Paul

Paul
Covilhã



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Paul é uma freguesia portuguesa do concelho da Covilhã, com 21,50 km² de área e 1.816 habitantes (2001). Densidade: 84,5 hab/km².

Localização

A freguesia de Paul localiza-se no distrito de Castelo Branco, a sul do concelho da Covilhã. Situa-se entre duas sedes de concelho (Covilhã e Fundão), respectivamente à distância de 21 Km para cada uma delas. Faz limites com sete freguesias do mesmo concelho: Cortes do Meio e Unhais da Serra a norte; Barco e Peso a leste; Casegas e Erada a oeste e Ourondo a sul. A freguesia mais próxima é a Erada que fica localizada a uma distância de 5 km.

Regionalmente enquadra-se na região da Cova da Beira, na vertente sul da Serra da Estrela, num vale largo com um fundo mais ou menos plano.

Localidades

A freguesia é constituída pelos lugares de Paul e de Taliscas.

Toponímia

Paul tem por origem a palavra “pauis” ou “cantanospauis”, pântanos próximos dum povo, hoje denominamos por prados, onde havia água em abundância durante todo o ano.

História

Geografia

A rede hidrográfica é bastante densa sendo o principal curso de água a Ribeira do Caia, que segue o vale anteriormente referido e que desagua no rio Zêzere a 8 Km da vila. Esta ribeira conta com afluentes de maior relevo salientando-se a Ribeira de Unhais da Serra, Goia e a Ribeira da Erada.

A altitude média da vila é de 460 metros, estendendo-se desde a base da colina de Mazagão a leste (662 m) e a colina de Cabecinho (740 m) e Piçarra (670 m) a Oeste.A localidade de Paul situa-se na margem esquerda da Ribeira do Caia, devendo-se tal facto à maior altitude desta margem, protegendo-a das possíveis inundações, e dos ventos do Norte e Leste.

O habitat é aglomerado, concentrando-se as casas no centro da Vila existindo, porém, pequenas habitações em áreas de cultivo. Os eixos rodoviários acompanham o vale, orientando-se assim no sentido N-S, à excepção da estrada nacional 230, que segue os contrafortes da Serra da Estrela apresentando assim uma orientação E-W. No interior da vila a circulação rodoviária é difícil dada a irregularidade da planta. Assim temos ruas estreitas e sinuosas muitas vezes sem saída.

Relevo

Dos relevos que envolvem a depressão da Cova da Beira, de granito ou de xisto, distinguem-se três formas:

1 - A superfície plana, regular, a 400-500 metros de altitude, incluindo suavemente no sentido do comprimento, de depressão de cerca de 100 metros (declive de 3% e 4%). Bem desenvolvida, ela reconstitui-se facilmente, estando particularmente bem conservada a SW.

2 - Os vales largos do Rio Zêzere seus afluentes, nomeadamente a Ribeira do Paul, ligeiramente embutidos na superfície plana, abrem-se abaixo desta, embutidos de 50 a 70 metros, desenvolvendo-se bem no granito. Neles a rocha aflora bastante alterada e os aluviões são sempre pouco importantes. Sendo a depressão da Ribeira de Caia (Paul) envolvida por um relevo essencialmente granítico e xistoso, estas rochas contribuem com bastante material grosseiro, que a ribeira permite evacuar, nomeadamente calhaus rolantes de granito e lascas de xisto.

Estes calhaus provenientes da Ribeira de Caia contribuíram para a construção de casas, dado que as paredes eram na totalidade de uma mistura de granito e xisto.

Em Portugal, talvez como em poucos sítios, até mesmo a arquitectura erudita, presa nas suas regras filosóficas e métricas de concepção, mostra uma sabedoria particular na sua integração ambiental, patente no período áureo dos solares ou mesmo nos planos da Baixa Pombalina. Muitas das nossas cidades e agregados urbanos, situando-se junto a grandes massas de água e ocupando inteligentemente as encostas solarengas, resolvem “ab-initio” grande parte dos problemas referentes às variações sazonais do clima. Mas é sobretudo nas tipologias da arquitectura tradicional portuguesa que se sente o génio de adaptação e engenhosidade que nos caracterizam.

3 - Por estratégias normalmente defensivas e massivas, "inventam-se" isolamentos como o colmo, estanca-se a penetração das chuvas e húmidas como a ardósia ou azulejo, afugenta-se o calor no branco radiante da cal, mas também se ganha o sol das varandas.

