Pombalinho

Pombalinho
Santarém

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Pombalinho é uma freguesia portuguesa do concelho de Santarém, com 8.92 km² de área e 500 habitantes (censos 2001). Densidade: 69,0 hab/km².

Situada na margem direita do Rio Tejo, e ainda albergando a localidade de Casal Centeio a nordeste da Cidade de Santarém, a freguesia do Pombalinho dista 22 quilómetros da sede do Concelho. Como referência localiza-se: 20 Km a NE de Santarém, 7 Km a NE de Vale de Figueira, 2 Km a S de Mato Miranda, 9 Km a S da Golegã, 3 Km a S da Azinhaga e 3 Km do Rio Tejo.

Foi na antiguidade uma importante vila romana do termo de Santarém. Antiga paróquia de Santa Cruz do Pombal, passou a designar-se, a partir do Século XVIII, por Pombalinho, para a distinguir de outras povoações com o mesmo nome, especialmente da vila de Pombal.

O barão de Pombalinho, António de Araújo Vasques da Cunha Porto Carrero, foi referido nas "Viagens da Minha Terra" de Almeida Garrett.

História

Não se sabe quando foi criada esta povoação, mas parece já ter existido no tempo dos Romanos, em consequência de nela se terem feito descobertas, como seja uma sepultura de tijolo que continha dentro, vasos de vidro e vários objectos metálicos, e ainda mais recentemente, uma calçada Romana feita de paralelipípedos de várias cores, assim como numerosas moedas, tudo isto, pensa-se do Século II. Crê-se ser também desta altura os vestígios que ainda hoje se encontram de algumas pontes de características Romanas, e de uma outra sobre o Rio Tejo que ligava o Pombalinho à Cidade Romana que era Morom.

Em 1606 desligou-se da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Almonda, do Lugar de Azinhaga, tornando-se independente a partir daí. Neste mesmo século foi construída a Igreja paroquial de Santa Cruz do Pombalinho, que substituiu a antiga Igreja Matriz, destruída no seu interior por sucessivas Cheias. Desde esta altura e até aos nossos dias, é possível encontrar os registos de casamentos, óbitos e baptizados realizados nesta terra, em arquivo na Torre do Tombo em Lisboa. Durante algum tempo denominou-se Pombal, adoptando posteriormente o diminuitivo para distinguir de outras povoações de igual nome.

Quando das invasões Francesas, por aqui passaram as tropas de Junot que curiosamente mataram a sede num poço ainda existente nesta terra. Existia uma Casa Brazonada, que era o antigo palacete do Barão de Almeirim, que foi destruído por violento incêndio no dia 9 de Dezembro de 1870, e mais tarde reconstruído ainda que não respeitando o estilo arquitetónico original. Pela Estrada Real passaram os Reis, aquando das suas deslocações de Lisboa para Coimbra ou vice-versa. Na Estalagem do Pocinho pernoitava o Rei D.Miguel quando das inúmeras visitas que fazia ao Pombalinho.

Em 1837 esta freguesia aparece na Comarca de Santarém, em 1884 na Comarca da Golegã e em 1902 novamente na de Santarém. No ano de 1861 tinha 600 habitantes, em 1900 tinha 820 e em 1940 já habitavam 1136 pessoas. Ainda como curiosidade refira-se que o Pombalinho escapou ileso a dois grandes terramotos, o de 1441 e de 1758. Em 25 de Novembro de 1885 é oferecida graciosamente à Freguesia pelo Sr. Visconde Porto Carrero, um edifício que antes tinha sido servido de celeiro e de moradia habitacional para aí funcionar a primeira Escola Primária de ambos os sexos, o que aconteceu até 1965, altura em se construiu o Edificio e onde até aos dias de hoje se ministra o Ensino Primário.

Em 1908 o Pombalinho tem os serviços de um médico e de uma farmácia, sendo também no inicio do século XX que se forma a Filarmónica "União e Recreio" por onde passaram muitos músicos até ao final de 1929. Em 1914 é construída a conhecida Ponte de Pau (Fernão Leite) sendo substituída em 1938 e também uma Praça de Touros em madeira e com camarotes, que teve uma existência muito curta uma vez que após uma corridas com vacas, é desmontada ainda nesse mesmo ano. Em 1928 é formado o Grupo Musical Recreativo-Tuna, já com instrumentos de corda, e que teve existência até por volta do ano de 1937. Entretanto em 1936 fundou-se a Casa do Povo de Pombalinho , entidade que se encontra ainda hoje em actividade e com sede própria.

No domínio desportivo é formado o Clube designado por Vera Cruz Futebol Clube em 1933, tendo depois por volta dos anos 40, terminado a sua existência. Em 1960 o Futebol arranca de novo e de uma forma decisiva, participando nos Campeonatos da FNAT, actualmente INATEL até aos dias de hoje. De referir que o recinto Desportivo onde actualmente o Clube joga localizado no Casal Barrão (cujo proprietário era o Sr. António Menezes) é propriedade da Junta de Freguesia do Pombalinho e foi escriturado nas Finanças de Santarém a favôr desta autarquia por troca com o velhinho Campo das Ónias doado na altura a este clube pelo Sr. Manuel Assunção Coimbra e hoje pertença do Dr. Carlos Menezes por troca com o Casal Barrão.

Ao longo de todo o século os acontecimentos recreativos eram uma constante entre a população, nomeadamente bailes, picarias, e outros. As representações teatrais, tiveram o seu apogeu durante a segunda metade dos anos quarenta e toda a década 50, tendo diminuído imenso a partir desta data. Também o Grupo de Danças e Cantares teve a sua existência por alturas de 1950, ainda que com actuações esporádicas e com a contribuição de apenas uma concertina. Grandiosos festejos por honra de S.Sebastião e Nossa Senhora das Dores, aconteceram muitas vezes e de onde se destaca os anos de 1919, 1942, 1948 e o período de 1975 a 1984.Grande acontecimento religioso, foi a visita de Nossa Senhora de Fátima no ano de 1954.É nos anos sessenta que surge a energia eléctrica no Pombalinho, substituindo o famoso candeeiro a petróleo, que durante tantas gerações iluminou as noites de todos nós. Registe-se a realização de uma festa de Homenagem á figura do Dr. Semedo, no ano de 1982, assim como também às Professoras de D.Maria José e D. Verónica. portadoras e transmissoras do Ensino Básico a tantos pais e filhos desta terra.

Recentemente, mais própriamente no ano de 2003, procedeu-se á construção de uma Estação de Tratamento de Àguas Residuais (ETAR), para finalmente solucionar-se o problema dos esgotos a céu aberto.

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