Rio De Moinhos Penafiel

Rio De Moinhos Penafiel

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Rio de Moinhos é uma freguesia portuguesa do concelho de Penafiel, com 7,56 km² de área e 2 886 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 381,7 hab./km². Situado na margem direita do Rio Tâmega, a uns dois mil metros da confluência deste com o rio Douro.

O cartão de visita de Rio de Moinhos é por excelência o Centro Histórico - Largo do Carvalhal - pela beleza e centralidade, que deslumbra os visitantes e orgulha os riodemoinhenses.

Em termos agrícolas, a freguesia produz um pouco de tudo mas quase sempre para consumo próprio dos produtores. Exceptuando a vinha e algumas searas de milho, toda a terra é minifundiária.

O desenvolvimento das indústrias graníticas, seguido da industria da construção civil, o surgimento das confecções, a actividade comercial com algum relevo, o surgimento de prestadores de serviços qualificados graças ao elevado número de habilitados com cursos Técnicos e Cursos Universitários, e as divisas enviadas pelos emigrantes luxemburgueses, suíços e de outros em países do centro de Europa, possibilitaram a Rio de Moinhos passar de uma aldeia pobre uma vila cheia de vida e como a 5ª freguesia mais populosa do concelho de Penafiel.

História
Rio de Moinhos é habitado desde tempos remotos, como atesta o castro junto ao Senhor dos Remédios e que data do Neolítico. A freguesia foi ocupada pelos Romanos, que não muito longe daqui nas actuais Termas de São Vicente, edificaram também eles uma estância termal de que ainda hoje existem vestígios. No século V vieram Suevos e Visigodos e no século VIII dá-se a invasão muçulmana. Desta última invasão subsistem ainda inúmeras lendas de moiras encantadas, como a da moira do Penedo da Pena (lugar da freguesia onde existe um enorme penedo, que segundo a lenda escondia debaixo de si uma bela moira encantada). Com a Reconquista, Rio de Moinhos torna-se parte do território da Anégia, que compreendia o vale do Sousa e algumas terras circundantes. Formam-se as primeiras igrejas e capelas que ainda hoje resistem ao tempo, como nas freguesias vizinhas de Boelhe e Cabeça Santa. Em Alpendurada, na margem esquerda do Tâmega nasce um mosteiro beneditino, assim como em Cete e Paço de Sousa. Estes, a par com o mosteiro de Arouca, tornam-se pioneiros no estabelecimento humano na Anégia. Recebem terras dos reis de Leão, que desbravam e tornam cultiváveis. Fazem-no com a ajuda dos camponeses que aqui se fixam. Para além do cultivo da terra, os mosteiros também aproveitam as riquezas que o rio Tâmega proporciona, como por exemplo a lampreia. É por esta altura que também são construídos os primeiros moinhos de água na freguesia, quer no rio Tâmega quer no ribeiro que passa pela freguesia, o Ribeiro de Perosinho ( Ribeira das Lajes). A importância dos moinhos era tão grande aqui que no século X já existia a referência a São Martinho de Molinos para indicar um lugar que se pensa tratar do actual lugar do Ribeiro ou Figueiredo.

Pelos registos Paroquiais de 1758, existiam em Rio de Moinhos 262 fogos e 930 habitantes (sendo 709 pessoas maiores e 221 pessoas menores), 15 lugares (aldeias) e Cinquenta e Seis (56) moinhos. Tinha como principal actividade económica a agricultura sobretudo Azeite. In. Arquivo Municipal de Penafiel.

Criação da Paróquia: A Paróquia de Rio de Moinhos foi criada em 1097 com o nome de São Martinho de Molinos. Como se verifica, é anterior à nacionalidade. A Paróquia tem 919 anos de existência.

À medida que as terras se vão tornando férteis surgem as primeiras quintas. Quintas como a de Juncosa, Covelas, Figueira têm origens medievais. De resto a freguesia sempre viveu em função dessas quintas. Talvez isso explique o facto de apenas no século XVIII ter sido construída a sua Igreja Matriz (Verifica-se que a Igreja Matriz foi construída em três fases, sendo a primeira o Edifício Principal e mais tarde e em datas diferentes o edifico da actual Sacristia e apoio à igreja e à comunidade, e um espaço onde funcionou até 2015 a Capela Mortuária. Essas datas estão gravadas nas Vergas "cimeiras" das portas). Até à construção da Igreja Matriz as pessoas iam à missa nas capelas que existiam nas quintas, pelo que só muito mais tarde houve a necessidade de criar uma igreja paroquial.

