São Pedro do Sul (freguesia)

São Pedro do Sul (freguesia)
São Pedro do Sul



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São Pedro do Sul é uma freguesia portuguesa do concelho de São Pedro do Sul, com 12,32 km² de área e 4.011 habitantes (2001). Densidade: 325,6 hab/km².

Localidades

A freguesia é composta pelas seguintes povoações:

Arcozelo Azival Bandulha Cabria
Casal de Matos Cotães Cotos Galifães
Louredo Massarocas Negrelos Novais
Outeiro da Comenda Paraíso Pontão Bairro da Ponte
Pouves Ranhadinhos Ranhados Regueira
Ribeira de Cotães São José Taboadelo Travanca

História

A ocupação humana da zona das actuais Termas remonta a épocas muito remotas, que não será possível localizar com muita exactidão, no entanto as referências históricas existentes são notáveis, sendo de referir os testemunhos castrejos presentes, pela sua importância e representatividade, nas imediações deste espaço. Supõe-se que este terá sido o ponto de partida para que os romanos, conhecedores das propriedades curativas das águas minero-medicinais, iniciassem a construção do "Balneum", constituído por quatro estruturas designadas por "Tepidarium (banho de transição) Sudatarium (banho de vapor), Caldarium (banho de água quente) e Laconicum (estufa seca)". A edificação do conjunto termal, na margem esquerda do rio Vouga, é atribuída aos Romanos, a comprovar temos não só o termo - "Balneum" denominação da qual proveio a palavra Banho, nome pelo qual ficou conhecido o lugar após a saída daqueles povos - como também a existência de importantes ruínas e vestígios arqueológicos.

A realização de várias escavações arqueológicas, iniciadas em 1985, permitiram a descoberta de vários fustes e capitéis de grandes colunas jónicas, várias piscinas e numerosas medalhas com as efígies de Constantino e Trajano, bem como uma inscrição votiva ao Deus Mercúrio.

Com a queda e desmembramento do Império Romano segue-se um interregno na vida das Caldas Lafonenses, denominadas deste modo a partir do século XII. Sabe-se que, depois desta data, foram frequentadas por ilustres figuras da corte portuguesa, de entre as quais se destaca D. Afonso Henriques, que em 1152 concedeu foral à Vila do Banho, elevando-a desta forma a concelho, mais tarde a “Couto do Reino” e, posteriormente a “Couto de Honra”. O concelho do Banho foi um dos mais antigos do reino e, sendo a terra mais antiga de Lafões, podemos deduzir que tenha sido, durante muito tempo, a sua capital.

Em Setembro de 1169, o Rei Fundador já se encontrava em terras de Lafões, a fim de tratar a fractura que sofrera numa perna, após uma retirada precipitada, durante a Batalha de Badajoz. Aqui terão sido lavrados e aprovados documentos de extrema importância, referentes à organização e administração do reino. A presença de D. Afonso Henriques vai alterar grandemente o funcionamento e a vida das Caldas Lafonenses, a tal ponto que estas vão ficar associadas ao nosso primeiro soberano.

Depois da vinda de D. Afonso Henriques e do êxito que as águas haviam produzido aos seus males, aumentou o número de nobres e plebeus, de ricos e pobres, que procuraram a cura para os seus achaques na água termal da “Vila do Banho”. Com D. Manuel I, as Caldas do Banho sofreram várias alterações e ao conjunto passa a chamar-se “Hospital Real das Caldas de Lafões”, devido à edificação de um Hospício, construído a mando do Rei Venturoso. Em 1515 foi dado, pelo monarca, novo e mais importante foral à Vila do Banho. Certo é que as Caldas Lafonenses obtiveram grande êxito e distinção com a cura do nosso primeiro Rei e com a posterior estadia de D. Manuel, no entanto o que as destaca e as impõe à consideração médica é, sem dúvida, o facto destas serem as primeiras Termas, do nosso país, a serem submetidas ao estudo científico de um médico.

O concelho foi criado em 1836 pela divisão do antigo concelho de Lafões, do qual era uma das duas sedes, juntamente com Vouzela. Foi Senhor desta localidade nas terras do souto de Lourosa e da Quinta do Amaral, D. Afonso Ermigues do Amaral, nascido em 1245, como ficou provado nas inquirições do rei D. Afonso III.

Em 1884 a Câmara Municipal de São Pedro do Sul deliberou construir um moderno balneário, que sucede ao antigo Hospital Real e cujos trabalhos tiveram inicio nessa mesma data. Em 1894 a Rainha D. Amélia, acompanhada de seus dois filhos, aqui se deslocou com a finalidade de obter a cura para os seus achaques. Como forma de assinalar a estadia de tão ilustre visitante deliberou a Câmara da época colocar no átrio do então recente edifício uma placa com o brasão da soberana, bem como o seu busto em alto-relevo. Em 1895 fora publicado um decreto que determinava que as Caldas de Lafões se passassem a denominar “Caldas da Rainha Dona Amélia”. De imediato o nome da soberana foi atribuído ao novo balneário, o qual subsiste até à presente data. Com o advento da República, o local passou a ter a denominação actual de Termas de São Pedro do Sul.

Em 1987 foi inaugurado um novo e amplo Centro Termal e parcialmente encerrado o Balneário Rainha D. Amélia, a fim de serem levadas a cabo importantes obras de restauro. Este encontra-se em funcionamento desde meados do mês de Setembro de 2001 e está dotado do mais moderno equipamento, a fim de serem praticadas as várias técnicas de tratamento termais. Está ainda dotado de algumas áreas de lazer como é o caso do Núcleo Museológico, onde se podem apreciar as técnicas mais antigas usadas nos tratamentos termais, uma sala Multiusos com exposições variadas e um Auditório onde frequentemente decorrem palestras, congressos, etc. Os dois edifícios encontram-se actualmente em funcionamento.

Desde meados da década de 80, as Termas de São Pedro do Sul são a mais importante estância termal do nosso país. No ano de 1990 o nível de frequentadores ultrapassou os 14.500 aquistas registando-se um crescimento constante até aos dias de hoje, que já atingiu os 25.000. A procura das Termas tem vindo a aumentar sucessivamente, o que permite perspectivar a possibilidade de alargar os serviços, pretendendo-se assim ir ao encontro das expectativas dos aquistas.

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