Santa Maria da Devesa

Santa Maria da Devesa
Castelo de Vide



{"module":"wiki\/image\/FlickrGalleryModule","params":{"size":"small","userName":"Portuguese_eyes","tags":"santa-maria-da-devesa","order":"interestingness-desc","perPage":"1","limitPages":"1"}}
anuncio100x60.png


Santa Maria da Devesa é uma freguesia portuguesa do concelho de Castelo de Vide, com 56,36 km² de área e 1.716 habitantes (2001). Densidade: 30,4 hab/km².

Santa Maria da Devesa é uma freguesia do concelho de Castelo de Vide e juntamente com as freguesias de São João Baptista e Santiago Maior, forma a sede concelhia. Pertence ao distrito de Portalegre e o seu orago é, tal como indica o topónimo, Santa Maria.

É a única freguesia urbana do concelho de Castelo de Vide, ocupando a totalidade da vila sede de concelho. É também a freguesia mais populosa da vila e do concelho desde há vários séculos mas a área que ocupa é, no entanto, a menor de todas: 56,36 quilómetros quadrados.

História

Com um povoamento que remonta ao período Neolítico, a freguesia de Santa Maria da Devesa apresenta alguns vestígios da época. É o caso do Menir da Meada, localizado a cerca de doze quilómetros a norte de Castelo de Vide. O território terá sido posteriormente ocupado por romanos e árabes e a estes conquistado por D. Afonso Henriques, que segundo a tradição, o terá dado a Gonçalo Mouzinho, Cavaleiro Nobre. Já em 1180, Pedro Anes ter-lhe-á dado foral particular. Mais tarde, sendo D. Afonso III o possessor do território, doou-o a seu filho, o Infante D. Afonso, juntamente com Marvão e Portalegre.

Em 1281 iniciaram-se as disputas entre o Infante e o seu irmão D. Dinis. Castelo de Vide foi um dos pontos de discórdia, que só terminou quando D. Afonso cedeu a vila à coroa em 1282. A importância histórica da freguesia dada desta altura, quando o referido monarca fez algumas obras de defesa, iniciando a construção do castelo e das muralhas que envolvem a vila. Dizem uns que fundou o castelo, outros porém opinam que se limitou a edificar a torre de menagem e a fazer algumas reparações. É possível, realmente, que no local já existissem quaisquer obras defensivas, que tenham sido aproveitadas por D. Dinis. Desta altura data a importância histórica da vila.

Foi nessa altura que o rei recebeu em Castelo de Vide os embaixadores de Aragão, que vinham validar o seu casamento com D. Isabel, que tinha a particularidade de ser o primeiro casamento celebrado em Portugal com escritura antenupcial, conforme o direito romano. Em 1299, D. Dinis confirmou os foros da vila, declarando que seria sempre da coroa, e em 1310, deu-lhe novo foral. As obras do castelo ainda continuaram durante todo o seu reinado e só terminaram em 1327, recebendo em troca Castro Marim. Em 1512, D. Manuel I reformulava com Foral Novo o antigo foral de Castelo de Vide. Apertada a princípio pelo círculo de muralhas que rodeavam o castelo, a povoação começou a expandir-se no princípio do século XIV, estendendo-se para Este até à colina onde no século XVIII se edificou o Forte de São Roque.

A torre de menagem do castelo, com tecto artesoado, parcialmente destruída por uma explosão nos inícios do século XVIII, foi restaurada nos anos quarenta, o mesmo se verificando recentemente com a cobertura do paço, em que foi utilizado cimento armado. Dentro do seu recinto, núcleo primitivo da povoação, ainda hoje habitado, integram-se alguns edifícios, como é a seiscentista capela da Senhora da Alegria, com azulejos da mesma época sobre o pórtico de granito, encimado por um nicho que abriga uma imagem de faiança do mesmo período.

Na zona histórica, contígua ao castelo, de estreitos arruamentos medievais, encontram-se vários portais ogivais e o edifício da sinagoga, testemunho da importante comunidade judaica aí implantada. Segundo se escreve num folheto municipal, “compõe-se de dois pisos, abrindo-se numa das divisões do piso superior o que se julga ser o tabernáculo. Neste compartimento reuniam-se os homens da comunidade, enquanto na divisão à sua direita, daquela separada originalmente por um pequeno postigo, congregavam-se os membros do sexo feminino, enquanto decorriam sessões de estudo dos Textos Sagrados”.

