Seixo de Ansiães

Seixo de Ansiães

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Seixo de Ansiães é o nome de uma povoação, sede de uma freguesia com o mesmo nome, que pertence ao concelho de Carrazeda de Ansiães donde dista cerca de 10 quilómetros para sul sudeste da vila, e a igual distância da estação ferroviária de Vezúvio (Linha do Douro), já na margem esquerda deste rio.

A aldeia fica situada no planalto da extremidade sudeste do Vale da costa Oriental do Castelo de Ansiães, e no cimo de uma elevação na margem direita do rio Douro. Aliás, desde a povoação até ao rio, montanhas e vales vão-se alargando, mas depois estreitam, reunindo-se junto ao Douro, onde desaguam os ribeiros que passam pelo termo da freguesia.

Nessas encostas, matas de sobreiros nas zonas mais rochosas, ou então belos efeitos de plantação de vinha, por vezes em patamares, dão uma arquitectura natural de rara beleza, encanto e respeito.

Sobre o seu passado estamos em crer que é anterior à nacionalidade portuguesa, até pelos vestígios que existem na sua área que remontam aos tempos castrejos dos povos Celtas.

Pertenceu ao extinto concelho de Ansiães e era uma vigararia da apresentação do reitor de S. Salvador daquela vila medieval.

Seixo de Ansiães passou a ter Escola Primária Masculina a partir de 7 de Maio de 1862, data em que foi criada.

No que respeita à sua população, verificamos que em 1721 tinha 71 vizinhos e em Coleja havia 40. No entanto, devia ter mais de 300 vizinhos uns anos antes, como mostravam, naquele ano, as ruínas das casas. Só que a peste matou muita gente, e obrigou a enterrar os mortos no Largo do Adro porque não cabiam dentro.

Em 1864 tinha 289 fogos e 762 habitantes. Depois foi aumentando até atingir 1081 residentes que tinha em 1890. A seguir há um acentuado abaixamento que chega aos 904 habitantes em 1920, para, na década seguinte chegar ao máximo da sua população com 1265 pessoas. Em 1940 baixa para 1004 e em 1950 aumenta para 1091. Mas daí até hoje tem diminuído.

É também a agricultura a actividade quase exclusiva dos seus habitantes. Têm abundantes produções de Vinho, muito dele é generoso (que dá o tão afamado Vinho do Porto), azeite, maçã, amêndoa, batatas.

As restantes actividades não têm muito valor económico mas algumas vão perdurando pelos tempos, como por exemplo o negócio de produtos locais que ocupa 2 pessoas. Há 2 padarias, um ferrador, um serralheiro, um latoeiro, um carpinteiro / marceneiro, e um agricultor com alguns vitelos de criação.

Possui três cafés com o da Casa do Povo e duas mercearias. Com dois lagares de Azeite, só funciona um, mas os lagares de vinho particulares espalharam-se pelas casas de muitas pessoas.

Havia um forno da telha no caminho que vai para o campo na encosta nordeste da Capela, mas já não funciona também.

Em tempos a Ponte do Ribeiro da Vila quando segue para Vilarinho da Castanheira (que foi Vila medieval), era muito usada para ligação com aquela área. Por ali havia um Moinho Novo que já passou à história. Houve mais dois mas uma cheia levou-os.

Têm uma fonte no fundo do Povo e outra, a Fonte do Barroso, a seguir à Igreja.

Já têm água domiciliária, recolha de lixo, dois lavadouros públicos, uma Associação Cultural, casa da Junta de freguesia no cimo do povo, assim como o Campo de Futebol que fica próximo do cemitério. Ali perto há uma eira pública, a Eira dos Diamantes. As ruas já são calcetadas. A Escola Primária é frequentada por 7 alunos.
À saída para a povoação de Beira Grande há um cruzeiro, tendo outro na rua da tapada.
Quanto à Igreja tem a data de 1875, possui "uma abertura em trevo" por cima do portal da porta principal, e apresenta uma Torre sineira simples com dois sinos, lateralmente, e não apresenta aberturas.

A festa principal é em Agosto e à Senhora da Costa que tem uma capela no cimo de um monte mais inclinado e aguçado e do lado poente da aldeia, estando as suas encostas cobertas de pinheiros.
O arraial é no centro da povoação mas vão buscar em procissão a Sr.ª da Costa à Capela no cimo do monte e depois vão lá levá-la de novo.É no Largo da Estrada, nos cafés junto dessa via que segue para o Douro e no Clube que os habitantes de Seixo de Ansiães gostam de se reunir e passar os seus tempos de lazer.

No seu termo há várias quintas prósperas com base nas produções vinícolas com benefício, como a célebre Quinta da Senhora da Ribeira bem junto ao Douro transformada num local turístico excelente. É que ali é aproveitada não só a parte terrestre na marginal, mas também a via fluvial do Douro com um cais de embarque e desembarque. Além disso há a Quinta da Fonte Santa, a Quinta dos Carris ou do Lacerda e a Quinta dos Vinhais.
Seixo de Ansiães tem como anexas Coleja e a Senhora da Ribeira.
Coleja fica encaixada no fundo de um pequeno vale que ali se forma com as encostas das montanhas de Vilarinho da Castanheira/Pinhal do Douro, a Norte e a Este abruptamente declivosas até ali. Talvez respeitando o Douro permitiram que ali se fixassem algumas pessoas, já que corre por perto.

Sendo constituída por cerca de duas dezenas de habitações, Coleja vai renovando essas construções com algum gosto, numa mistura do tradicional com o moderno rural muito bem conseguido: o branco das casas modernas fica bem no meio do escuro do granito das mais antigas. Como atracção também podem observar a sua antiga e típica Capela.

A Senhora da Ribeira é uma zona marginal ao Douro, que a autarquia de Carrazeda de Ansiães tem sabido aproveitar como zona turística atractiva. Ali existe a Capela e também uma Quinta com esse nome, que produz muitas pipas de vinho do Porto, muitos almudes de azeite e muitas toneladas de amêndoa. Dá trabalho a várias pessoas que, nos anos 40 e 50 iam para ali trabalhar pernoitando lá, já que eram de longe, de outras aldeias vizinhas como a Lousa, e, não dava para irem a pé e virem no próprio dia.

A estrada que vai de Seixo para o Douro e serve a Senhora da Ribeira dá continuação para a Cadima, frente à estação de Freixo de Numão, sempre marginal ao rio Douro, mas só tem um ponto negativo: é demasiado estreita. Nem por isso os caçadores, os pescadores e outros turistas deixam de a percorrer, até para irem confraternizar à mesa de um dos bares da Sr.ª das Ribeira, com o rio aos pés, petiscando saborosos pratos regionais.

Presidente da Junta de Freguesia:
Tiago Henrique Magalhães Pinto
Eleito pelo PS

Contacto:
918191744
moc.liamtoh|otnipmhogait#moc.liamtoh|otnipmhogait

Fonte:http://www.cm-carrazedadeansiaes.pt/freguesias/seixo-de-ansiaes.html

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