Nos finais do século XIX, início do século XX, nasceu a capela do Senhor dos Remédios, situada no alto com o mesmo nome. Esta de resto passou a ser a imagem mais famosa da freguesia, devido quer à beleza do local, quer à paisagem magnífica que se tem do Miradouro circundante. Desde o Marão, Montemuro e todas as serranias circundantes ao Douro são visíveis da sua janela. A procissão de velas em honra ao Senhor dos Remédios, que ocorre todos os anos no 2º Sábado de Julho, é visível a dezenas de quilómetros de distância.

Foi também no início do século XX, finais do XIX, que se desenvolveu a maior indústria de Rio de Moinhos: a exploração do granito. Existente em grande quantidade um pouco por todo o concelho de Penafiel, em especial no monte da Soalheira na freguesia vizinha de Perozelo, o granito foi sempre usado como matéria-prima pelas populações locais. Talvez devido ao fomento da construção civil um pouco por todo o Portugal, a exploração do granito tornou-se numa indústria que aos poucos foi absorvendo toda a mão-de-obra existente em Rio de Moinhos. O pedreiro tornou-se, depois dos moinhos do tempo da Reconquista, no novo símbolo da freguesia.

Já faz parte da história da Vila de Rio de Moinhos a realização de duas (2) feiras mensais, aos dia 4 e 16 de cada mês, que é alterado quando este dia recai no dia de Domingo ou feriado móvel.

Evolução Demográfica de Rio de Moinhos: Em 1758 existiam 930 habitantes (registos paroquiais); Em 1930 existiam 1486 habitantes. Em 2011 (Censos) foram registados 2886 habitantes. O maior número de habitantes foi registado em 2001 (2977 habitantes). Em 81 anos do século XX inicio do XXI (1930-2011) quase duplicou o número de habitantes. Enquanto que em 172 anos (1758-1930), cresceu apenas 556 habitantes, passando de 930 para 1486 habitantes.

Brasão de Armas de Rio de Moinhos: Escudo de azul, pala ondeada de prata, entre duas rodas de moinho de ouro, realçadas de negro; brocante em chefe, pico (martelo) de prata, encabado de negro e posto em faixa. Coroa mural de quatro torres de prata. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: “ RIO DE MOINHOS - PENAFIEL ”.

Lugares e Zonas
Rio de Moinhos é constituído por 44 “lugares”: Agrela, Avessadas, Barco do Souto, Cans, Cavadas, Codes, Conca, Corcumelos, Covelas, Cruz, Devesinhas, Eira, Estremadouro, Figueiredo, Forno de Baixo, Forno de Cima, Grade, Jugueiros, Juncosa, Lamelas, Loureda, Novelhos, Oleiros, Outeiro, Paço, Penedo da Pena, Pousadouro, Quebrada, Quintã, Quintela, Rande, Redondo, Regadas, Ribeira, Ribeira de Além, Ribeirinha, Ribeiro, Senhor dos Remédios, Sobreira, Souto, Torre, Vale de Nogueira, Vales, Vista Alegre.

Como a freguesia possui mais de 40 lugares, por uma questão de simplicidade convenciona-se dividir a freguesia em 4 "zonas": são elas Codes, Vista Alegre, Carvalhal e Agrela. São estas quatro (4) zonas que rivalizam saudavelmente entre si durante as organizações das festas, tornando-as famosas pela sua espectacularidade, principalmente a festa anual em honra do Senhor dos Remédios, Corso carnavalesco e outros eventos culturais.