Na Praça D. Pedro V, de um dos lados, sobressaem a igreja matriz e o edifício dos Paços do Concelho. A igreja é muito ampla, tendo sido levantada sobre as ruínas de uma capela fundada em 1310. A fachada, grandiosa, é flanqueada por duas torres sineiras e tem um pequeno frontão encimado por uma cruz, cunhais e pilatras de granito aparelhado. O pórtico, com a data de 1748, de colunas caneladas de ordem coríntia, é rematado por um frontão interrompido. O interior é de uma só nave, com transepto e capela-mor, de alvenaria, data do século XIX.

O edifício da Câmara Municipal é uma construção nobre, datada de 1721, com três frontarias, janelas de sacada e gradeamentos de ferro.

Heráldica

Heráldica

Brasão

Escudo de prata, fonte de águas termais de negro, jorrando água de ouro e azul, entre dois ramos de vide de verde; em chefe, cruz da Ordem de Cristo. Coroa Mural de prata de três torres. Listel Branco com a legenda a negro: "SANTA MARIA DA DEVESA"

Simbologia

Em chefe, a cruz da Ordem de Cristo representa o poder administrativo que a Ordem de Cristo tinha na freguesia. A fonte das águas termais de negro, jorrando água de ouro e azul representa a antiga Fonte da Vila, a monumentalidade e a qualidade das águas no local, utilizada e explorada pelo termalismo. Nos Flancos e em campanha, dois ramos de vide de verde que representam as actividades económicas praticadas na freguesia, entre as quais se destaca a vitivinicultura.

Bandeira

Verde. Cordão e borlas de prata verde. Haste e lança de ouro.

Selo

Nos termos da Lei, com a legenda: "Junta de Freguesia de Santa Maria da Devesa – Castelo de Vide".

Economia

São várias as vertentes económicas praticadas pela população local, cuja maioria se emprega na agricultura, na vitivinicultura, na produção de azeitona e também na criação de animais; também no sector secundário tem surgido oportunidades de emprego, na construção civil, na serralharia civil, no mobiliário, no termalismo e na hotelaria.

Património

A freguesia possui um vasto património cultural e edificado, do qual e sem menosprezo do restante, ressaltam: a Igreja Matriz, as capelas de Santo Amaro, a de São Roque e a do Calvário, a Sinagoga Medieval, testemunho da importante comunidade judaica aí implantada, a fonte da vila, a Casa do Prior, o Cine Teatro Mouzinho da Silveira, o Castelo, o Forte de são Roque, as portas de Santa Catarina, o Pelourinho e o Menir da Meada.

  • Anta da Casa dos Galhardos ou Anta do Galhardo
  • Menir da Meada
  • Anta do Pêro d' Alva ou Anta das Tapadas de Pedro Álvaro ou Anta de Pedro Álvaro
  • Anta dos Pombais
  • Anta da Coutada de Alcogulo ou Anta do Alcogulo I
  • Castelo de Castelo de Vide
  • Casa na Rua Nova, n.º 24
  • Igreja de Santo Amaro (Santa Maria da Devesa) ou Igreja da Misericórdia
  • Casa do Pintor Ventura Porfírio e jardim
  • Anta do Vale de Sancho
  • Anta dos Olheiros
  • Anta do Porto Aivado ou Anta do Porto Alvado
  • Igreja de Nossa Senhora da Alegria ou Igreja do Castelo

Fotografias

Galeria dos nossos visitantes
As fotografias desta secção, em todos os artigos, são colocadas pelos nossos leitores. Os créditos poderão ser observados por clicar no rodapé em files e depois em info. As imagens poderão possuir direitos reservados. Mais informações aqui.

Sorry, no images found attached to this page.

Galeria Portuguese Eyes
As fotografias apresentadas abaixo são da autoria de Vítor Oliveira.

{"module":"wiki\/image\/FlickrGalleryModule","params":{"size":"thumbnail","userName":"Portuguese_eyes","tags":"Santa Maria da Devesa","order":"dateAddedDesc"}}

Mapa

Artigos relacionados

Artigos subordinados a este (caso existam):

Adicione abaixo os seus comentários a este artigo

Comentários

Unless otherwise stated, the content of this page is licensed under GNU Free Documentation License.