Museu de Lagar Mário Gomes Figueira

Museu de Lagar Mário Gomes Figueira
Vila Franca da Serra

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O Museu de Lagar Mário Gomes Figueira situa-se no edifício da Quinta do Lagar da Moira, na freguesia de Vila Franca da Serra, concelho de Gouveia.

Lagar da Moira

O edifício, à excepção de uma pequena ampliação do lado da Ribeira de Linhares, era anteriormente o Lagar da Moira. O Lagar da Moira para além da "sala das máquinas", dispunha de uma arrecadação para o bagaço, uma arrecadação para a lenha, quartos para os lagareiros, uma casa-de-banho e uma garagem. Hoje a divisão onde se encontravam as máquinas, e se produzia o azeite, transformou-se no Museu de Lagar Mário Gomes Figueira.

O antigo Lagar da Moira foi construído no início do século XX pelo Senhor José Vaz na propriedade da Moira, para substituir um Lagar de Vara situado na propriedade de Entre-as-Águas, que havia sido destruído por uma cheia. O Lagar da Moira foi dirigido pela Dr. Mário Gomes Figueira desde a década de 50 até 1989, data em que deixou de laborar. Assim, o Lagar da Moira produziu azeite durante mais de 80 anos até 1989. Recentemente foi completamente recuperado sob a forma de museu, sendo parte integrante da Quinta do Lagar da Moira, uma propriedade de turismo em espaço rural. Abriu as portas a 9 de Dezembro de 2004, dia do nascimento de Mário Gomes Figueira.

O sítio do lagar

O Lagar de Azeite Mário Gomes Figueira está integrado numa propriedade agrícola de, aproximadamente, 16 hectares, designada por Tapada da Vozela. A propriedade é serpenteada por uma ribeira, ribeira de Linhares da Beira (aldeia histórica), com dois açudes e uma nora, erguendo-se amieiros ao longo das suas margens. Podemos observar a existência de um antigo moinho movido a água.

A riqueza hídrica da propriedade garante a diversidade da flora e da fauna existentes, contribuindo para a variedade do trabalho agrícola, sendo a pastorícia uma das actividades humanas da vida rural que se pode observar. A propriedade rural é constituída por uma zona de pinhal, uma zona de árvores de fruto (macieiras, pereiras, marmeleiros, figueiras, cerejeiras e aveleiras), olival, vinha, pastagem e uma zona de produção de batatas e milho.

Esta propriedade rural tem inúmeros pontos de interesse relacionados com a actividade agrícola, com a beleza paisagística deste espaço, com a riqueza da orografia, com o lúdico da linha de água, com a humanização do espaço e a sua relação com o uso do solo. Este património pertence à mesma família desde os meados do século XIX.

O lagar iniciou a sua laboração numa outra propriedade da mesma família, Entre-as-Águas, situada à beira da ribeira, sendo, nessa época, um lagar de vara. Esta construção foi arrasada por uma cheia da ribeira e foi tomada a decisão, por José Vaz, de o transferir para a actual propriedade, no início do século XX. A herança desta propriedade foi atribuída a seu filho único, Ximenes Oliva Vaz e sua esposa Adelaide Madalena Vaz. Em 1952 o casal doou os bens a seus filhos. Desta propriedade ficaram titulares sua filha Maria Alice Cerveira Fernandes Vaz e seu marido Mário Gomes Figueira que, no ano de 1953, procederam a grande remodelação. A sua laboração foi uma constante, através dos tempos, até ao ano de 1989.

Elementos arquitectónicos

Trata-se de uma edificação simples e sóbria, harmoniosa dentro da simplicidade que caracteriza estas construções rurais, construída com paredes em pedra de granito e cobertura em telha cerâmica sobre estrutura de madeira. Esta edificação, de traça regional, foi construída em fases diferenciadas no tempo. A primeira fase, início do século XX, refere-se à construção rectangular principal, a segunda fase, em 1953, refere-se a um complemento rectangular ainda em pedra, do lado norte, equipando a construção com uma garagem e dois quartos e um acrescente com uma instalação sanitária. Estes últimos elementos contribuíram significativamente para a melhoria das condições de bem estar dos trabalhadores.

