Moreira de Cónegos

Moreira de Cónegos
Guimarães



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Moreira de Cónegos é uma freguesia portuguesa do concelho de Guimarães, com 4,45 km² de área e 5.828 habitantes (2001). Densidade: 1 309,7 hab/km². Foi elevada a vila pela lei n.º 67/95 de 30 de Agosto de 1995.

Moreira de Cónegos fica situada a norte e à margem direita do rio Vizela, ocupando uma área mediana na extremidade meridional do concelho de Guimarães. Esta terra está delimitada pelos seus vizinhos municípios de Santo Tirso e Vizela, e do mesmo modo com as congéneres vimaranenses Lordelo, Guardizela, Gandarela e São Martinho do Conde.

História

Moreira de Cónegos é uma terra mais antiga que Portugal. A freguesia terá a sua origem entre 925-950, altura em que a memória de São Paio e o seu culto se começaram a alastrar na faixa norte da Península Ibérica. O mais antigo documento que se conhece referente à actual Moreira de Cónegos data de Março de 961, é a carta de doação de Guimarães de tudo o que tem em Vila Cova. D. Adosinda incluía na doação aquilo que tinha sido da sua filha Gontina, falecida prematuramente.

Os limites da “Vila Cova” são importantes para a compreensão actual da situação geográfica “principiava no agrelo de D. Gontina e seguia pela careira até chegar ao cômaro de Sendari, daí limitava com a herdade de Astagio e ia até à fonte, seguindo pelo cômaro até à pedra nativa, daí chegava ao outeiro e ao valinho e ia até à Areia Longa junto à água do Vizela, seguia pelo ria acima até atingir o termo de Caldas (hoje, de Vizela), tornava pelo termo referido até à bouça de Odrózia, aos penouços, até partir com S. Martinho (do Conde), e dividia pelo termo de Várzea e ia “per sepe de Abellorito” incluindo dextros de S. Paio e sua igreja, daí pela Eira Velha, incluindo o casal Arvaldi, até atingir o local inicial.”

Esta D. Adosinda era uma senhora de elevada condição social, Filha de Guterre e Ilduara, irmã de São Rosendo, tinha casado com D. Rodrigo Mendes (já falecido em 961), este, filho célebre da condessa vimaranense D. Mumadona fundadora do mosteiro e do castelo.
A prova de estirpe social de Adosinda é-nos revelada pela própria escritura e pelo seu extenso aparato literário e bíblico, que no “scriptorum” vimaranense do século X, apenas era usado para pessoas muito acima da condição comum. A juntar a isso ainda a confirmação de um bispo e dos “domnos de Vimaranes” representado pelo elevado número de confessos e presbíteros. O mesmo se verifica no documento datado de Outubro de 964. Neste, Adosinda faz troca pelas suas “Villas” Moreira e Castanheira pelas “Villas” de Caíde e Medelo pertencentes ao seu cunhado D. Gonçalo Mendes. Analisando os documentos vê-se que não há uma vizinhança de Moreira e de Vila Cova, mas uma perfeita contiguidade, porque eram villas limítrofes, constituindo ambas uma paróquia única. O nome Vila Cova desapareceu por isso mesmo, dado que vila cova começou a chamar-se Moreira de Cima.

Ainda antes da nacionalidade aparecem-nos vários documentos, como um de 983 em que D. Gonçalo Mendes faz ao Mosteiro de Guimarães a villa e todos os haveres em Moreira. De tudo isto se infere que ainda Portugal não era sequer sonhado como reino e já a actual Moreira de Cónegos existia como paróquia e atendendo à qualidade de documentação existente crê-se que não seria, antes pelo contrário, das menos importantes.

Heráldica

Armas

Escudo ouro, torre mourisca de verde, aberta e iluminada do campo, acompanhada em chefe por dois chapéus eclesiásticos de negro, de três mais três borlas. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda de negro, em maiúsculas: "MOREIRA DE CÓNEGOS".

Bandeira

Esquartelada de verde e amarelo, cordões e borlas de ouro e verde. Haste e lança de ouro.

Economia

Situada em área de vale aberto e espraiado, incluindo largos trechos de fértil e vicejante planura, Moreira de Cónegos preserva ainda um acentuado cunho rural. A viticultura será hoje a actividade agrícola de eleição, contando-se algumas importantes explorações locais, em região demarcada dos vinhos verdes. O grande peso económico local irá porém, de longe, para o sector industrial, com interesses particulares da área dos têxteis (fiação, tecelagem, confecções, estamparia). O notável índice de crescimento demográfico registado aqui nos últimos decénios, não andará por certo alheio a essa pujança do sector secundário (com outras importantes áreas de actividade na construção civil e transformação das madeiras…). Ultrapassando hoje largamente os seis milhares de habitantes (seriam já 5.801 em 1991), Moreira de Cónegos apresenta-se fortemente urbanizada, tendo alcançado o título de Vila em 1995.

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