Vela

Vela
Guarda



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A Vela é uma das 55 freguesias que compõem o concelho da Guarda, com uma área total de 22,29 km2, 567 habitantes de acordo com censos de 2001 e uma densidade populacional de 27 habitantes por km2.

Vela, marcada e esquecida pela história, está situada junto da ribeira com o mesmo nome, distando aproximadamente 15 km a sul da sede de concelho, no limite da Beira Alta com a Beira Baixa. Situa-se na encosta de um monte chamado Serra de São Gens, no ramo Norte da Serra da Estrela mas já fora do parque natural. Importa destacar as ribeiras de Santo Amaro e Amezendinha que correm nos vales do mesmo nome. A freguesia é composta por mais cinco anexas e usufrui de um excelente microclima o que a distingue do resto da região.

História

A Vela e arredores só começam a ser descritos a partir do século XIII quando D. Sancho inicia o repovoamento da região. Tudo leva a crer que a Vela, após o repovoamento em finais do século XII início do século XIII, tinha alguma liberdade municipal própria pois tinha alcaides ou oficiais privativos, embora subordinados aos da Guarda. Por fim, muito provavelmente devido às suas potencialidades, os nobres fizeram da Vela honra e com isso deixou de obedecer à cabeça do julgado, acrescentando-se ainda os limites da honra para além dos do local. Tal como sucedia com os casos de Almendra (Castelo Rodrigo) e Alva (Freixo), a Vela (Guarda) tem em comum tratarem-se de aldeias do respectivo termo, que tentam tornar-se concelhos mas não conseguem pois o monarca não defere as suas pretensões. Não eram realengas, sendo que a Vela encontrava-se sob a jurisdição de um senhorio. Não se tem informação, por falta de dados documentais,quais teriam sido os primeiros senhores da Vela. O primeiro senhor da Vela e Jarmelo de que existe documentação foi D. João Afonso Telo. Posteriormente as terras de Vela e Jarmelo passaram para a posse de um dos heróis da batalha de Aljubarrota que era o vassalo da coroa Egas Coelho, em carta régia de 29 de Agosto de 1385.
Egas Coelho manteve-se pouco tempo na posse dos lugares de Vela e Jarmelo devido a problemas com o rei, o que veio dar origem ao seu exílio para Castela. O rei D. João I doou todos os bens de Egas Coelho, excepto os bens de Leiria, ao filho primogénito do mestre da Ordem de Cristo, Diogo Lopes de Sousa. Durante o longo tempo de vida do senhor da Vela e devido à boa relação do mesmo com o infante D. Pedro, a Vela e os seus moradores conseguiram obter alguns benefícios.
Por morte de Diogo Lopes de Sousa, provavelmente ocorrida no ano de 1448, sucedeu-lhe o seu filho primogénito Álvaro de Sousa. Tal como o seu antecessor, este fidalgo continuou a desempenhar as funções de mordomo-mor do rei.
Devido à continuação de relações amigáveis com a família real, D. Afonso V, por carta de 2 de Janeiro de 1459, outorgou a jurisdição civil e criminal ao lugar, fazendo com isso que a Vela se tornasse independente da jurisdição da Guarda.
A reacção da Guarda à perda de jurisdição sobre a Vela não tardou a demonstrar-se sob a forma de contestação à deliberação real, o que provavelmente fez com que D. Afonso V tenha reflectido acerca da atitude tomada e tenha, após bastantes exposições e solicitações feitas pelo concelho e homens-bons da Guarda, promulgado um diploma em 6 de Julho desse mesmo ano de 1459 a dar sem efeito a carta por ele outorgada em Janeiro.
A expressão demográfica da Vela que nos aparece claramente denunciada no numeramento de 1527 demonstra-nos a importância do lugar, a cidade da Guarda tinha naquela altura 379 habitantes e a Vela encontrava-se com 152, tendo como terceiro lugar com apenas 97 habitantes o Seixo Amarelo e havendo lugares como por exemplo, a Benespera, com apenas 56 habitantes.
Nesta freguesia houve e há, algumas infelizmente completamente degradadas e inclusive uma já desaparecida, quintas notáveis de famílias que tiveram mais realce nos séculos XVIII e XIX, talvez oriundas da honra da Vela, cuja estirpe não se determina, sendo dignas de especial menção, a dos Saraiva Refoios, destruída e espoliada de toda a sua origem durante o governo do estado novo e transformada num edifício estilo estado novo que actualmente serve como lar de terceira idade. Nesta quinta existia um notável chafariz armoriado do século XVIII assente ao cimo de uma espaçosa escadaria e construído de finíssima pedra, chafariz esse que ornamenta hoje em dia a entrada Sul da cidade da Guarda, para onde foi levado quando da destruição do espaço por motivos nunca bem definidos e através de métodos fraudulentos sem que nunca tenha havido empenho na resolução deste caso. Existem também algumas das propriedades que foram pertença da família Póvoas, actualmente já bastante dispersas por outros proprietários e onde o cabo-de-guerra miguelista, o general Póvoas passou os últimos anos da sua vida na Vela onde acabou por falecer.
No paroquial a freguesia da Vela é posterior ao século XV e parece ser instituição da Sé Egitaniense numa ermida medieval. Existe na freguesia da Vela uma grande tradição relacionada com a extração do minério por ser uma região rica nessa área, ainda hoje existem registadas minas de estanho, estanho e urânio, estanho e titânio e lítio.

O orago da Vela é Nossa Senhora da Graça.

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