Actividades económicas

No passado

Situa-se na margem esquerda da ribeira da Caia, afluente do rio Zêzere que muito contribui para a fertilidade das suas terras. Os pinhais abundantes são uma das principais riquezas desta terra montanhosa com matos e urze para significativa produção de mel da melhor qualidade e paladar.

O Paul foi considerado um dos mais importantes centros agrícolas e pecuários da Beira Baixa com trigais e terras centeeiras, viçosas hortas de pluricultivo e vinhedos, lameiros sem conta rodeando os cursos de água e rebanhos de gado caprino e lanígero por tudo quanto eram montes e vales das cercanias. Na freguesia trabalharam mais de uma centena de teares manuais que abasteceram as fábricas da Covilhã e da vila do Tortosendo e teceram as mantas regionais de ourelos e estamenhas, tendo em tempos mais recuados fiado linhos e lãs, urdido e tecido ate à ultimação do burel de que se vestiam.

O Paul foi, na verdade, eleita a segunda aldeia mais portuguesa, num concurso intitulado “A Aldeia Mais Portuguesa – Dividir para Reinar”, ficando então classificada em segundo lugar, ficando o primeiro para Monsanto. Viver numa aldeia que teve este título não significou viver numa aldeia subdesenvolvida, parada no tempo, mantendo características de há 60 anos. Não, não é verdade. O Paul teve um desenvolvimento bastante rápido, de tal modo que os Paulenses estavam mais preocupados e interessados com o seu desenvolvimento do que com a sua preservação.

Sofreu também o efeito da emigração (cerca de 45% da população), salientando-se os que seguiram os caminhos da Europa. No que respeita à migração interna, Lisboa levou cerca de 12% dos ausentados da terra. De vez em quando um ou outro emigrante da primeira geração regressa a casa: os filhos consideram-se, em geral, naturais da terra que os acolhe.

Na actualidade

As explorações agrícolas existentes tem menos de dois hectares, onde apenas cerca de 4% da população se dedica a tempo inteiro e cerca de 80% como actividade complementar. Nesta agricultura de subsistência, pouco mecanizada devido as dimensões das parcelas, o milho, a batata, o feijão e as forragens são predominantes na paisagem complementada pelas vinhas e oliveiras e nas encostas íngremes e mais pobres o pinheiro bravo completa a cobertura vegetal do vale. Subjacente a esta actividade a produção leiteira é o complemento idóneo abundando as queijarias que transformam o leite em autênticas iguarias.

A abundância de milho e azeitona, obrigou a construção de diversos moinhos e lagares de azeite para a sua transformação nas margens da ribeira onde a intensidade dos caudais, proporcionou a instalação de uma truticultura onde a criação das trutas completa este ciclo de recursos naturais.

Os restaurantes existentes oferecem uma vasta e deliciosa gastronomia como, sopa de feijão, sarrabulho, enchidos, sevã, trutas “a moda do Paul”, chanfana, Cabrito assado, panela de feijão, broa, migas, caldudo, arroz doce, filhós, papas doces de milho e bolos de leite, não só atraem muitos visitantes como são o garante da cozinha tradicional da Vila. A área da restauração é complementada por diversos cafés, bares e discotecas.

A indústria de confecções é a mais representativa, complementada pelo sector transformador como mármores, alumínios, ferro, motores, mobiliário e artesanato, alem da construção civil. O comércio é generalizado onde supermercados, farmácia, papelarias, electrodomésticos, materiais de construção e afins respondem por completo as necessidades diárias. O sector de serviços com agência bancária, oficinas auto, agência funerária, seguros, pichelaria, electricidade, limpeza e outros completam todas as necessidades. O artesanato tem como produto mais importante a Manta de Ourelos

Finalmente a estadia de quem nos visita é assegurada por uma Albergaria, Turismo Rural, quartos particulares e ainda por casas que se podem alugar.

Património

Arquitectura tradicional

O Paul é uma vila que apresenta características singulares no seu património arquitectónico, visto no passado a construção de habitações e não só, ser feita de materiais existentes na própria região como sejam os calhaus rolados do rio "bolas", o granito, o xisto, o barro vermelho, a madeira (castanho e pinho) e a telha portuguesa ou de canudo.

Hoje a Vila do Paul, apesar do ainda existente património arquitectónico, a dificuldade de loteamento, o retorno dos emigrantes, têm contribuído para a progressiva destruição do núcleo urbano da vila com maiores características tradicionais.

Habitação - Casa típica

A Casa Típica do Paul que representa o símbolo vivo da arquitectura tradicional e o "modo vivendi" do espaço doméstico tradicional.

