Mira-Sintra

Mira-Sintra
Agualva-Cacém



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Mira-Sintra é uma freguesia portuguesa do concelho de Sintra. População: 6.106 habitantes. Foi recentemente desanexada da antiga freguesia de Agualva-Cacém.

Em termos populacionais e geográficos é a mais pequena das quatro freguesias que constituem a cidade de Agualva-Cacém, sendo a que se localiza mais a norte. Situa-se a cerca de dez minutos da cidade de Lisboa, das praias da Linha de Cascais e da vila de Sintra. Está ainda perto de dois grandes estabelecimentos de ensino, como é o caso da Universidade Católica Portuguesa, em São Marcos (Sintra), e do Instituto Superior Técnico, (Taguspark - Parque de Ciência e Tecnologia de Oeiras, Porto Salvo).

Constitui um dos terminais da Linha de Sintra (Mira-Sintra-Meleças), sendo uma zona ampla, rodeada de espaços verdes, onde a cidade se mistura com o campo, podendo ver-se o Oceano Atlântico dos seus pontos mais altos. Mira-Sintra possui uma vasta oferta de transportes, nomeadamente da rede "Vimeca/LT - Lisboa Transportes", quer no sentido Lisboa ou no sentido Oeiras, quer para a zona urbana da própria cidade.

História

A Freguesia de Mira-Sintra foi criada no ano 2001, com a publicação da Lei nº 18-C/2001 de 3 de Julho. Esta resultou do fraccionamento da Freguesia de Agualva-Cacém, em quatro novas freguesias: Mira-Sintra, São Marcos, Agualva e Cacém. Isto faz de Mira Sintra uma das mais recentes freguesias do concelho de Sintra.

Mira Sintra teve na sua génese, um bairro social. A origem da sua designação, decorre da sua situação geográfica, em função da vista panorâmica que toda a urbanização tem, sobre a Serra de Sintra. Esta urbanização foi um projecto concebido à luz dos princípios da Carta de Atenas e construído pelo ex- Fundo de Fomento da Habitação, posteriormente denominado IGAPHE (Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado), processo despoletado legalmente, através do Decreto-Lei nº 46098 de 23 de Dezembro de 1964.

O Bairro de Mira-Sintra, localizado num terreno que dava pelo nome de "Casal da Pedra", é fruto de um plano desenvolvido em 1965, pela antiga Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais/ Serviço de Habitações Económicas, para a concretização do Agrupamento de Casas Económicas de Agualva e Cacém. Em 1974, o Fundo de Fomento de Habitação, possuía cerca de 2000 fogos e receando-se nessa altura, uma ocupação ilegal, o Fundo de Fomento abriu concurso público para a distribuição de 1950 fogos, tendo havido na altura, 4524 candidatos concorrentes. Habitado a partir de 1975, este bairro sempre demonstrou um grande espírito comunitário, tendo-se este reflectido, na criação de inúmeras associações e colectividades, que ao abrigo do esforço de muitos moradores, marcaram a vida social de Mira-Sintra nas últimas três décadas.

Actualmente elevada ao estatuto de Freguesia, Mira-Sintra tem vindo a ser alvo de um processo de requalificação urbana, com a projecção e construção de diversos equipamentos e infraestruturas de utilidade pública, que vêm dar resposta a uma série de necessidades e carências que a população vinha sentindo e reivindicando ao longo dos anos. Entre estes equipamentos destaca-se, a nova Estação Ferroviária Mira Sintra-Meleças, o Centro de Dia para os idosos, a requalificação do Parque Urbano, a requalificação de espaços verdes, a reconstrução do Moinho da Pedra, a construção da Casa da Cultura, entre outros. De realçar também, as iniciativas dos comerciantes locais, que ao longo dos anos, criaram diversos pólos comerciais na freguesia, registando-se actualmente, alguns novos investimentos na área do comércio e serviços.

Património

Moinho da Pedra

Encontra-se localizado numa grande quinta- Quinta dos Lóios, com uma situação geográfica sobranceira a Mira Sintra. É um belo e sólido exemplar dos moinhos da região saloia, com as suas espessas paredes com mais de um metro, os arcos de cantaria onde assentavam o piso superior e as mós, a porta e janelas voltadas a sul e mais duas janelas, uma voltada a nordeste e outra a sudeste.
Não existem registos da data da sua edificação.

Um dos ex-libris da freguesia de Mira Sintra, é um moinho que há muito estava em ruínas. A autarquia sintrense recuperou-o e agora está pronto a moer muitos grãos de trigo tal como fazia antigamente. A sua recuperação iniciou-se em 2002 e terminou em Julho de 2004, altura em que foi inaugurado, com uma cerimónia à altura. Este trabalho orçado em cerca de 150 mil euros, para além de dar nova beleza à paisagem de Mira Sintra, pretende também, ensinar aos mais novos as tradições antigas. A recuperação era um sonho antigo do actual presidente da junta, mas não foi fácil encontrar artesãos habilitados a fazer o trabalho. Foi no concelho de Torres Vedras que se localizou o artesão mais habilitado a reproduzir a obra o mais fiel ao original, o Sr. Miguel Luís Nobre. Foi feita uma reprodução exacta do sistema mecânico e de moagem.

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