultural, existe um polidesportivo, há uma biblioteca aberta ao público e funciona uma sala de espectáculos e um salão de festas, os quais são normalmente utilizados pela Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Labruja, pelo Grupo Coral e pelo Grupo Animador de Labruja.

Património

Como pólos de atracção turística refiram-se: o Santuário do Senhor do Socorro com a respectiva festa no primeiro domingo de Julho, a Capela de São João da Grova, a cruz da forca do Pelourinho de Ponte de Lima, os vestígios arqueológicos e finalmente, as belezas paisagísticas das margens do rio Labruja. A Ponte do Arquinho, dos séculos XIII-XIV, sobre o rio Labruja, tem apenas um arco, redondo e de quatro metros de lado, com aduelas características.

Ligações externas

Fotografias

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