O calhau rolado da ribeira (“bolas”), o granito, o xisto, o barro vermelho, a madeira de castanheiro e pinheiro e a telha portuguesa ou de canudo existentes na região, são os materiais de construção utilizados na construção de habitações que arquitectonicamente representam um passado de características singulares.

As paredes exteriores, em calhaus rolados partidos ao meio, assentes em barro vermelho, aproveitando-se o granito em bloco e o xisto para as esquinas da casa assim como o vão das portas e janelas substituídos em alguns casos por travessões em madeira. No interior as paredes e o soalho eram em madeira, assim como o caibramento em barrotes para suportar não só o soalho mas também o telhado.

A casa típica onde hoje funciona o Museu Etnográfico, dividida em três pisos é o exemplo vivo da habitação típica onde no segundo andar se situa a cozinha, a divisão maior da casa onde se comiam as refeições, de mobiliário simples salientando-se a mesa baixa, os bancos sem costas (“mochos”) e a cantareira onde são se guardam os pratos, as bacias e os cântaros. A lareira sem chaminé, alem de fogão providenciava a saída dos fumos directamente pelo tecto ajudando a secar os enchidos (“fumeiro”). Esta dependência dava normalmente acesso á varanda em madeira. No piso intermédio situavam-se os quartos, aquecidos pelo calor que os animais no piso inferior forneciam e a porta era uma simples cortina.

Neste caso o piso inferior onde outrora se alojavam os animais, está instalada uma taberna típica de moldes tradicionais, que alem de espaço de convívio cultural e social, oferece a quem a visita, uma gastronomia farta e única onde o pão caseiro, os enchidos, mel, queijo, bom vinho e a centenária jeropiga ocupam um lugar privilegiado. No mesmo espaço existe um Centro de Vendas de artesanato e produtos regionais.

Outros exemplos são manifestamente visíveis em toda a Vila.

Lagar de azeite

No lagar de azeite, a roda accionada pela agua da ribeira, movimenta as galgas constituídas por duas enormes pedras de granito de forma cilíndrica, esmagam a azeitona sendo a massa obtida depositada em seiras que espremidas na prensa, da origem ao liquido que submetido a um processo de refinação com agua quente, origina o azeite.

Moinho

O moinho é accionado pelo movimento das águas correntes da ribeira através do rodízio. Esta roda de palhetas em madeira que se move horizontalmente, faz girar o eixo ligado a mó, (pedra cilíndrica em granito), situada na parte superior do mesmo. Com sobreposição de uma outra mó, é no seu meio que o milho é moído e reduzido a farinha.

Os moinhos e os fornos comunitários constituem um importante legado de instrumentos ligados a actividade da panificação e da moagem tradicional.

A localização de moinhos junto da ribeira Caia, alguns com casa de moleiro e com cinco a seis pedras de moagem, forma um belíssimo quadro da presença humana na rica paisagem natural existente na freguesia do Paul.

Património edificado

Na vila do Paul destacam-se alguns monumentos não só pelo seu cariz histórico e antigo, mas também pela sua majestosidade e magnitude.

Igreja Matriz

Este templo de característica barroca tem no seu interior um riquíssimo tecto apainelado de pintura da arte italiana, invocando Nossa senhora da Anunciação, orago da mesma e da vila, sendo considerado por especialistas o maior quadro pintado existente em Portugal. Dos cinco altares, três evidenciam-se pela sua riquíssima talha dourada com fino ornamento, alem das antigas e belas imagens litúrgicas ai implantadas.

Santuário

Aquando das Invasões Francesas, diz a promessa, que se o Paul não sofresse qualquer dano, construiriam uma ermida no cimo do Monte da Fonte Santa e nos tempos vindouros durante o priorado do Padre José Santiago incentivou-se a população para a criação de uma comissão para a realização da grande obra que teria como resultado o importante e imponente Santuário em honra da Nossa Senhora das Dores.

O Santuário erguido em 1954 é de acordo com os cronistas, um dos mais belos de Portugal. A sua imponente escadaria, ladeada pelas doze capelinhas cada uma representando uma etapa da vida de Cristo, com figuras em tamanho natural, culmina no templo, tornando-o um local de peregrinação.

Integra o conjunto um Centro Apostólico com grande capacidade para formação espiritual, pastoral e sócio-cultural.

A Vila do Paul tem ainda um belo cruzeiro rodeado por um pequeno jardim, o chafariz da praça (onde vão raparigas com graça encher o pucarinho), a povoação ia abastecer-se de água assim como os animais podiam saciar a sede. São ainda visíveis outros onde se colocavam quadras em azulejo.

