Pombal

Pombal
Sub-região Pinhal Litoral



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Foto de Vítor Oliveira

Lista de Municípios Portugueses

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Pombal é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Leiria, região Centro e sub-região Pinhal Litoral, com cerca de 10.031 habitantes. Foi oficialmente elevada a cidade em 16 de Agosto de 1991.

É sede de um município com 626,36 km² de área e 59.471 habitantes (2006), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios da Figueira da Foz e de Soure, a leste por Ansião e Alvaiázere, a sueste por Ourém, a sudoeste por Leiria e a oeste possui uma faixa de litoral no Oceano Atlântico.

Pombal foi fundada por Dom Gualdim Pais, Grão-Mestre da Ordem dos Templários, sediada em Tomar, que mandou construir o seu Castelo. Deu-lhe Foral no ano de 1174.

Freguesias

Caracterização geográfica

O clima do concelho de Pombal é próprio das zonas mediterrânicas, no qual se sente fortemente a presença de duas estações predominantes: o Inverno, pluvioso e com temperaturas suaves; e o Verão, seco e com temperaturas elevadas. A Primavera e o Outono apresentam-se variáveis e de curta duração.

O concelho apresenta uma significativa flutuação nas percentagens de precipitação anual - o que é normal neste tipo de clima - pode acontecer haver anos muito chuvosos ou também anos muito secos. Relativamente ao índice de radiação solar, este varia muito durante os períodos do ano apresentando 4,4 horas de sol em Janeiro (horas mínimas) e 9,7 horas de sol nos períodos de Julho e Agosto (horas máximas).

A flora da região é múltipla e diversificada. Na serra, encontram-se diferentes conjunções de flora, como as matas de carvalho cerquinho onde aparecem associadas a azinheira, o medronheiro e o sobreiro. Podem ainda encontrar-se os carrascais, que surgiram devido a grandes alterações climáticas e onde predomina a vegetação arbustiva, e os matos, em que domina a roselha grande, com grande implantação do arbusto, mas dominado por enormes plantas herbáceas sendo as mais frequentes a erva de santa maria, a perpétua das areias e sanguinho mouro.

Além desta tipologia também aqui abundam as bolbosas (em que crescem a maioria das orquídeas mediterrânicas, narcisos e coroas imperiais), rizomatosas (como o lírio roxo, o lírio fétido e a rosa albardeira) e as subarbustivas (como a alfavaca dos montes). Nesta categoria existem ainda as chamadas brenhas que se distinguem dos matos pela presença acentuada de lianas (entre as quais se encontram a hera, a raspa língua, a legação, a morça preta e madressilvas). Ainda aqui podemos encontrar a vegetação rupícula, - que é constituída pela vegetação que cresce sobre rochas e estão distribuídas segundo a exposição ao sol, vento e humidade - e plantas como as bocas de lobo e a erva de s.roberto.

A nível das árvores de porte, a predominância vai para espécies como o pinheiro bravo e a oliveira. Mais para oeste o pinheiro é a árvore dominante, agrupando-se em imensas matas florestais com manchas pontuais de eucalipto.

A fauna do concelho de Pombal, outrora rica e diversificada, sofreu uma diminuição significativa pela intervenção da presença humana. Séculos de transformação constante dos habitats naturais traduziram-se numa redução do número de espécies existentes, subsistindo, no entanto, alguns exemplares de rara beleza.

Encontramos mamíferos como o coelho, o javali, a raposa, a gineta e o morcego de água. Répteis como o sapo e a cobra-rateira. E, junto dos cursos de água, exemplares como a rã verde, o tritão marmoreado e a salamandra. Podemos ainda encontrar aves de rapina como o peneireiro de dorso malhado que nidifica nas escarpas mais íngremes, a águia de asa redonda, o bufo real e o mocho real. Mais comuns são espécie como a perdiz, a gralha, poupas, pombos e rolas.

História

Pombal é terra de história, de lendas e de gente ilustre. Do grande Marquês de Pombal, do historiador e escritor João de Barros, do político Mota Pinto, da poetisa Martel Patrício, do médico e escritor Amadeu da Cunha, entre tantos outros.

Sendo difícil situar o aparecimento do primeiro aglomerado populacional, não restam, no entanto, dúvidas quanto à presença dos romanos na região de Pombal, tendo em conta as moedas encontradas nas obras de restauro do Castelo. Antes da presença romana, está assente que a fixação demográfica na área da freguesia de Pombal remonta ao período neolítico, sem que, também aqui, seja possível determinar o local exacto do sedentarismo inicial.

Certo é que, no início do século XII, os Templários passaram pela região. Em 1126 terão encontrado uma povoação no lugar de Chões, hoje desaparecida. Esta terra deserta, de matos e brenhas fechadas e inóspitas entre Coimbra e Leiria, situava-se na fronteira das batalhas contra os sarracenos. Por esse motivo foi aqui erigida, por volta de 1147, uma fortaleza militar. Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários, concede foral a Ega em 1131, depois a Redinha em 1159, e por fim a Pombal em 1174, renovado posteriormente no ano de 1176. A acrescentar aos dois forais, D. Gualdim Pais concede também a Pombal, em 1181, uma carta de privilégios.

Em 1509 D. Manuel passou por Pombal. Admirado com a povoação, ordenou a recuperação do Castelo, ficando o seu interior a servir de residência ao alcaide-mor da vila, Conde de Castelo-Melhor, e ordenou a abertura de uma porta, voltada para a vila. Por cima dessa porta, foram colocadas as armas da vila de Pombal, à qual revogou antigos privilégios concedendo-lhe foral novo, datado de 1 de Junho de 1512.

Deve-se ao Marquês de Pombal, que aqui viveu entre 1777 e 1782, a ordenação da parte baixa da vila. Então mandou construir, na Praça Velha, a cadeia, no sítio do antigo pelourinho e o celeiro, no lado oposto.

Na última década do século XVIII, a estrada real foi desviada para dentro de Pombal e foi construída uma ponte sobre o rio Arunca, numa obra dirigida pelo coronel-engenheiro Joaquim de Oliveira, que também abriu uma alameda arborizada até à frente do Emporão, dando à vila e a toda a região um novo incremento.

Estas condições excelentes para o desenvolvimento da região, vêm a ser travadas pelas invasões francesas. Em 1811 as tropas comandadas pelo general Massena, saquearam e incendiaram toda a povoação, circunstância que feriu a antiga pujança, completada pela mortandade ocorrida em 1833, quando a cólera-morbus transformou Pombal numa localidade abandonada.

A estrada real ficou totalmente desmantelada e intransitável, mas os governantes não mostraram qualquer interesse em mandar fazer reparações, preferindo desenvolver as carreiras marítimas com barcos a vapor, entre as cidades de Lisboa e Porto, o que concorreu para o isolamento total da vila com o resto do país. Esta situação só será ultrapassada em 1855, após a construção da via férrea, permitindo estabelecer comunicação rápida e fácil com os principais centros de Portugal.

A construção mais recente de modernas vias de comunicação, e a sua localização invejável, deram a Pombal um desenvolvimento único nesta região, transformando-a numa das cidades com os maiores índices de crescimento da zona centro do País, e dando ao Concelho condições únicas para a prosperidade dos seus habitantes.

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