Património
Rio de Moinhos possui várias quintas antigas, e casas de renome, como a Casa das Mouras; mas todas elas são particulares e não se encontram abertas ao público. Estão abertos ao público os seguintes monumentos:

Capela do Senhor dos Remédios
Miradouro da Capela do Senhor dos Remédios
Igreja Matriz de Rio de Moinhos
Santuário de Nossa Senhora, no Largo Coração de Maria, na bifurcação da Avenida do Tâmega com a Avenida de Agrela,
Monumento - Memorial - às datas Históricas de Portugal - Largo do Carvalhal.
Largo do Carvalhal Centro Histórico - Cartão de visita da Vila, por excelência, que deslumbra os visitantes e orgulha os riodemoinhenses. É perceptível que muito da vida dos habitantes da Vila de Rio de Moinhos passa pelo Largo do Carvalhal.
Parque de Novelhos, onde ainda se podem encontrar os moinhos antigos da vila
Parque do Ribeiro, dos dois lados da Presa (Represa) da Ribeira das Lajes, no lugar do Ribeiro. Áreas de lazer e Parque de Merendas.
Barragem do Tâmega. Existe a Barragem no Rio Tâmega, na cavidade entre Rio de Moinhos - Penafiel, e Alpendurada e Matos - Marco de Canaveses, que proporciona algumas actividades desportivas e de lazer, para além da beleza do espelho de água.
Fabrico de Pão-de-Ló e Cavacas, como doces regionais.
Património Imaterial: Pode-se aqui inserir a Banda Musical e Cultural de Rio de Moinhos, centenária, e o grupo Coral Rodribina.
Gentilico - riodemoinhenses

Curiosidades de Rio de Moinhos
Como quase todas as localidades antigas do Norte de Portugal, Rio de Moinhos também guarda lendas e contos que a população foi mitificando ao longo dos tempos como a já falada lenda da Moura Encantada que, escondida num penedo, gemia cada vez que os homens batiam na pedra: assim nasceu o Penedo da Pena, que dá nome a um dos lugares da freguesia.

Famosa também é a lenda do Barão das Lages, senhor da quinta de Juncosa, que nos anos da Reconquista resolveu prender a sua mulher ao cavalo e a arrastou pela quinta até morrer. Diz-se que fez isso por ciúmes, pois suspeitava que a mulher o tivesse traído quando ele andava pelo sul a lutar contra os Infiéis. Reza a lenda que o fantasma do barão e da sua mulher ainda circulam pela quinta…

Outras histórias, de mulheres que lavavam a roupa de noite nos ribeiros, de animais que de noite andavam à solta pela freguesia, de um padre falecido que aparecia em cuecas, entre outros mitos igualmente fantásticos, remontam a uma época em que de noite não havia iluminação eléctrica e tudo parecia assustador. Mas dão óptimos contos para os avós contarem aos netos nas noites frias junto às lareiras.

Largo do Carvalhal Igualmente famoso em Rio de Moinhos é o Largo do Carvalhal, o local mais central da Vila. Apesar do nome que ainda subsiste, infelizmente do antigo carvalhal apenas resta uma carvalha plantada há poucos anos. Esta carvalha foi plantada no local onde uma outra, esta sim muito antiga, estava situada antes de ter sido fulminada por um raio, numa noite de trovoada. Os antigos ainda hoje recordam a "velha carvalha" como símbolo da terra.

O Cemitério da Vila de Rio de Moinhos. É um espaço emblemático da Vila, de quase glorificação dos ente-queridos, em que a superior beleza não deixa ninguém indiferente. É inquestionavelmente um espaço de culto, é o local onde estão reunidos os riodemoinhenses inesquecíveis, as memórias gloriosas - Como versa Camões n´ Os Lusíadas, Canto I, 2ª. Estrofe: " E Aqueles, que por obras valerosas; se vão da lei da morte libertando". Os riodemoinhenses ali reunidos (sepultados) que jamais serão esquecidos, não morrerão na memória deste povo. Visitar o Cemitério de Rio de Moinhos, como local de introspecção e espiritualidade, é já um ato social e simultaneamente de reconhecimento, gratidão e sempre inspirador.

A generosidade e reconhecimento do povo riodemoinhense vai muito para além desta vida. Sendo o cemitério um bom exemplo desta afirmação, tal é o carinho como é tratado, mesmo que se diga existir algum luxo. Mas é uma atitude livre, desprendida e no respeito pelos mais nobres códigos de honra.

