Vouzela

Vouzela
Sub-região Dão-Lafões



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Foto de Vítor Oliveira

Lista de Municípios Portugueses

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Vouzela é uma vila portuguesa do distrito de Viseu, na região Centro e sub-região Dão-Lafões, com cerca de 1.500 habitantes.

É sede de um município com 191,65 km² de área e 11.916 habitantes (2001), subdividido em 12 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de São Pedro do Sul, a leste por Viseu, a sul por Tondela e pela porção secundária de Oliveira de Frades, a sudoeste por Águeda e a noroeste pela porção principal de Oliveira de Frades.

Vouzela fica a 3 km das Termas de São Pedro do Sul, a 30 km de Viseu, a 60 km de Aveiro, a pouco mais de uma hora do Porto e mais ou menos três horas de Lisboa.

O concelho tem origem no antigo concelho de Lafões, do qual era uma das duas sedes, juntamente com São Pedro do Sul. Em 1836, Lafões foi repartido entre Vouzela e São Pedro do Sul.

Sobre as origens do nome Vouzela muito se tem escrito. Desde os defensores da junção de Vouga e Zela até outros, com preocupações mais eruditas, várias são as versões.

As primeiras referências à povoação remontam à segunda metade do século XI (1083) mas existem testemunhos de uma muito maior antiguidade: do castro da Senhora do Castelo, embora nunca tivesse sido escavado, conserva-se a muralha e aparecem à superfície fragmentos de cerâmica castreja e romana. A existência de duas sepulturas antropomórficas, nas suas imediações, prova que continuou a ser habitado na Alta Idade Média.

Freguesias

Toponímia

Sobre as origens do nome Vouzela muito se tem escrito. Desde os defensores da junção de Vouga e Zela até outros, com preocupações mais eruditas, várias são as versões.

História

As primeiras referências à povoação remontam à segunda metade do século XI (1083) mas existem testemunhos de uma muito maior antiguidade: do castro da Senhora do Castelo, embora nunca tivesse sido escavado, conserva-se a muralha e aparecem à superfície fragmentos de cerâmica castreja e romana. A existência de duas sepulturas antropomórficas, nas suas imediações, prova que continuou a ser habitado na Alta Idade Média. Num documento que data de 1083 é feita referência à existência de um antigo mosteiro, também documentado posteriormente em 1104 e 1113, no século XIII, mas os documentos passam a referir-se a igreja. As Inquirições de D. Afonso III (1258) provam que a igreja de Nossa Senhora da Assunção, Matriz de Vouzela, é o mosteiro anteriormente referido.

A história do concelho de Vouzela não se pode dissociar da história de Lafões. Citando Amorim Girão:

“Lafões fica em pleno coração da Beira Alta e constitui uma região encravada na bacia hidrográfica do Vouga, onde representa a zona mais acidentada, de variadíssimos aspectos, é certo, mas formando um todo homogéneo e correspondendo portanto a uma verdadeira região natural”.

Explicado o entrosamento entre Vouzela e Lafões, convém abordar um pouco as raízes históricas da vila. Segundo o mesmo autor:

“em 13 de Maio de 4136 foi instituído, por el-rei D. Duarte, o concelho de Vouzela ou Lafões, composto por 44 freguesias e 13 coutos. Por alguns séculos prevaleceu sem grandes alterações esta divisão administrativa, até que em 1834 se passou a repartir o antigo concelho de Lafões em dois concelhos separados pelo Vouga, ficando as freguesias na margem esquerda deste rio formando o concelho de São Pedro do Sul”. Posteriormente, esta divisão vai sofrer profundas alterações. Actualmente, o concelho de Lafões reparte-se por três concelhos: Vouzela, Oliveira de Frades e São Pedro do Sul.

A posição central de Vouzela conferiu-lhe até aos fins do século XIX um certo destacamento em relação aos outros concelhos. Joaquim Veríssimo Serrão refere que nos fins do século XIX Vouzela continuava a ser a única cabeça de comarca no território de Lafões. Já em finais do século XIV, Vouzela deveria destacar-se dada a atribuição da “carta de privilégio” por D. Dinis para a realização de uma feira.

“deu-lhes o monarca carta em 1307 para que a fizessem todos os meses, quinze dias andados de cada mês e durante três dias.”1

“Per aazo das guerras que pollos tempos forom e por as grandes grandes mjngoas e pobrezas que os homeens aujam pollos tempos desuayradas que se segujram”, a feira deixou de se realizar. Só no reinado de D. João I a feira foi novamente outorgada com todos os privilégios, liberdades e franquezas que tinham as feiras de Viseu, de Trancoso e da Guarda. O que se explica por Vouzela ser “o melhor e mais honrado” lugar do julgado de “dalafões” e por “seer mjlhor probado por que he lugar camjnhante”.

No reinado de D. Manuel I a importância do concelho mantém-se visto que lhe foi concedido pelo monarca um Foral Novo, a 15 de Dezembro de 1514.

De origem muito remota, como atestam os inúmeros monumentos megalíticos, o concelho de Vouzela é um autêntico manual de história onde cada canto conta um pouco do passado, do que foi e é o Homem como essência!

Heráldica

Armas

De negro com uma torre torneada de ouro aberto e iluminada de vermelho, sobre um monte de verde realçado de negro cortado por uma faixa ondada de azul orlada de prata. A torre acompanhada por dois crescentes de prata encimados cada um por uma estrela de cinco pontas do mesmo metal. Em chefe um sol de ouro e uma lua de prata. Coroa mural de quatro torres de prata. Listel branco com letras pretas.

Bandeira

Esquartelada de amarelo e vermelho com o escudo das armas. Cordões e borlas de ouro e vermelho. Haste e lança de ouro.

Selo

Circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres: “Câmara Municipal de Vouzela”.

Personalidades

Vouzela foi também berço de figuras históricas, entre outros são de citar: D. Duarte de Almeida – O Decepado de Toro (alferes - mor de D. Afonso V); São Frei Gil (dominicano falecido em 1265), padroeiro da vila e autor de várias obras entre elas “ Vitae Fratum”; João Ramalho ( um dos destacados bandeirantes) e Padre Simão Rodrigues, iniciador da Companhia de Jesus em Portugal (companheiro de Santo Inácio de Loyola e São Francisco Xavier.

Património

Ligações externas

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