Mealhada

Mealhada
Sub-região Baixo Vouga



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Foto de Vítor Oliveira

Lista de Municípios Portugueses

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Mealhada é uma cidade portuguesa, situada no Distrito de Aveiro, região Centro e sub-região Baixo Mondego, com cerca de 5.017 habitantes. Pertence à Área Metropolitana de Coimbra e é um dos principais centro surbanos da sub-região vinícola da Bairrada.

Freguesias

Caracterização

É sede de um município com 111,14 km² de área e 20.751 habitantes (2001), subdividido por oito freguesias o que traduz uma densidade populacional de 164,4 hab./km². O município é limitado a norte pelo município da Anadia, a leste por Mortágua, a sueste por Penacova, a sueste e sul por Coimbra e a oeste por Cantanhede. O concelho localiza-se na parte sul do distrito de Aveiro e faz parte na Região Centro (NUT II) da Unidade Territorial do Baixo Mondego. Face à vizinhança de Coimbra, a principal cidade da [[[Regiao Centro]] ]. O concelho sofre desta cidade significativa influência mantendo uma estreita ligação com a urbe conimbricense em muitas matérias. Fica na área metropolitana (GAM) de Coimbra distando cerca de 15 km de Coimbra enquanto Aveiro fica a cerca de 40 km.

A mancha urbana inclui, além das partes centrais de Mealhada e Póvoa da Mealhada, as do Cardal, Sernadelo, São Romão, Reconco, Pedrinhas, Ponte de Casal de Comba (na freguesia da Mealhada) e Ponte da Viadores (parte da freguesia de Casal Comba) e ainda Travasso (na freguesia de Vacariça).

Em termos de infraestruturas rodoviárias, o município é atravessado pela A1 com acesso pelo nó da Mealhada, pelo IC 2 que atravessa o concelho, pela EN 234 (Mira Mangualde) e por uma rede viária municipal extensiva a todas as freguesias. É igualmente atravessado pelas linhas de caminho de ferro do Norte e da Beira Alta, constituindo a estação de Pampilhosa um nó ferroviário de significativa importância. Com uma situação geográfica impar na Região Centro, a Mealhada dista por auto-estrada, uma hora do aeroporto de Pedras Rubras, Maia, Porto, duas horas do aeroporto da Portela, Lisboa, e está a menos de uma hora dos portos de Aveiro e da Figueira da Foz para os quais tem excelentes acessos.

Em termos de equipamentos registe-se a existência de todos os serviços da administração pública, incluindo tribunal, estabelecimentos de ensino, centro de saúde e duas corporações de bombeiros.

Com uma vertente turística muito forte assente nas Termas do Luso, Mata Nacional do Buçaco e na Gastronomia o concelho possui diversas unidades hoteleiras pondo à disposição do turista mais de mil camas e cerca de meia centena de restaurantes especializados em leitão assado à Bairrada, estando grande parte deles, senão mesmo uma forte maioria, situados na parte norte, em Sernadelo e alguns na parte sul, em Ponte de Casal Comba e Ponte de Viadores. A Mealhada estende-se entre a Serra do Buçaco e a orla gandareza de Cantanhede, acompanhando o pequeno rio Cértima desde a nascente até se perder em meandros na fronteira territorial do vizinho concelho de Anadia. O rio Cértoma continua seu percurso a norte até ao município de Águeda.

O concelho tem origem no antigo couto de Vacariça. Em 1836 foi criado o actual município. Foi elevada a cidade em 26 de Agosto de 2003. O município de Mealhada tem duas vilas (Luso, Pampilhosa) e uma cidade (Mealhada). O Buçaco é uma aldeia histórica.

História

Remonta ao ano 39 d. C. o marco miliário da Mealhada, testemunho da passagem da via romana Conímbriga - Bracara Augusta pela região, com inscrições que referem o imperador Calígula.

Em 1002 existia no território do actual concelho, o Mosteiro da Vacariça que exerceu larga influência religiosa em toda a região, estendendo-se o seu património para além dos rios Mondego, a sul e Douro, a Norte, tendo sido proprietário do Mosteiro de Leça e terras da Maia. Da opulência e riqueza deste mosteiro - da Vacariça - dos tempos da reconquista não existe hoje qualquer vestígio físico. A sua dimensão e importância estão bem documentadas, entre outras fontes, no Livro Preto da Sé (Velha) de Coimbra.

Administrativamente, vamos ao rei Dom Manuel I colher o Foral da Vacariça e Mealhada, datado de 12 de Setembro de 1514 e a Dona Maria II se deve a criação do concelho da Mealhada em 24 de Outubro de 1855 com a consequente extinção da primitiva autarquia da Vacariça, centro nevrálgico duma rica região agrícola.

Em 1628 estabelece-se no Buçaco uma comunidade de frades carmelitas, ali edificando o convento de Santa Cruz do Buçaco e inúmeras ermidas e capelas de penitência, que são hoje o património classificado do concelho. A Ordem dos Carmelitas Descalços ali permaneceu durante duzentos anos até à sua extinção em 1834.

Em 1810, também em plena Serra do Buçaco, sofre Napoleão uma das primeiras derrotas do império durante a terceira invasão francesa comandada pelo marechal Esseling Massena, perante o exército anglo-luso sob o comando do Duque de Wellington. O espólio da luta, recolhido no Museu Militar do Buçaco é o testemunho vivo desse episódio da história de Portugal.

Nos finais do século XIX foi edificado em terrenos do antigo convento o Palace Hotel do Buçaco, uma obra em estilo neo-manuelino com traço do cenógrafo italiano Luigi Manini. Destinado inicialmente a pavilhão de caça do Rei D. Carlos, nunca lhe coube satisfazer essas funções e em 1917 foi transformado em hotel de luxo concessionado a pioneiros da industria do turismo em Portugal como o suíço Paul Bergamin ou o natural do concelho, Alexandre de Almeida. É hoje uma prestigiada unidade hoteleira referenciada em todo o mundo.

Heráldica

Armas

Escudo de prata, com um carvalho de sua cor sobre um terrado, acompanhado de dois cachos de uvas de púrpura, folhados de verde. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel branco com a legenda de negro : "MEALHADA".

Bandeira

De verde, cordões e borlas de prata e verde. Haste e lança de ouro.

Selo

Circular, tendo ao centro as peças das armas, sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres "Câmara Municipal da Mealhada".

Artesanato

As artes da tanoaria, dos estanhos, da cerâmica, da cestaria, da sapataria, dão origem aos produtos das gentes do concelho, aos quais podemos juntar a gastronomia, o fabrico do vinho, o folclore, as numerosas festas e romarias, artesanato rico e vivo que subsiste no coração das populações.

O saboroso pão da Mealhada, redondo, estaladiço, apetitoso ao sair dos velhos fornos a lenha é um excelente exemplo do apuramento levado a cabo pelas mãos experientes de padeiras nativas que beberam dos antepassados o tempo de amassar e do cozer.

A Feira de Artesanato que se realiza anualmente, no mês de Junho, na sede do concelho, espelha o trabalho dos artesãos locais e da região e é uma manifestação da sua pujança e saber.

Ligações externas

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