Tradições do Freixo

Tradições do Freixo
Freixo

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A população da aldeia do Freixo, no concelho de Almeida, tem orgulho em preservar as suas tradições

Festa de Nossa Senhora da Natividade

A principal festa do Freixo (e que distingue a aldeia de todas as outras) é a festa de Nossa Senhora da Natividade, a padroeira da aldeia. Leopoldo Lourenço, natural do Freixo, assim nos descreve esta festividade, no seu livro de memórias dedicado ao Freixo:

"Presentemente celebra-se no Freixo, durante o mês de Agosto, no 3º ou 4º domingo [embora o dia oficial de Nossa Senhora da Natividade seja a 12 de Agosto], a festa em honra de Nossa Senhora da Natividade, padroeira da freguesia. É realizada de dois em dois anos. Tempos houve em que era feita todos os anos, no mês de Maio. Depois, com a construção da Igreja Nova, não se conseguiram juntar verbas e esteve interrompida durante alguns anos.

Nesta festa há a procissão das velas no sábado à noite - da Igreja Nova até à capela de Santo Cristo para ir buscar São Sebastião e Nossa Senhora das Dores para a Igreja Nova. No domingo tem lugar a Santa Missa, com homilia mais cuidada, seguida da procissão pelas ruas da freguesia até ao cruzeiro da Tapada, Igreja Nova, Santo Cristo, com volta à capela e recolha dos seus santos, terminando na Igreja Nova. Durante a procissão há cânticos e orações ao Senhor. Saem as sedas ou estandartes, o pálio com o Santíssimo Sacramento na custódia, e todos os santos. O povo acompanha o trajecto em duas filas, pela rua de baixo e depois pela de cima, seguindo os homens mais no topo da procissão."

Hoje, a festa do Freixo costuma ter vários dias de duração. Os dias de festa começam com a alvorada de foguetes e, ao longo do dia, realizam-se provas desportivas (jogos de solteiros contra casados em futebol, corridas de atletismo e ciclismo), garraiadas e jogos tradicionais. Durante a noite actuam artistas de bailes populares no largo da Casa do Povo, com quermesses e bares improvisados, e o final do dia é assinalado por fogo de artifício.

Ladaínhas

Em tempos faziam-se também outras procissões. As Ladaínhas, por exemplo, eram procissões (feitas no mês de Abril) que iam até aos campos, onde os habitantes da aldeia pediam aos santos a protecção das suas culturas.

Encomendar as Almas

Do sagrado são ainda certas romarias, cada vez mais raras, e cânticos cantados na igreja. Encomendar as Almas era mais uma prática da população do Freixo, caída em desuso por volta de 1960. Acontecia na Quaresma, quando, todos os dias às 21 horas, a população da aldeia se dirigia a certos pontos da mesma (o barroco do Castelo, a Fonte Cerdeira, etc.) para cantar às Almas.

Dia de São João Batista

Para o mundo católico o dia 24 de Junho é dia de São João Batista. É costume nas aldeias a juventude celebrar este dia com fogueiras de rosmaninho, acendidas ao final da tardem, e sobre as quais essa mesma juventude saltava, acompanhando com algumas frases cantadas em jeito de graça.

Natal

O Natal é também uma ocasião festiva, por todos celebrada hoje em dia. Toda a aldeia do Freixo comemora o Natal. Por essa altura fazem-se procissões e missas, mas também aquilo a que se chama "fogo do Natal". O fogo do Natal é uma enorme fogueira, que pode atingir uns 3 metros de altura, acendida às 22 horas do dia 24 de Dezembro. Tem por fim, simbolicamente, garantir o bem-estar do Menino Jesus, no frio do Inverno, e reunir a população durante a noite e a madrugada em redor da dita fogueira. Tal é o tamanho da fogueira que, por vezes, esta chega a arder até 2 dias depois.