Património natural

Dos 460 metros de altitude, deste vale largo e com um fundo mais ou menos plano, contempla do lado Sul a Torre no cume da imensidão da Serra da Estrela. Este privilégio é partilhado pelos cerca de 2.000 habitantes, gente simples e acolhedora, que deixa saudades a vasta comunidade emigrada por esse mundo fora e que assiduamente regressa para “matar” saudades, assim como a quem tem o privilegio de a visitar. Todo este aglomerado populacional concentra-se no centro da Vila, de ruas estreitas e sinuosas, sendo circunscrita por pequenas habitações em zonas agrícolas.

Instalada na margem esquerda da Ribeira do Caia, esta, nascida em plena Serra da Estrela, de águas correntes e límpidas inundadas de trutas arco-íris, é complementada pelos afluentes, ribeiras de Unhais da Serra, Goia e Erada, juntam-se ao rio Zêzere no Ourondo. Esta ribeira beneficia de inúmeros açudes, de um sistema de regadio complexo, de espelhos de água e poços límpidos. Esta rede hidrográfica contribui para que toda a vegetação onde predomina o Salgueiro, o Ulmeiro, o Amieiro e o Junco, entre outras, e que implantadas nas “vargens” deste Vale, sejam muito apreciadas nos percursos pedestres, por quem tem o privilégio deles usufruir.

O vale do Paul rico em recursos hídricos está localizado no sopé da Serra da Estrela, cujo acesso é possível por alguns percursos pedestre. A topografia e hidrologia naturais são manifestamente uma mais valia para que no âmbito do lazer ofereça condições ímpares para a fuga ao stress do quotidiano.

Adultos e crianças usufruem de uma oferta diversificada de opções desde a piscina natural rasgada nas fragas, os açudes, os olhos de água, a praia fluvial, complementadas com pesca desportiva e canoagem. Zonas de parques de merendas estrategicamente elaboradas, convidam a um lanche retemperador á sombra de uma vegetação acolhedora onde “passar pelas brasas” é quase obrigatório.

Os caminheiros em três horas atingem a Torre no cume da serra da estrela, alem de outras múltiplas opções estarem ao seu dispor. Se eventualmente gosta de caça poderá usufruir desta durante a época ou treinar no campo de tiro. Para a prática do Todo-Terreno, em qualquer das suas modalidades, dispõe de condições ímpares, oferecendo não só trilhos adequados como uma paisagem deslumbrante sobre a Cova da Beira.

Usufruindo das estruturas existentes num raio de 10 km, em localidades limítrofes pode-se aceder a passeios a cavalo ou meramente hipismo e de um Kartódromo em Tortosendo (8 km), águas termais nas Termas em Unhais da Serra (10 km), corte de ténis em Cortes (6 km) ou do complexo de piscinas em Erada (4 km) e um pouco mais distante a Estância de Ski de Manteigas ou da Serra da Estrela.

Etnografia

A etnografia do Paul está ligada à agricultura, à vida quotidiana ligada à árdua actividade do campo expressa em canções onde predominam os motivos de trabalho e amor.

Os adufes e bombos, usados pelos ranchos folclóricos da região, foram recolhidos no Paul em 1938; os adufes são instrumentos típicos antigos feitos à mão na região. Os bombos, feitos no Paul, são feitos de pele de cabra, curtida, a qual ao passar do tempo vai ficando fina e rebenta com o uso. A substituição da pele dos Bombos é feita pelo próprio director e pelos tocadores dos instrumentos.

Todo o legado etnográfico herdado das gerações anteriores, é culturalmente guardado e transmitido às futuras gerações, que desde muito novas aprendem estas “artes”.

São garante deste imenso património etnográfico:

  • Grupo de Danças e Cantares dp Paul
  • Grupo Etnográfico e Convívio de Idosos
  • Rancho da Casa do Povo
  • Tok'Avacalhar
  • Velha Gaiteira

Personalidades

Eventos

Feiras

  • Feira de São José (19 de Março)
  • Mercado mensal (primeiras quartas-feiras de cada mês)

Festas e romarias

  • Romaria da Nossa Senhora das Dores
  • Festa do Espírito Santo
  • Festa de Nossa Senhora da Anunciação

Desportivos

  • Maratona BTT "Vila do Paul"

Etnográficos

  • Santa Bebiana
  • Sons da Terra
  • Penitentes
  • Encomendar as Almas

Sócio-culturais

  • Concerto de Ano Novo da Banda Filarmónica do Paul
  • Cantos de Misericórdia e Paixão
  • Festival jota
  • Festas da Vila
  • Concerto de Natal
  • Festa de Natal

Ligações Externas

Fotografias

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