Torre do Terrenho

Torre do Terrenho
Trancoso



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Torre do Terrenho é uma freguesia portuguesa do concelho de Trancoso, com 14,03 km² de área e 211 habitantes (2001). Densidade: 15,0 hab/km².

Está situada próximo da margem da Ribeira da Teja e dista cerca de 15 km de Trancoso.

Localidades

Topónimo

Torre de Terrenho é povoado muito antigo, que teve a designação de Castelo de Terrenho, Torrinho ou simplesmente Torre. No sitio das Cabeças existem ruínas de uma torre, que se julga ter sido uma atalaia, embora o General João de Almeida considerasse ter existido ali um castelo medieval, reconstruído sobre um antiquíssimo castro lusitano. Esta, segundo opinião dos investigadores, era a Torre origem do topónimo do lugar e freguesia. O acopolativo do Terrenho foi-lhe acrescentado dadas as proximidades com a freguesia daquele nome e para distinguir de outras localidades do País com igual topónimo

História

Tendo pertencido ao concelho de Moreira do Rei até à sua extinção, a freguesia de Torre do Terrenho encontra as suas origens num castro lusitano sobre o qual foi construído um castelo medieval, não propriamente moradia senhorial, mas com fins puramente defensivos. Era a Torre, situada a 845 metros de altitude e que, como dizia o abade Manuel Cardoso em 1732,

“teve este lugar o nome de torre de huma antiga torre que dizem ser athalaya dos Mouros, os quais, por tradição se diz tinha a sua villa ou domicilio em hum sítio que hoje chamam o crasto que fica do dito lugar da torre, para a parte do nascente huma breve distância, será a décima parte de huma legoa, de cuja villa se não acha no prezente tempo alguns vestígios; somente da dita torre existem ainda hoje os alicerces”.

O povoamento da localidade é seguramente anterior à Nacionalidade, tendo sido incluída, na época da reconquista, no termo de Sernancelhe, vindo a beneficiar do repovoamento encartado daquela vila e seu termo. Também a povoação de Mendo Gordo terá sofrido as mesmas vicissitudes da sede da freguesia. A organização paroquial deve também remontar aos primeiros tempos da monarquia portuguesa, tendo a igreja sido taxado em 1321. Esta foi desde sempre uma abadia do padroado real, com os habitantes responsáveis pela apresentação do pároco.

À chegada a Torre do Terrenho, escreveu Hipólito Raposo em “Beira Alta”, que de imediato “nos intriga, entre arvoredo, um torreão setecentista rematado a pináculos”. É o fabuloso solar barroco, conhecido como o Solar dos Brasis ou Casa das Fidalgas, “primoroso testemunho da relacionada pomposidade luso-brasileira nos alvores de setecentos”. Contígua à casa, a bela capela da invocação de Nossa Senhora da Penha de França, com sua fachada toda em granito, onde uma lápide diz: “Esta capela a mandou fazer para si e seus herdeiros Luís de Figueiredo Monterroyo, capitão da Armada, guarda-mor e procurador dos quintos reais que foi nas minas de ouro. 1726-27”. Luís de Figueiredo encontrava-se, em 1703, numa galera ao largo da Baía (Brasil), quando um forte temporal ameaçou destroçar o navio e levar a sua vida e a da filha. Prometeu então a Nossa Senhora da Penha que se os poupasse, lhe faria erigir uma capela, rememorando o milagre.

A capela “é um esplendor do nosso barroco, lá está Nossa Senhora em apoteose, ladeada por festival de querubins, festões e grinaldas, a passarem-se também para as capelas laterais, tecto e púlpito numa exuberância rara, profundamente influenciada pelo tropicalismo sertanejo”. Ordenado sacerdote aos sessenta anos de idade, “logo ali sofremos com Luís de Monterroyo, a observar-nos da platibanda do arco triunfal onde faz duplamente retratado, na sua casaca encarnada e nas vestes negras da sua posterior ordenação, o dissipar da promessa que quis perene e está em vias de desaparecer. Como também assim vão perdendo testemunhos os dois soberbos ex-votos embutidos na capela-mor, que já mal retratam a tragédia-milagre”. Já no solar, “extasiamo-nos outra vez com o espantoso tecto do torreão, alardeando a espampanância do brasão dos Monterroyos, uma teoria de flores e galeria hagiológica, tudo suportado por quatro esforçados serafins-cariátides com penachos de índios do Brasil aos quais dão alento, em contraponto, os respectivos querubins-arautos”.

Festas e romarias

  • Nossa Senhora da Guia (15/20 de Fevereiro)
  • Sao João (domingo mais próximo de 24 de Junho)

Património

  • Igreja Paroquial de Torre de Terrenho ou Igreja de Nossa Senhora do Pranto
  • Casa, Capela de Nossa Senhora da Penha, Capela do Solar da Torre de Terrenho ou Solar dos Brasis
  • Conjunto da Torre de Terrenho, casa e capela

Fotografias

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