Outras festividades

Para além do Natal, outras ocasiões festivas no Freixo (e de toda a comunidade católica) são os Reis (a 6 de Janeiro costuma-se desfazer a árvore de Natal e comer bolo-rei), o Carnaval e a Quaresma (período de abstinência de carne e de recolhimento que durava até à Páscoa, começando após a 3ª feira de Carnaval). A Páscoa, naturalmente, é também celebrada no Freixo, com um aumento da actividade religiosa. Em termos gastronómicos, é tradição na aldeia comer-se bacalhau ou peru no Natal, fazer-se a matança do porco em Dezembro ou Janeiro, matar e comer o cabrito na Páscoa e por ocasião da festa da aldeia, em honra de Nossa Senhora da Natividade.

Cantar as Janeiras

Cantar as Janeiras é uma tradição a muitos ensinada na escola. Também no Freixo existia o costume de se cantarem as Janeiras de porta em porta. Era um procedimento em que participavam sobretudo crianças, que iam pedindo em frente às várias portas da aldeia algo para comer e para tirar a barriga de misérias. Para obterem qualquer coisa de quem estava dentro de casa lá cantarolavam a música das Janeiras até serem atendidos. No final, juntavam-se as crianças para comerem castanhas, maçãs, figos secos, pão, rebuçados ou o que tivessem recebido.

Ronda

Um costume de antigamente no Freixo era fazer-se a ronda. A ronda era a caminhada feita por jovens da aldeia (e nas ruas da aldeia), nas tardes de domingo, na companhia de um tocador de concertina, parando nas várias adegas para beber uns "copinhos" ou, simplesmente, para ir cantando alegremente algumas quadras.

Pagar o vinho

Mas um costume mais em moda era pagar o vinho. Os rapazes da terra, ao atingirem os 16 ou 17 anos, tinham de pagar o vinho aos mais velhos conforme estes quisessem, para que pudessem andar na rua depois das 10h. da noite. Também os rapazes que iniciassem um novo namoro (casamento) estavam sujeitos ao dever de pagar o vinho aos mais velhos, caso contrário sujeitar-se-iam a situações mais desagradáveis. O pagamento do vinho era uma forma de ritual que assinalava a maioridade dos jovens.

Matanças

Uma outra tradição digna de referência são as matanças. Ainda praticadas na aldeia, consistem em matar o porco, com a família e os amigos reunidos, e depois comê-lo como almoço. Geralmente, as matanças acontecem por ocasião de festas. Também os cabritos são vítimas deste acto por ocasião de festas na aldeia, mas já não com tanta "fama" como os porcos.

Jogos tradicionais

Também habituais na aldeia durante largas dezenas de anos foram os jogos tradicionais populares. Desde há algum tempo que praticamente caíram em desuso, embora de vez em quando sejam recordados pelos mais velhos e praticados pelos mais jovens. Bem conhecidos de muitas crianças, mesmo fora do meio rural, são jogos como as escondidas, o pião, o saltar à corda, o berlinde, a macaca, a apanhada, etc. Já os adultos costumavam entreter-se com o futebol, o jogo do ferro, as cartas, o lenço, o lançamento do peso, a moedinha, entre outros. O jogo do ferro consistia em balançar um pesado ferro entre as pernas e lançá-lo a uma distância superior a 30 metros. O jogo do cântaro costumava ser jogado nas tardes de domingo. Toda a população podia participar, já que a diversão consistia em lançar um cântaro de mão em mão, num círculo de gente, até que ele caísse e se desfizesse no chão.

Teatro

O teatro não é algo que sempre tenha existido na aldeia. Durante o tempo de ditadura raramente a aldeia foi palco de representações teatrais. A década de 1960, porém, contou com várias peças de teatro, levadas ao palco pelo empenho de populares e pelo pároco de então. O ano de 1967 ficou especialmente marcado pela conhecida peça de Luís Sttau Monteiro, "Felizmente Há Luar". Foi a última peça representada na aldeia até ao ano 2000, altura em que uma nova peça foi apresentada à população, com alguns dos mesmos intervenientes que em 1967 tinham trabalhado na peça de Sttau Monteiro.

Bibliografia

  • LOURENÇO, Leopoldo, Freixo da Raia - suas memórias, 1999

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