É digna de realce a existência da roda motora hidráulica, do lado este da edificação, propulsionada em forma de turbina através de um regato de significativo caudal desviado propositadamente do leito da ribeira, que circunda toda a propriedade. A primitiva roda em madeira foi posteriormente substituída por uma roda de construção metálica.

Arqueologia industrial e tecnologia tradicional

No início a iluminação interior era feita com a ajuda de candeias de azeite, posteriormente estes instrumentos foram substituídos pelos candeeiros de carboneto ou gasómetros que funcionaram até ao momento em que a energia eléctrica chegou ao lagar. O funcionamento do lagar dependia de energia hídrica para movimentar a roda hidráulica de madeira. A água, desviada do leito da ribeira e controlado o seu caudal por uma comporta, seguia por uma levada de terra batida seguida de uma levada em pedra que terminava por uma caleira de madeira e que fazia cair a água sobre a roda motora hidráulica produzindo o seu funcionamento. O movimento da roda accionava o movimento do moinho com duas galgas.

Para além do moinho, o lagar estava equipado com uma prensa hidráulica, seiras, uma bateria que controlava a pressão da prensa, uma caldeira com fornalha, duas tarefas em pedra, uma arca para guardar a maquia, pás, sacas, medidas, vasilhas para colocar o azeite produzido, uma lareira onde eram confeccionadas as refeições dos trabalhadores.

Em 1953 os seus novos proprietários verificaram a debilidade de alguma maquinaria e reconheceram a necessidade de mudar as condições de trabalho e de vida dos trabalhadores no interior do lagar. Assim, foi acrescentado o edifício, como atrás se referiu, foi substituída a prensa hidráulica por uma mais potente, respectiva bateria e novas tarefas. As alterações foram-se sucedendo e, neste momento, o lagar detém o seguinte equipamento, completamente recuperado: o moinho com duas galgas, uma batedeira, uma encapachadora, duas prensas hidráulicas, uma bateria com dois manómetro para registo da pressão das prensas, uma centrífuga, uma caldeira com fornalha, quatro tarefas, uma arca para guardar as maquias e artefactos vários utilizados durante a produção do azeite.

O transporte da azeitona e do azeite era feito por burro ou por um carro de bois e, mais tarde, por um auto-pesado de marca Dodge, de 1948, ainda existente.

As remodelações feitas ao longo dos tempos tinham como objectivos fundamentais:

  • a melhoria das condições de vida dos trabalhadores [alguns dos trabalhadores eram oriundos do concelho de Castro Daire];
  • a melhoria das condições de trabalho dos trabalhadores;
  • a melhoria da qualidade do azeite produzido.

Actividades

O Museu de Lagar Mário Gomes Figueira conserva todo o património industrial do antigo Lagar da Moira, possibilitando aos turistas conhecer o processo de produção de azeite, num lagar de prensas hidráulicas, através da apresentação "Da oliveira ao azeite".

Na exposição, numa visita guiada através do parque arqueológico existente no museu, os visitantes aprendem como se produz o azeite a partir da azeitona. São dadas explicações detalhadas sobre o funcionamento de cada máquina e sobre as diferentes épocas do desenvolvimento industrial que marcaram as condições de trabalho no lagar. No âmbito da sua acção, o museu dinamiza ainda várias actividades pedagógicas de estímulo à criatividade e de sensibilização ambiental, incluindo exposições, ateliês, palestras, debates e oficinas pedagógicas variadas.

Visitar o Museu

O Museu dispõe de um horário alargado e de preços acessíveis. Está também aberto para visitas de escolas e grupos similares.

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