De igual modo se expõe o requinte do Adro da Igreja Paroquial e o Adro da Capela dos Senhor dos Remédios, cujas obras foram feitas pela mão-de-obra graciosa de voluntários e por dávidas dos paroquianos (riodemoinhenses). Aqui.. . também foram à luta, sonharam e a obras nasceram.

Existência de dois (2) Relógios electrónicos. Na Paróquia da Vila de Rio de Moinhos existem dois relógios electrónicos que difundem o som da música que antecede as badaladas do número de horas, e das próprias horas através de aparelhagem sonora: O mais antigo na Capela do Sr. dos Remédios, lá bem no alto, outro mais recente na Igreja Matriz, no centro da Vila. Parece um pouquinho exagerado ou manifestação de vaidade mas que enobrece os riodemoinhenses, que com carinho e grandeza de carácter custearam esses investimentos de cariz cultural e, por vezes, lúdico, associado à religiosidade que firmemente partilham.

"Fama" também foi atestada ao "FAMOSO TRIBUNAL". Explicando. No centro da Vila, ao lado da carvalha, existem bancos de jardim e um sobre-muro que serve de assento, por cima de um fontanário - também conhecido por cima do tanque (antes da reconversão do Largo, há muitas dezenas de anos, existiu de facto ali um tanque e fontanário). Nesse muro e bancos de jardim ali ao dispor juntam-se, por regra, anciãos - homens com muita idade. Como passatempo, estes Anciãos dedicam-se a murmurar, ao jeito de censura das pessoas que passavam nas imediações, sobretudo das mulheres e raparigas: Olha aquela a fumar, ui que falta de pano na saia da gaja; eh pá, aquela já guia (referindo-se às condutoras); olha vai tomar o pequeno almoço no café, xiça, e assim sucessivamente. A identificação é tal, que basta dizer, a pessoa x ou y está no tribunal, que já se sabia que era naquele sitio.

Também famoso, mas já em desuso, era a subtração de vasos de jardim e muitos outros utensílios feitas pelos rapazes em vários pontos da freguesia e que eram depositados nos coretos, no centro da Vila, nas noites de São João e de São Pedro. Foi tradição que durou dezenas de anos e atingia sobretudo as raparigas, dando gozo aos rapazes ver depois as raparigas carregar os objectos de volta para casa.

A Vila de Rio de Moinhos também é conhecida pela terra das festas. Muitos fregueses de freguesias vizinhas assim o dizem, tal como muitos visitantes de fim de semana ao afirmar que é difícil ir um fim-de-semana a Rio de Moinhos em que não haja festa. Ora, por vezes, não são festas no sentido geral de arraial , ou de carácter religioso; mas as múltiplas actividades culturais, desde feirinhas com fins de solidariedade, para custear actividades culturais; encontros culturais da mais diversificada natureza, teatro, danças e cantares, e representações de várias ordem e multifacetados.

Convém vincar, que em Rio de Moinhos se realizam sete (7) festas religiosas ao longo do ano, existindo outras actividades também de carácter religioso de acordo com orientação dos responsáveis da Paróquia, normalmente muito participadas pelos riodemoinhenses.

Existem outras histórias curiosas: umas dizíveis outras indizíveis, que estão em análise critica, veracidade das fontes e testes, podendo ser publicadas em breve.

Os Lhotras = trolhas da construção civil e o seu calão.

O nome errado atribuído á Barragem do Tâmega, como sendo Torrão, uma vez que esta freguesia nada tem a ver com a barragem.

A Luta pela edificação da escola Básica+2+3, que provocou graves distúrbios junto da Câmara de Penafiel, obrigando à intervenção da GNR. Finais dos anos 90. Acabou por ser construída numa freguesia vizinha, apesar do maior número de alunos ser de Rio de Moinhos.

Por exemplo, os ladrões de Lampreias, pela calada de noite sugando o esforço dos pescadores legítimos; águas de tornas do aproveitamento das represas da ribeira das Lajes; O Braga, cidadão com comportamentos nómadas, que de tempos a tempos passava por Rio de Moinhos, por altura das sementeiras, ou das colheitas ( Nunca se soube o nome dele, ou que seria Manel); a transformação pós-25 de de Abril… .

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